Os Emergentes 

08/08/2018

Os Emergentes 

São Paulo e Inter desafiam os favoritos no brasileiro

O campeonato brasileiro tem um novo líder, é o São Paulo. Seis vezes campeão brasileiro o clube vinha em crise nos últimos anos ficando mais próximo do rebaixamento que da disputa de títulos, mas esse ano a coisa mudou desde a chegada de Diego Aguirre. Criando consistência defensiva e praticando o famoso futebol reativo o clube vem surpreendendo no brasileiro e de tanto comer pelas beiradas acabou pegando a liderança do Flamengo.

O Inter era o “patinho feio” dos 12 grandes nesse campeonato brasileiro. Teve uma primeira década no século maravilhosa com duas conquistas de Libertadores e um mundial, bateu na trave pelos títulos brasileiros em 2005 e 2009 parecendo conseguir a supremacia no Rio Grande do Sul. Mas a coisa mudou de 2016 para cá com o Grêmio conquistando a Copa do Brasil, Libertadores e o Internacional caindo para a segunda divisão em 2016. Pior, subiu apenas como vice campeão. O time começou mal o campeonato, exibia um futebol pobre, mas foi se acertando ao longo do certame e também pelas beiradas está a apenas três pontos da liderança.

Equipes que não estão entre as melhores no papel do futebol brasileiro estando abaixo de Palmeiras, Flamengo, Cruzeiro e Grêmio. Equipes que começaram mal o ano perdendo seus estaduais e sendo eliminadas precocemente da Copa do Brasil.

O que mudou?

São Paulo e Inter tem seus méritos e o fator sorte. Mérito em montar boas equipes, buscar reforços que se não eram tão badalados eram de qualidade preenchendo posições carentes nos times. Também acertaram na escolha dos treinadores tendo paciência para esperar os resultados chegarem. Souberam aproveitar a parada para a copa.

E tem a sorte sim, de ver os melhores elencos em várias competições simultâneas enquanto o foco dos dois é o brasileiro. Palmeiras, Cruzeiro e Grêmio parecem ter largado o brasileiro de mão preferindo as copas. O Flamengo tenta se manter nas três, estratégia perigosa vide o último jogo.

Premia a incompetência? Premia aqueles que tiveram temporadas ruins e prejudica aqueles que se esforçaram para construir elencos e alcançaram resultados? Pode ser, mas Inter e São Paulo tem nada com isso, outras equipes também tem essa oportunidade e vácuo dos melhores elencos e não sabem aproveitar. É injusto? Não, nada combinado é injusto e todos sabiam como seria.

Poucos sobreviverão a agosto. É preciso ter fôlego.

E isso São Paulo e Inter tem de sobra.

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