Os novos tempos chegaram

17/06/2019

Os novos tempos chegaram

Tantas vezes campeão

Leonardo Oliveira
Desde a última terça, o Fluminense está sob nova direção. Mário Bittencourt e Celso Barros finalmente venceram as eleições e conseguiram aquilo que tentaram em 2016 mas não conseguiram.
Antes de falar sobre os novos desafios dos novos presidentes, podemos dizer assim, do Fluminense, é preciso fazer algumas observações.
Discordo da tese de alguns que Pedro Abad foi o pior presidente da história do Fluminense. Em tempos de rede sociais e de imediatismo puro, tendemos a super valorizar, para o bem e para o mal.
Abad fez sim uma administração desastrosa e não cumpriu com o que prometeu em campanha. Passou uma imagem como presidente, absolutamente irritante de uma pessoa omissa e fraca, que não sabia a dimensão do clube que tinha nas mãos.
Desde o dia da eleição de Abad em 2016, eu já sabia que seria um fracasso.
O Fluminense vivia dias de profundo ocaso naquela época com o fim da desastrosa segunda gestão de Peter Siemsem, esse sim, que levou o clube ao caos administrativo e que foi desrespeitoso com a instituição.
De iguais, eles tinham a característica péssima da omissão de responsabilidades.
Mário e Celso costumam dar a cara para bater. Isso já é um mérito e tanto.
As coisas poderiam ser outras se em campo tivéssemos ganho a Libertadores de 2008 ou de 2012, talvez.
Abad em nome da austeridade praticamente reduziu o Fluminense a pó ao fazer o clube se apequenar demais.
Concordo que financeiramente o clube precise sim pagar dívidas e que pelo menos no primeiro ou segundo ano, austeridade deva ser sim o tom. Mas não no sentido da mediocridade.
E nisso, surge mais uma vez Celso Barros, o personalista. Agradeço demais a Unimed por resgatar o Flu e dar a ele títulos e jogadores que não teríamos sem a empresa.
Só que Celso ao invés de pensar no clube em si, pensa mais nele e no que ele pode trazer. As últimas informações dão conta de almoço com Renato Gaúcho, que apesar de ser apenas um encontro pessoal, deixa margem para dúvidas do bom trabalho de Fernando Diniz no clube. Já fala em reforços sem conhecer a situação do clube. Ele tem que esquecer Unimed. Nunca pensou em CT, no Fluminense em si.
Claro que os presidentes na época deveriam ter pensado nisso, mas se omitiram também.
Era importante sim ter uma independência da Unimed, ter outros patrocinadores mas levar o clube a mediocridade como a Flusócio fez, espero que isso nunca mais aconteça.
Como eu disse no meu primeiro texto aqui, o Fluminense é imenso e quem administra precisa ter a noção disso.
Queremos sim vitórias, grandes resultados mas sim, uma gestão saudável em todos os sentidos.
Não só no futebol.
Que o Fluminense siga um novo e vitorioso caminho. O futebol do Rio precisa disso.