Colunistas Fixos

Adeus Jesus Morlán

14/11/2018

Adeus Jesus Morlán

Morre técnico que revolucionou a canoagem brasileira

O esporte brasileiro está de luto. Jesús Morlán, Técnico espanhol que comandava a equipe masculina de canoagem velocidade, faleceu depois de lutar contra um câncer no cérebro desde o fim de 2016. Apesar de desconhecido do grande público, Morlán pode ser considerado um dos grandes técnicos que passaram no esporte brasileiro.

Contratado em 2013 pelo COB para fazer da canoagem brasileira uma potência, Morlán fez história ao treinar o também espanhol, David Cal, e transformá-lo no maior medalhista olímpico da modalidade. Na época, os canoístas brasileiros iam às competições apenas para fazer número.  Isaquias Queiroz e Erlon Souza já eram os principais expoentes da canoagem no Brasil, mas a grande expectativa era a de que Morlán repetisse o que fez na Espanha. Isaquias, talentoso, apesar da grande força física e velocidade, pecava na disciplina. Imaturo, o brasileiro era figurinha fácil nas baladas e passava longe de uma vida regrada. Jesus trabalhou muito com ele. Vieram as medalhas nos mundiais e em apenas três anos, Jesús fez de Isaquias e Erlon grandes candidatos a medalha olímpica no Rio de Janeiro. E eles não decepcionaram. Isaquias ganhou três e Erlon uma medalha. O ouro não veio por que do outro lado tinha o alemão Sebastian Brendel, um fenômeno da canoagem.

Jesús passou a almejar o topo logo após os jogos do Rio. Aguardava Tóquio para conquistar o ouro. Nem mesmo a descoberta de um câncer o fez desistir. Morlán se recusou a voltar para a Colômbia – onde morava com a esposa e filha antes de fixar residência no Brasil – Ele permaneceu no Brasil para ajudar os canoístas brasileiros. O relacionamento do técnico com os atletas era considerado de pai e filhos.

Isaquias e Erlon, que fizeram ótimo mundial nesse ano, agora buscam forças para superar a perda. Certamente a dor será o combustível necessário em busca do ouro. Jesús será sempre lembrado por ser o homem que fez da canoagem brasileira uma das mais importantes do mundo.

Por Surto Olímpico

Cheirinho de eliminação

13/11/2018

Cheirinho de eliminação

Botafogo vence o quase campeão

A última rodada do brasileirão açaí definiu praticamente a parte de cima da tabela. A única emoção que resta agora é saber quem será rebaixado. Botafogo e Flamengo se enfrentaram no Niltão e o alvinegro se deu. A nota triste fica com a briga entre “torcedores” organizados e a morte de um flamenguista durante o confronto. Até quando? De futebol o que se viu em campo foi um passeio do Fogão e uma fraquejada rubro-negra. Destaque para Erick do Caverna do Dragão. O atacante botafoguense parecia o Bolt sempre que partia para dentro da zaga tartaruga do Flamengo. Outro que desencantou foi o meia Léo Valência. Jogou bem e fez gol. Ok, com a ajuda do goleiro “Dê a César o que é de Cesar”, mas fez. Com a derrota vermelha e preta, 2018 se encaminha para um novo ano de cheirinho. Já o Botafogo se afastou um pouco da zona da degola e já sonha com o G6. Será?

No Sul, o imortal enfrentou o “Machão da Colina”. ♫Vira vira vira; vira vira vira; Vira vira vira virooouuu♫. O Vasco começou bem, mas o Grêmio se deu bem e conseguiu a virada na bacia das almas. Tudo se encaminhava para um empate. O que seria um ótimo resultado para o Gigante da Colina, no entanto, Mãetin Silva tomou um frangaço. O Vasco continua fora do Z4. Na portinha. Já o Grêmio entra de vez na briga pela Libertadores.

No maracanã, domingo à noite, rolou o jogo soneca da rodada. Nada de interessante na partida. Nem o placar. 0x0 foi a cara dos times. Melhor para o Sport que saiu da zona de rebaixamento. O Flu, ainda não se preocupa, mas vê a zona do rebaixamento um pouco mais de perto.

