O sempre inspirador Palmeiras

11/10/2018

O sempre inspirador Palmeiras

Verdão sofre com jejuns e enfileira títulos e homenagens musicais

Atual líder do Campeonato Brasileiro e na semifinal da Copa Libertadores, o Palmeiras, que  conquistou a Copa do Brasil de 2012 e 2015 e o título nacional de 2016 após jejum de 22 anos, volta portanto a viver uma ótima fase após um hiato. Em outras oportunidades, o Verdão sofreu em outros momentos complicados que foram encerrados por tempos de glória. Mas estas eras de grandes vitórias, por sua vez, também foram interrompidos por períodos de crise.

Depois de viver duas fases espetaculares com a Academia de Futebol, que teve em Ademir da Guia o seu maior nome, o Verdão amargou entre 1977 e 92 o seu maior período de seca de títulos. Retratando este período terrível para o torcedor palmeirense, do início dos anos 80, Douglas Germano compôs “Seu Ferrera e o Parmera” e gravou esta música cheia de bom humor em 2011, no álbum “Orí”. O jogo narrado na letra é fictício, mas o sofrimento dos palmeirenses na época, nem tanto.

Quando obteve um patrocínio milionário de uma marca italiana de laticínios, o Palmeiras mudou seu uniforme, que passou a ter listras verde e branca, e começou a colecionar títulos novamente. Foi campeão do Rio-São Paulo de 93, paulista e brasileiro de 93 e 94, conquistou o Paulistão de 96, com um ataque formado por Djalminha, Rivaldo, Muller e Luizão que fez 102 gols em 30 jogos, e ainda papou a Copa do Brasil e a Copa Mercosul de 98 e a Libertadores de 99. Em homenagem a esses grandes dias para os palmeirenses, Moacyr Franco, ilustre torcedor do clube, compôs e gravou em 1997 “O amor é verde”, num CD single, em que também canta o Hino do Palmeiras. Na música de sua autoria, Moacyr Franco relaciona um número enorme de ídolos do Verdão até aquele ano.

Outro grande cantor brasileiro que tinha o coração alviverde era Silvio Caldas. Para não deixar qualquer dúvida quanto a isso, ele compôs e gravou, em 1976, a “Tarantela em Verde e Branco”.

O Palmeiras teve um hino quando ainda se chamava Palestra Itália, em 1918, mas não foi encontrado áudio. O atual, de 1949, foi composto pelo maestro Antonio Sergi. E entre as muitas versões gravadas do Hino alviverde, uma das mais bonitas, sem dúvida alguma, é a do guitarrista Marcos Kleine. E é com ela que fechamos a coluna desta semana.

 

Por Eduardo Lamas