O Jogão 

09/05/2019

O Jogão 

Fluminense e Grêmio fazem um dos grandes jogos da história do Brasileirão

 Yahoo Esportes

Fale a verdade. O que você pensou quando o Grêmio abriu 3×0 no Fluminense? O torcedor do Fluminense deve ter pensado os piores impropérios sobre Fernando Diniz, os “anti” esperavam no mínimo um 7×1 como em Alemanha x Brasil duvidando que o Flu pudesse marcar um gol como o Brasil fez. Eu já estava com a coluna toda na cabeça para falar da péssima fase de Fluminense e Vasco e como o campeonato carioca engana. Desculpe Vasco, só sobrou você.

Pois é, como todos sabemos nada disso ocorreu e por isso o futebol é maravilhoso. Por isso que um episódio final de Vingadores ou temporada final de série badalada nunca poderão competir com um jogo de futebol normal, porque o futebol sim, é capaz dessas coisas. Apenas ele.

Não foi um jogão, mas foi um jogão. Esquisito isso né? Mas explicável. Não tinham dois esquadrões em campo como o super Vasco x Palmeiras de Felipão em 2000 nem era o Flamengo de R10 x Santos de Neymar como 2011, eram simplesmente o Fluminense de Luciano x Grêmio de André Balada. Não eram dois times de grande qualidade técnica, por isso não foi um jogo de alto nível técnico. Mas foi um jogão em emoção, em luta, garra e ousadia.

Ousadia do Grêmio que nos primeiros 23 minutos meteu 3×0 e parecia que meteria 10, ousadia de Fernando Diniz que não meteu mais um cabeça de área com 0x3 para garantir danos leves. Aliás, Diniz é um capítulo à parte.

Fernando Diniz é um louco. Um louco que junto com Jorge Sampaolli deve administrar um grupo de whatsaap chamado “Treinadores kamikazes”. Tipo de técnico que pode golear e tomar goleada, que a imprensa que torce por time nenhum adora e dá calafrios nas torcidas das equipes que dirige. Seus torcedores podem lhes considerar bestiais e bestas em fração de segundos, não é Alexandre Araújo?

Fernando Diniz saiu da Arena Grêmio exaltado como o mais novo gênio do futebol, a reencarnação de Telê Santana pela imprensa. Mas nunca é demais lembrar que ele que causou todo o problema. Do nada ele decidiu começar a escalar o Fluminense com três cabeças de área e com isso a equipe perdeu três jogos. O Fluminense era o lanterna do campeonato quando entrou em campo domingo, depois de quase ser eliminado pelo Santa Cruz pela Copa do Brasil, e a partida ia construindo um dos piores vexames da história do tricolor.

Mas o destino ajudou. O Grêmio se deu por satisfeito, o goleiro errou e assim o Fluminense voltou para o jogo. No intervalo Diniz fez a mudança que nem devia ter feito porque devia ter começado o jogo daquela forma e aí o Fluminense jogou pra cacete conseguindo a merecida e histórica virada.

Resumindo: Só ocorreu a virada histórica porque ocorreu a lambança inicial. Não teria 5×4 porque se fizesse o certo não teria 3×0.

Resumindo mais ainda: A diferença entre Grêmio 4 x 5 Fluminense e Brasil 1 x 7 Alemanha foi o gol em que estava Júlio Cesar (Maldade essa)

Mas enfim, fica o grande jogo para a história. O segundo grande jogo produzido pelo brasileiro de pontos corridos em 16 anos!! Mas isso é normal, a galera curte mais justiça que emoção, ela goza com o coito interrompido chamado VAR.

Fica a lembrança de um jogo histórico e de que nem todo dia terá viradas, então que se escale certo.

O coração do torcedor agradece.

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