Atletismo brasileiro em alta

10/07/2018

Atletismo brasileiro em alta promete para Tóquio

Jovens valores alimentam o sonho olímpico

Tempos atrás escrevi aqui sobre Almir Júnior, atleta do salto triplo que vinha se destacando com bons resultados em âmbito mundial. Depois de algum tempo reparei que ele não era o único. O ano de 2018 tem revelado vários jovens valores no atletismo nacional que, se ainda não podemos dizer que lutam por medalha em Tóquio, já podemos imaginá-los em uma final olímpica. Darlan Romani, do arremesso de peso, é um deles. Ele esteve na Rio 2016, chegou à final, mas terminou em quinto lugar. Em 2017 continuou conquistando bons resultados, mas bateu na trave novamente no mundial. Em 2018, Darlan continua entre os melhores. Ele é o único brasileiro a conseguir ultrapassar a barreira dos 21 metros no arremesso. Tem chances de surpreender em Tóquio 2020

A prova de 100m rasos tem sido o calcanhar de Aquiles do atletismo brasileiro. O recorde nacional é de 1988 com Róbson Caetano – 10s cravados – barreira que nunca foi ultrapassada até hoje. Uma medalha na competição individual é difícil, mas nomes como os dos jovens: Paulo André -10s09, quarto melhor tempo brasileiro na história – e Derick Souza-  10s10 quinto melhor – tem se aproximado cada vez mais do recorde e que pode fazer com que o revezamento 4x100m faça a diferença novamente em uma Olimpíada.

Gabriel Constantino (foto) tem sido uma grata surpresa no 110m com barreiras. Ele esteve na Final do Mundial outdoor e recentemente bateu o recorde sul-americano. Recorde este com sete anos de duração. Focado, Gabriel pode fazer e um brasileiro um grande barreirista em um futuro bem próximo.

Entre as mulheres, destacam-se Rosângela dos Santos, que em 2017 quebrou a barreira dos 11s – Ela foi a primeira sul-americana na história a fazer isto – e em 2020 tem condições de chegar a uma final olímpica. Já no arremesso de disco o domínio na América do Sul é de Andressa de Morais. De volta as corridas, Victoria Rosa tem nos 200m a sua especialidade.

Se antes o atletismo brasileiro podia ser resumido da seguinte forma: bons nomes isolados que se estiverem em um bom dia podem brilhar (exceto Thiago Braz no salto com vara, campeão na Rio 2016 e que atualmente anda em baixa). Quem sabe não teremos já bons resultados em Tóquio de uma geração de atletas preparados para brilhar nos jogos de Paris em 2024. Vamos aguardar e torcer.

Por Surto Olímpico