Com a vontade de um garoto

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Robert Scheidt tenta Olimpíada aos 45

Robert Scheidt é inegavelmente um dos maiores atletas da história brasileira. O iatista, dono de cinco medalhas olímpicas, anunciou que vai lutar pela vaga na classe laser para disputar a sua sétima Olimpíada. Em Tóquio, ele terá 47 anos e com isto se isolará como o brasileiro com mais participações nos jogos – atualmente, ele está ao lado de Torben Grael (Vela), Rodrigo Pessoa (Hipismo), Hugo Hoyama (Tênis de mesa) e Formiga (futebol feminino) – Caso conquiste uma medalha, será a sexta, o que faria dele também o maior medalhista brasileiro da história. Será que dá?

O principal obstáculo não é o mar de Tóquio e tampouco os outros velejadores. A idade pesa, ainda mais em uma classe que exige muito do preparo físico do velejador. Nunca na história olímpica um velejador com mais de 35 anos foi medalhista na classe Laser. Mais um desafio! O fato é que Scheidt não tem mais a força física de 20 anos. Na época, ele dominava a classe no auge da forma física e técnica – Foi ouro em Atlanta 96, prata em Sydney 2000 e novamente ouro na Laser em Atenas 2004.

Por outro lado, Robert Scheidt bateu na trave na Rio 2016. Ele ficou em quarto lugar, aos 43 anos, e por muito pouco não atingiu o objetivo. Puro talento. A excelente leitura das correntes marítimas para aproveitar a melhor velocidade possível o coloca entre os favoritos.

A verdade é que Robert Scheidt já é uma lenda do esporte brasileiro. Seus feitos e sua longevidade no iatismo são incríveis. Os treinamentos cansativos e as competições desgastantes mostram que: se o corpo dá sinais de cansaço, o espírito competitivo continua mais vivo do que nunca. Ai de quem duvide de que ele seja capaz.

 

Por Surto Olímpico

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