O racismo persiste

O racismo persiste

Jogador brasileiro abandona o campo

Salve, Salve, queridas Capivaras.

Mais uma vez um episódio de racismo recebe destaque no meio esportivo. Desta vez foi na Bolívia pela 13º rodada do campeonato local no jogo entre Blooming e Jorge Wilstermann.

Depois de alguns gritos racistas durante toda a partida, o atacante brasileiro Serginho, que defende a equipe do Jorge Wilstermann, deixou o campo momentos depois de ter se dirigido para a cobrança de um escanteio.

O atacante já havia reclamado com o árbitro sobre as manifestações da torcida adversária. O jogo foi interrompido e os próprios jogadores pediram para que os torcedores parassem com os gritos.

Não cabe mais em pleno ano de 2019, atitudes racistas como estas. Faltam punições mais severas. Lógico que não se deve generalizar, mesmo dentro da própria torcida, porém os responsáveis precisam ser identificados. Hoje, isto é muito mais fácil.

Diante de tamanha repercussão, o presidente da Bolívia, Evo Morales, também repudiou o ato por meio de sua conta no Twitter.

O Jorge Wilstermann pediu para que a Federação Boliviana de Futebol aplique uma punição exemplar a equipe do Blooming. Vamos aguardar quais serão as providências para que tais atitudes não se repitam.

  • Campeonato carioca

Após um fim de semana em que só deu Vasco nas redes sociais, o campeonato fechou a quarta rodada da Taça Rio com várias novidades na tabela de classificação. Faltando apenas uma rodada para o fim, já vimos a invencibilidade do Vasco cair diante da Cabofriense e o próprio tricolor de Saquarema briga com Volta Redonda e Bangu por uma das quatro vagas restantes.

Será que os outros três grandes ficarão de fora? Vamos aguardar.

A Capivara deu Cria

Por  Fábio Araújo

Quem tem 100 milhões no banco?

Quem tem 100 milhões no banco?

Reservas do Flamengo são os mais caros do Brasil

Fala rapaziada, beleza? Você consegue descrever a sensação em olhar para o banco de reservas de um time e ver que nele há mais de 100 milhões parados? O futebol rubro-negro vive esta realidade e o torcedor vermelho e preto anda intrigado com isto.

A verdade é que muitos tentam entender como os dois jogadores mais caros da história do Flamengo viraram reservas no time de Abel Braga. Vitinho, contratado por 10 milhões de Euros (R$45 milhões na época) e o uruguaio De Arrascaeta, jogador mais valioso do elenco e considerado a contratação mais cara do futebol brasileiro, de solução passaram a ser opções dentro do elenco. O primeiro a torcida até entende.  O atacante ainda não despontou e vez ou outra é questionado por críticos e torcedores. No caso do meia a situação é diferente. É difícil aceitar a ideia de que o atleta não tem vaga na equipe rubro-negra.

Se em cada brasileiro existe um técnico de futebol, no Flamengo isto não é diferente e nos esquemas táticos desenhados pelo torcedor, Arrascaeta é escalado no lugar de Willian Arão. A titularidade do ex-botafoguense, aliás, nunca foi unanimidade. Por outro lado, há também quem questione a presença do craque Diego entre os onze titulares. Apesar de ser querido pela torcida e capitão do time, o jogador costuma desaparecer em momentos decisivos.

Diante de tantas indagações, porém, nestes três meses de temporada, o treinador parece já ter em mente um time base para a disputa da Libertadores e do Carioca. Fora os escolhidos, os demais terão de mostrar muita bola para convencer o técnico do contrário. Eis aí a maior de todas as preocupações: será que jogadores caros permanecerão motivados mesmo esquentando um banquinho?  Difícil dizer. E o valor destes jogadores no mercado? Se não rendem em campo o que se compra por 100 milhões pode ser vendido futuramente pela metade do preço. Nenhum banco joga para perder.

Abraços,

Rod Torres.

Eurico e o futebol de hoje

Eurico e o futebol de hoje

Dirigente atraiu amor, ódio e foi vencido pelo tempo

Eu odiava Eurico Miranda..

Odiava porque era arrogante, prepotente e se achava melhor que os outros. Era o tipo de pessoa que não inspirava confiança, esteve por trás das piores páginas do futebol brasileiro nas últimas décadas e na decadência do futebol carioca. Odiava porque não mostrava respeito aos adversários, provocava, espezinhava e assim aumentou o ódio e a violência entre as torcidas. Era capaz de dizer besteiras como comparar o Flamengo ao câncer e mostrar desumanidade como com os torcedores caídos em São Januário na final contra o São Caetano.

Eu amava Eurico Miranda..

Amava porque era arrogante, prepotente, se achava melhor que os outros e era. Conhecia os regulamentos como ninguém, raposa velha sempre enxergava na frente dos outros. Era o tipo que inspirava confiança em jogadores e funcionários. Esteve por trás de algumas páginas das mais sensacionais do futebol brasileiro como colocar a logo do SBT em camisa na final de brasileiro e em grandes momentos do futebol carioca como as finais contra o Flamengo. Amava porque não era politicamente correto e zoava, brincava, estimulava a rivalidade entre torcidas. Foi capaz de transformar o Vasco no maior rival do Flamengo superando o Fluminense, foi responsável por algumas das maiores conquista da história do Vasco e teve momentos de humanidade como o carinho que sempre tratou a escola que funciona no clube que ajuda a formar cidadãos.

Com praticamente os mesmos argumentos disse porque odiava e amava Eurico. É, ele era assim. Capaz de provocar amor, ódio e algumas vezes até da mesma pessoa ao mesmo tempo. Eurico foi vencedor, como eu disse alguns dos maiores títulos do Vasco foram em sua passagem como vice de futebol. Eurico foi fracassado. O Vasco começou a decair em sua gestão como presidente, ali surgiu uma imensa dívida, o outrora clube do povo se tornou uma ditadura e virou chacota como o caso da Sibéria. Podia-se amar o odiar Eurico Miranda, só não dava para ficar imune.

Eurico está morto e com ele um estilo de dirigentes de futebol. Hoje dirigente é “empresário”, “manager”, temos vários presidentes de clube engomadinhos que entendem nada de futebol e entregam os mesmos a gestores, algumas vezes ex-jogadores de futebol.

São melhores? São piores? São diferentes. O mundo mudou, o futebol mudou e a última passagem de Eurico como presidente do Vasco mostrou o quanto ele estava ultrapassado, mas deixou sua marca no futebol, sem dúvidas. Não dá para ignorar Eurico Miranda na história do futebol brasileiro, carioca e, principalmente do Vasco. Numa era em que o imediatismo sobressai e a cada domingo é eleito um novo melhor jogador de futebol do mundo de todos os tempos é preciso preservar a história. Eurico está na história assim como Coutinho, o lendário jogador do Santos que faleceu também semana passada.

Alguns choraram a morte de Eurico, outros comemoraram, alguns consideram Eurico um Deus, outros diabo. Eurico não era uma coisa nem outra, era um ser humano com virtudes e defeitos como todos.

Vai fazer falta..

A Sibéria nunca mais será a mesma

Twitter – @aloisiovillar

Facebook – Aloisio Villar

Instagram – @aloisiovillar