Nadal, Kawhi seleções…

10/06/2019

Nadal, Kawhi seleções…

Fim de semana de agenda lotada no esporte

A coluna de desta semana vai ser uma colagem sobre os vários assuntos esportivos deste fim de semana. Não consegui escolher um fato só, foram muitas coisas importantes. Então vamos a essas análises:

Rafael Nadal pode não ser o maio tenista de todos os tempos. Mas é muito difícil que alguém repita em algum torneio o domínio que o espanhol tem em Roland Garros. São 12 títulos em 15 participações. Nadal é um monstro!!! Venceu a final por 3 a 1, com 6/3, 5/7, 6/1 e 6/1.

O que ele fez na quadra central do Grand Slam francês é para as pessoas predestinadas a marcar seu nome na história. Nadal é inesgotável. Enfrentando o austríaco Dominic Thiem, fechou os dois últimos sets com parciais de 6/1. Soberano, absoluto e quase invencível.

O segredo de Nadal está na obstinação que tem  nos treinamentos e uma força mental assustadora. Mesmo o igualmente monstruoso Roger Federer se intimida com a força do Miúra na quadra vermelha. É um privilégio acompanhar o tênis na vigência da carreira desse esportista.

***

Kawhi Leonard é um californiano de 27 anos que está prestes a fazer história. Ele conseguiu algo que o gigante Lebron James fez uma vez: desbancar o fortíssimo time do Golden State Warriors na final da NBA.

A tarefa do Toronto Raptors foi um pouco facilitada pela sucessão de contusões que os astros do GSW enfrentaram. O monstruoso Kevin Durant se contundiu. Para se ter uma ideia do tamanho do camisa 35 do Golden State, ele foi o MVP das finais na temporada passada.

Mas é interessante se deter em Kawhi. Ele fala baixo, caminha olhando para baixo e cadenciado. Diferentemente de Stephen Curry, o número 2 do Toronto não é altivo. Se o temperamento é discreto, Kawhi é exuberante. Nas duas partidas na casa do GSW fez mais de 30 pontos.

Sem espalhafato, peitadas estrepitosas e maneirismos de rappers famosos, Kawhi Leonard vai sedimentando o caminho para o histórico título do Toronto, que se vier, se tornará o primeiro de uma franquia não americana a na NBA.

***

O basquete brasileiro conheceu seu campeão, na verdade um hexacampeão. O Flamengo conseguiu vencer o Franca no mítico ginásio Pedrocão, no interior paulista.

O NBB e a NBA estão em galáxias diferentes em termos econômicos e técnicos, no entanto, ouso colocar os dois campeonatos no mesmo texto para falar sobre as diferentes formas de vencer um título. Kawhi Leonard é o líder incontestável do Toronto, o Flamengo venceu o jogo decisivo por ter um super elenco.

No momento em que o Franca apertou e se aproximou perigosamente do placar, o Rubro-negro contou com experiência de Anderson Varejão, Olivinha e Marquinhos. O Flamengo no basquete não é nenhum Nadal, mas o hexacampeonato mostra que o time ainda está alguns furos acima dos adversários.

****

O time da CBF jogou para 16 mil pessoas no Beira-Rio. Parece ser um sinal da perda de identificação do público com a camisa amarela esmaecida. Talvez a saída do problemático camisa 10 faça com que o público abrace o time. O fato é que Honduras não é parâmetro. O placar foi 7 a 0, mas se fosse 10 não seria exagerado.

***

Já o time feminino atropelou a fraca seleção da Jamaica. Sem Marta, Cristiane chamou para si a responsabilidade e fez os três gols da vitória. A boa notícia é que a maior emissora de TV do país resolveu finalmente transmitir os jogos do time feminino. No entanto, talvez tenha escolhido o pior momento esportivo para isso. A seleção brasileira figurou entre as principais do mundo na década passada. A despeito disso, nunca foi olhada ou teve investimentos. Se tivesse que escolher entre um dos times da camisa amarela para vencer, eu torceria pelo escrete de Marta e Cristiane. No entanto, a missão de Tite é menos inglória do que a de Vadão.

***

No Maracanã 42 mil pessoas assistiram um 0 a 0 animado entre Flamengo em Fluminense. Nos camarotes, o novo técnico rubro-negro assistiu à partida. Pensando em conquista de título, apesar da competição ainda estar na oitava rodada é necessário haver uma hecatombe para que o Palmeiras não confirme o segundo Brasileirão seguido. Seriam três títulos em 4 edições. Algo que o Flamengo conseguiu no começo da década de 80. Feito maior, só o do São Paulo, único a conseguir três títulos seguidos (2006, 2007 e 2008) desde 1971.