O Grêmio de Renato ensina muito

02/12/2017

O Grêmio de Renato ensina muito

Assim como o Corinthians campeão brasileiro de 2017 ensina que o conjunto fala mais alto que as individualidades no futebol atual, o Grêmio vencedor da Copa Libertadores do mesmo ano reafirma esta condição e mostra que é possível jogar convincentemente e triunfar. O Tricolor prova que é possível ganhar a América atuando de forma qualificada e substituindo peças importantes por outras que se encaixem no esquema do treinador. Por falar em Renato Gaúcho, é salutar compreender a importância do ídolo gremista. O título sobre o Lanús posiciona Renato entre as figuras mais importantes do futebol nacional em todos os tempos.

O Renato desacreditado que voltara ao Grêmio em 2016 havia mudado. Poucos criam, mas o treinador, embora brincasse dizendo que estava na praia enquanto os outros estudavam, desenvolveu um modelo de jogo ofensivo para a equipe gaúcha. Ganhou a Copa do Brasil de 2016 com brilhantismo e fez com que jogadores desconhecidos subissem de patamar. Pedro Rocha se tornou um grande nome nas finais da competição nacional e não resistiu a uma proposta do exterior antes do fim de 2017. Renato também perdeu o camisa 10 Douglas e o capitão Maicon contundidos. Walace, uma das referências do time, foi para a Alemanha e Arthur foi encontrado, vestiu a camisa e se tornou um dos craques do time.

A importância do treinador, dos treinamentos e do conjunto é vista nitidamente na equipe do Grêmio, pois grande parte dos jogadores que encorpam o elenco estavam na curva descendente da carreira. Paulo Vitor foi chutado do Flamengo, Edilson expulso do Botafogo, Cortês andava sumido, Cícero encostado no São Paulo, Cristian largado no Corinthians, Jael desaparecido no futebol, Léo Moura havia sido rebaixado com o Santa Cruz, Barrios não tinha espaço no Palmeiras e Fernandinho não deixou saudades na Gávea. Todos os atletas mencionados tiveram importância em algum momento da temporada. O Grêmio venceu a Libertadores, mas foi bem na Copa do Brasil e no Campeonato Brasileiro.

As peças que estavam em baixa no mercado do futebol se juntaram a nomes como Marcelo Grohe, Geromel, Arthur e Luan. Renato Gaúcho conseguiu extrair o melhor de quem tem muito talento e a dedicação dos que precisam se doar mais em prol do grupo. O treinador teve coragem e capacidade para montar uma equipe forte, confiou no próprio trabalho e fez o gigante tricolor do Rio Grande do Sul dominar a América. Agora campeão da Copa Libertadores, como jogador e treinador, Renato tem razão em pedir uma estátua própria em Porto Alegre. Muitos podem não gostar, mas é impossível negar a competência do “fanfarrão do bem” dentro do futebol.

Um abraço!