“Evas do Gramado”

“Evas do Gramado”

A proibição de Vargas ao futebol feminino

A dica de hoje da coluna, acaba de sair do forno. Lançado ontem no Rio de Janeiro, “Evas do Gramado: a história do Primavera Atlético Clube, o time feminino proibido no Governo Vargas”, novo livro de Auriel de Almeida, narra a história do Primavera Atlético Clube, time de futebol feminino do bairro carioca do Engenho Novo perseguido pelo governo Vargas:

Nicéa, Sally, Elza e Aída… hoje desconhecidas, eram as principais jogadoras do Primavera Atlético Clube, clube suburbano que formou o maior time de futebol feminino do Rio de Janeiro no começo da década de 40.

Uma história interrompida durante a ditadura de Getúlio Vargas, que proibiu a participação das mulheres no futebol – em uma lei que só seria revogada quase 40 anos depois!

O livro “Evas do Gramado”, de Auriel de Almeida, reconta toda a trajetória do Primavera em formato de romance histórico. O surgimento, apogeu e fim de uma equipe que encantou o público esportivo carioca e brasileiro e terminou perseguida e fechada pela polícia.

O livro também aborda outras equipes femininas de sucesso da época como o Sport Club Brasileiro, Cassino Realengo, Opposição, Independente… E revela a campanha de parte da imprensa para que o futebol de mulheres fosse banido pelo governo!”.

Contendo 108 páginas, “Evas do gramado” pode ser encontrado no site da Editora Hanói ou na Livraria da Travessa.

Igor Serrano

Maracanazo ou Mineirazo?

Maracanazo ou Mineirazo?

“As Copas perdidas em casa”

Com a proximidade da Copa do Mundo da Rússia, torna-se impossível não relembrar a última edição do torneio mundial de Seleções. Vencida pela Alemanha, que derrotou por 1×0 a Argentina em pleno Maracanã, a Copa do Mundo de 2014 ficou marcada pela goleada histórica e humilhante de 7×1 que os campeões, contando com Müller, Özil, Kross e Neuer, aplicaram em nós anfitriões (de Fred, David Luiz, Felipão e Bernard, “o menino da alegria nas pernas”), na semifinal disputada no Estádio do Mineirão, em Belo Horizonte-MG (o “Mineirazo”). Aquela era a segunda vez que o Brasil sediava a Copa e tal como na primeira, não levantou o caneco.

Em 1950, em uma Maracanã (construído especialmente para o torneio) completamente lotado por 173.850 torcedores, a Seleção Brasileira, de Ademir Menezes, Friaça e Barbosa, saiu derrotada para os uruguaios, de Ghiggia, Schiaffino e Varela, por 2×1, quando todos, inclusive imprensa e dirigentes já davam como certa a vitória canarinha desde a véspera da final.

Uruguay player Ghiggia scores during the World Cup Final, against Brazil, in the Maracana Stadium in Rio de Janeiro, Brazil, July 16, 1950 . Uruguay defeated Brazil 2-1 to win the Rimet Cup. (Ap Photo)

Mas afinal, qual das duas derrotas em casa foi mais dolorosa: o Maracanazo ou Mineirazo?

Tentando responder e entender as duas realidades, Ahmad Samir Nobrega lançou em 2015 o livro “As Copas perdidas em casa” pela Editora Multifoco, uma leitura obrigatória para todos os brasileiros a menos de um mês da edição de 2018 da Copa:

Passados 64 anos desde o gol de Ghiggia na final de 1950, no famoso Maracanaço, o Brasil atravessou mudanças e evoluções sociais significativas e a seleção nacional conquistou cinco títulos mundiais de futebol. Em 2014, o clima foi de apreensão, por conta das manifestações e das contrariedades da nova Copa do Mundo brasileira. Com o propósito de refletir o atual estado da sociedade e do futebol do país, ‘’As Copas Perdidas em Casa’’, apresenta e narra a história, dentro e fora das quatro linhas, de dois mundiais realizados no país da bola, discutindo a importância da derrota do selecionado brasileiro de 1950 e ainda buscando os porquês e as consequências do chocante Mineiraço, a maior derrota da seleção em sua história. Gol da Alemanha”.

Contendo 236 páginas, “As Copas perdidas em casa” pode ser encontrado no site da Editora Multifoco.

Igor Serrano

Dna Brasileiro

DNA Brasileiro

“Escola Brasileira de Futebol”

Na prancheta

A dica de hoje da coluna é a nova publicação de Paulo Vinícius Coelho. Autor de livros como “Os 100 melhores jogadores brasileiros de todos os tempos”, “Bola fora: a história do êxodo do futebol brasileiro”, “O planeta Neymar”, “Taticamente” e “Os 55 maiores jogos das Copas do Mundo”, PVC busca desvendar, de forma bem fundamentada como de costume, em sua nova obra, os segredos do DNA do futebol brasileiro. Assim surgiu “Escola Brasileira de Futebol” (Editora Objetiva):

O jornalista esportivo mais original de todos os tempos em um livro que destrincha, de forma inédita, o estilo brasileiro de jogar bola. Por que o Brasil forma tantos jogadores? O futebol brasileiro é conhecido e admirado no mundo inteiro, mas, por algum motivo, a escola brasileira de futebol nunca foi registrada em nenhum livro. Paulo Vinícius Coelho, o PVC, analisa os diversos esquemas táticos utilizados por times consagrados, como o Santos de Pelé, o Botafogo de Garrincha e o Corinthians de Tite, e pela vitoriosa seleção brasileira, buscando entender como o futebol brasileiro evoluiu ao longo de décadas. A escola brasileira de futebol é uma mescla de estilos, alimentada por técnicos que fizeram história e que formaram jogadores históricos. O Brasil é, sem dúvida, o país do futebol, e por isso a sua escola precisa ser difundida, tanto pela bola nos pés quanto pelo conhecimento sobre sua teoria.”.

Contendo 294 páginas, “Escola Brasileira de Futebol” está em pré-venda em alguns sites de lojas e livrarias.

Igor Serrano