“Eu, Mourinho e Benfica”

Treinador icônico a ponto de provocar reações extremas (ame ou odeie), o português José Mourinho (o Special One) ganhou notoriedade mundial ao conquistar a Liga dos Campeões (2003/04) no comando do FC Porto. Mas o que pouca gente lembra é que antes disso, em 2000, Mourinho teve uma rápida passagem (apenas 11 jogos) pelo rival Benfica, onde teve como auxiliar o brasileiro (Carlos) Mozer.

Mourinho substituiu o atual treinador do Bayern de Munique, Jupp Heynckes, no comando dos Encarnados. Estreou com derrota para o Boavista do Porto (1×0, em 23/09/2000), chegou a obter vitória por 3×0 no clássico da capital, contra o Sporting, mas com a mudança da diretoria após eleições, finalizou sua curta trajetória no clube lisboeta. De lá seguiu para o União de Leiria, onde permaneceu até o início de 2002 quando rumou ao FC Porto, para fazer história.

Em 2010, o ex-Diretor de Comunicação do Benfica, João Malheiro, resolveu contar os bastidores daquela passagem meteórica do Special One pela Luz. Pela Editora Quidnovi surgiu “Eu, Mourinho e Benfica”:

Por que é que o José Mourinho saiu do Benfica?” ou “por que é que, meses depois, o José Mourinho não voltou ao Benfica?”. Quanto vale a história, quanto valem as histórias? O preço do interesse da gente anónima na coisa, o preço do interesse da gente versada na coisa, sempre o preço do interesse público na coisa. Benfica e Mourinho são duas realidades incontornáveis na sociedade portuguesa e não apenas para os que embrulham a bola no pacote maior dos sentimentos. Benfica e Mourinho dão transporte ao impulso, exercitam as cavaqueiras da gente, as polémicas da gente, as certezas da gente. Benfica e Mourinho rompem as fronteiras do convencional, do banal, do trivial. Benfica e Mourinho são fenómenos transversais. Interessam a toda a gente, à gente da bola e à gente sem bola” – declarou o autor.

Com 140 páginas, “Eu, Mourinho e Benfica” pode ser encontrado em livrarias e sites portugueses por um preço médio de 5 euros.

Igor Serrano