 

Por fim o campeão brasileiro de 2018 segue firme. O Palmeiras empatou com o Galo em Minas Gerais graças a um pênalti no mínimo duvidoso. Rodada ruim para o líder? Nada. O Inter também empatou com o Ceará e o São Paulo com o Corinthians. Ou seja, nada mudou. Agora faltam cinco rodadas.

Até a próxima e acompanhe as nossas zoeiras.

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 POR: MAYCO COSTA, ABSALAN SILVA, FLÁVIO BRITO E LUCAS LIECHENSTEIN

O VAR é burro

O VAR é burro

 América do Sul consegue polemizar com o que foi criado para acabar com a polêmica

Os velhinhos da FIFA sempre foram contra mudanças bruscas no futebol, principalmente com aquelas que envolviam vídeos ajudando arbitragem por achar que o mesmo acabaria com a segunda-feira, o famoso dia em que a rodada de fim de semana é debatida com todas as polêmicas envolvidas. Mas outros esportes foram aos poucos adotando o vídeo e evoluindo na precisão e justiça. Esse ganho de profissionalismo ajudou no desenvolvimento desses esportes e acabou que a FIFA sucumbiu e adotou o VAR.

Alguns puristas foram contra o VAR e argumentaram entre outras coisas que os erros de arbitragem fazem parte do futebol e dão um charme todo especial ao esporte lembrando de casos famosos como os dois passos para frente de Nilton Santos em 1962 evitando um pênalti na copa contra a Espanha, a bola que não entrou e foi considerada gol da Inglaterra na final de 1966 e o gol mais famoso da história, “La mano de Diós” de Maradona em 1986.

Quem achou que as polêmicas acabariam menosprezaram o poder de lambança do futebol sul americano.

Os finalistas da Libertadores foram definidos e nesse último domingo começou a maior final da história do torneio envolvendo aqueles, que para mim, são os maiores clubes do continente. Boca Juniors e River Plate. Chegam com justiça esportiva, mas cheios de polêmicas e, por incrível que pareça, envolvendo aquele que era para acabar com as polêmicas, o VAR.

Eu até acho que as decisões mais polêmicas das semi foram acertadas. Foi pênalti em cima do jogador do River contra o Grêmio e estava impedido o jogador do Palmeiras no gol anulado contra o Boca, mas nem todo mundo concorda. Ué? Se era para acabar com a polêmica porque ainda tem lances que dividem opiniões? Fora o lance do primeiro gol do River que até hoje não sei se foi irregular ou não, mas por que esse lance não foi revisto pelo VAR?

Acima falei apenas dos lances polêmicos, mas tem outros que nem polêmicos são, foram erros crassos. Conseguiram errar mesmo tendo o árbitro de vídeo como na expulsão de Dedé do Cruzeiro contra o Boca e na final da Copa do Brasil o juiz dando pênalti que não existiu para o Corinthians e anulando golaço legal de Pedrinho.

A verdade é que ninguém esperava essas confusões com o VAR e os entusiastas defensores, na maioria profissionais da ESPN, tem que rebolar para defender a novidade. Continuo achando o VAR uma boa, só acho mal conduzido.

Tem que determinar logo de cara em que lances o VAR entra em ação, quem convoca o mesmo, se é o juiz de campo ou de vídeo, ou mesmo uma mudança nesse sistema copiando o vôlei dando um pedido de VAR para cada time em cada tempo de jogo. O que parece é que o VAR cai no mesmo erro da arbitragem em geral, falta de critérios jogo a jogo.

Outro problema é que ficou cômodo para juiz e assistentes que passaram a contar com o VAR como uma muleta para suas arbitragens deixando de lado precisão e certeza. Alguns mostram clara insegurança na hora de marcar algo e preferem deixar passar e receber alerta do VAR.

A verdade é que a polêmica no futebol nunca irá acabar até porque a máquina por melhor que seja sempre será conduzida pelo ser humano.

E não tem máquina que evite a cagada humana.

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