Copa América vazia

17/06/2019

Já que a Copa América paralisou a temporada do futebol masculino no Brasil, resta tratar dela e da Copa do Mundo Feminina nesta coluna. E por falar nelas, a impressão que se tem é que as chances de zebra são muito pequenas. As favoritas estão confirmando os resultados com alguma facilidade. A goleada de 13 a 0 dos EUA sobre a Tailândia pode resumir bem a disparidade nesta primeira fase. 

A seleção brasileira perdeu para a Austrália de virada e o que mais preocupou foi a queda física do time na segunda etapa. As australianas encurralaram as brasileiras e em determinado momento, a virada parecia questão de tempo, como foi. O time ainda depende muito de Marta, Cristiane e Formiga. Contra a Italia terá que superar o aspecto físico. Como alento, o segundo gol brasileiro contra a Austrália foi uma pintura coletiva. O drible desconcertante de Tamires, o cruzamento certeiro  de Debinha e a cabeçada de Cristiane fizeram jus aos versos de Jogadeira: “qual é, qual é? Futebol não é pra mulher, eu vou mostrar pra você mané, joga a bola no meu pé”. 

No futebol masculino, a Copa América se mostra um fracasso de público. Bem, R$ 120,00 para ver Paraguai e Catar, com todo respeito, merecia o parco público de 19 mil pessoas no Maracanã. Pelo menos, o jogo foi animado e o Catar pode ter um brilhareco daqui a dois anos, quando a Copa do Mundo for lá. 

O time da CBF deu a impressão de não sentir falta do menino mimado que dá expediente com a camisa 10. Já defendi a desNeymarização do mundo, como sei que isso não é possível, vou curtir enquanto o time está desneymarizado. 

Esperava-se que a Argentina fosse a grande ameaça ao título brasileiro, mas o Uruguai e a Colômbia parecem mais bem organizados que os hermanos. Eu tenho pena do Messi. Talvez seja uma questão cármica a falta de títulos com a camisa azul e branca.

No mais estou ansioso para poder voltar a torcer pelo meu time. Tomara que Trauco, Arrascaeta e Cuellar não se machuquem e voltem bem em julho.