Surpresa brasileira no mundial de handebol

Surpresa brasileira no mundial de handebol

Seleção joga de igual para igual com os europeus

O ano de 2019 começou com o Brasil fazendo a melhor campanha da história do mundial de handebol. A participação brasileira ainda não terminou oficialmente, mas seja lá qual for a posição em que o time terminar, a equipe já superou o décimo terceiro lugar conquistado em 2013. O curioso é que a expectativa não era das melhores para esta seleção, apesar de jovem e talentosa. Com a crise na Confederação Brasileira de Handebol, a preparação do time ficou comprometida, mas ainda assim, o grupo conseguiu se superar vencendo, pela primeira na história, mais do que um europeu em um mundial. Graças as grandes atuações de nomes como José Toledo, Felipe Borges, Fabio Chiuffa, Haniel Langaro, Cesar ‘Bombom’, além, é claro, do belo trabalho do técnico Washington Nunes, antes tão questionado.

A seleção brasileira apresentou uma defesa sólida e um ataque com boas variações ofensivas. O time chegou a uma inédita segunda fase passando bem pelo grupo considerado por muitos como o “o grupo da morte”.

Sim, é verdade que o handebol masculino não conquistou nada, mas vai sair deste mundial com a cabeça erguida. Autoconfiança é a palavra-chave para este momento. No esporte em que os europeus são muito fortes, finalmente o Brasil jogou de igual para igual mesmo recheado de jogadores jovens – Haniel e José Toledo não passam dos 24 anos – a evolução deles é nítida e na Olimpíada, a chance do Brasil surpreender aumenta. Quem sabe se o antigo saco de pancadas vira azarão em Tóquio? Vamos aguardar.

A nota triste fica pela falta de transmissão do mundial. Perdeu-se a chance de presenciar o brasileiro, admirador da modalidade, com estas ótimas atuações. Que estas boas atuações motivem os nossos meios de comunicação. Valeu Brasil!

Por Surto Olímpico

Quem brilhou em 2018

Quem brilhou em 2018

Os feitos mais impressionantes de brasileiros no ano

O ano de 2018 chega ao fim e é hora de fazer aquela retrospectiva. O ano começou promissor no esporte olímpico, ficou ‘morno’ e no fim muitos resultados animadores aumentaram a confiança para 2019 – ano importante para muitas modalidades por conta da distribuição de vagas para a Olimpíada. Vale relembrar quatro grandes feitos de atletas brasileiros no ano.

De início, Isadora Williams chega à final da patinação artística nos Jogos de inverno logo em sua segunda Olimpíada. A brasileira brilhou e conseguiu uma inédita classificação para a disputa do primeiro lugar em um dos esportes mais assistidos nos Jogos de inverno. A jovem de apenas 22 anos foi perfeita no programa curto e se tornou a primeira sul-americana a chegar em uma final olímpica da patinação. O nervosismo comprometeu na reta final, mas a impressão de que é possível ir muito mais longe ficou clara.

Outro que mostrou a que veio e nem chega a ser novidade foi Isaquias Queiroz. Com três medalhas em três provas em mundiais, o baiano de Ubaitaba se destacou em 2018. Ponto alto para a prova em dupla com Erlon de Souza. Os dois, mal treinaram juntos e, mesmo assim, conquistaram o ouro na prova. Vale lembrar que em novembro, Isaquias sofreu um duro golpe com a perda de seu técnico Jesus Morlán. O baiano mostrou-se motivado para conquistar tudo que puder em Tóquio 2020 em homenagem a Morlán. É só aguardar e torcer.

Quem também foi muito bem foi Hugo Calderano. Ele venceu o chinês número 1 do mundo no tênis de mesa – Aliás, para nós do Surto Olímpico, este foi o feito esportivo de 2018. Hugo venceu nas quartas de finais do ITF Finals, torneio que reúne os melhores do ano no tênis de mesa, simplesmente o melhor chinês do esporte. É importante ressaltar que a China é uma megapotência no tênis de mesa. A supremacia é tamanha que raramente um chinês perde uma partida. Calderano, que já está entre os dez melhores mesatenistas do mundo com apenas 22 anos, deve evoluir ainda mais. Que conquista!

Por fim a natação brasileira renasce no mundial de piscina curta. O time, que saiu muito mal na fita após o pífio desempenho na Rio 2016, deu um claro sinal de que está se recuperando. O revezamento 4x200m trouxe o ouro e o recorde mundial para o Brasil tendo na equipe apenas nadadores sub23. Isto sem contar com as medalhas das nadadoras Daiene Dias e Etiene Medeiros, o que demonstra um ótimo trabalho de renovação na natação brasileira. Quem sabe se não teremos novos ‘Cielos’ e ‘Thiagos Pereira’ brilhando pelas piscinas do mundo? Em 2019, no mundial de natação em piscina olímpica de 50 metros, será possível ter a real dimensão de onde a natação brasileira poderá chegar em Tóquio. Olhos abertos.

Por Surto Olímpico

A esperança que vem da piscina

A esperança que vem da piscina

Brasil é destaque no mundial de natação

A natação brasileira saiu orgulhosa da China onde foi realizado o mundial de natação em piscina curta – piscinas de 25 metros. Com vinte nadadores na delegação, a equipe conquistou oito medalhas e ficou entre as dez primeiras seleções no quadro de medalhas. Embora nos Jogos olímpicos as provas sejam disputadas em piscinas de 50 metros, o feito brasileiro é importante e deixa todos animados com a nova geração que chega com tudo para a disputa em Tóquio.

É importante destacar que: das medalhas conquistadas pelo Brasil, algumas são muito especiais. O ouro do revezamento 4x200m livre masculino, por exemplo, que ainda bateu o recorde mundial é uma delas. E o melhor está na idade dos nadadores: nenhum tem mais de 23 anos. Por que é importante? Porque eles competiram com os melhores do mundo. Nadadores experientes e competitivos.

Outros feitos importantes são os bronzes de Etiene Medeiros nos 50m livre e de Daiene Dias no 100m borboleta. As duas são provas olímpicas. A natação feminina carece de bons resultados e as medalhas conquistadas por estas jovens atletas tem um significado especial. Quem sabe não teremos, nas próximas competições (Mundial de piscina longa em 2019 e Olimpíada), pódio brasileiro.

Outra medalha importante foi o ouro do veterano Nicholas Santos nos 50m borboleta. Aos 38 anos de idade, Nicholas não parece sentir os efeitos do tempo e vem sendo cada vez mais rápido nas competições. O brasileiro terá 40 anos na próxima Olimpíada e, apesar da idade considerada avançada, pode sim brigar por medalha.

O fato é que, mesmo sem ser disputado em piscinas olímpicas, este mundial trouxe um alento para a nova geração da natação. Jovens nadadores demonstraram muita competitividade e encheram de esperança a torcida que se decepcionou na Rio 2016 com o desempenho do Brasil muito abaixo do esperado. Em 2019 será possível ter uma noção mais precisa de qual estágio a natação brasileira se encontra. Que as piscinas de Tóquio nos reservem muitas medalhas.

 

Por Surto Olímpico