Colunistas Fixos

Vai começar o Campeonato Carioca

19/01/2019

Vai começar o Campeonato Carioca

O torneio abandonado mais charmoso do Brasil

Fala Rapaziada, beleza? A ansiedade toma conta do povo carioca. Começa o campeonato regional mais charmoso do Brasil! É bem verdade que ele anda um tanto quanto abandonado, desprestigiado, tem um regulamento confuso e os estádios costumam ficar vazios, mas em se tratando de rivalidade… Não existe disputa mais intensa! Então prepare-se para a enxurrada de “memes” e vamos ao que interessa.

Pois bem, os considerados grandes do Rio: Botafogo, Flamengo, Fluminense e Vasco começam a temporada reforçados. O Cariocão vira um bom laboratório para testar as forças de quem chega. Mas será que dá para prever se esta primeira amostra permanecerá até o restante do ano? Difícil dizer. Por outro lado, não podemos esquecer das surpresas que costumam aparecer no campeonato, principalmente neste início, já que os demais participantes vêm se preparando desde o fim de 2018. Será que teremos surpresas nas primeiras rodadas? Madureira, Volta Redonda ou Americano de Campos podem brigar por um lugar na final do campeonato? Não duvide.

O fato é que o charme a mais deste campeonato e que mexe com o coração dos saudosistas são os jogos nos tradicionais e apertados estádios cariocas. Os famosos, Conselheiro Galvão (palco da estreia do Vasco da Gama), Luso Brasileiro da Portuguesa da Ilha do Governador, Moça Bonita, estádio Proletário, e muitos outros contam bem a história deste querido e tradicional torneio. E os clássicos que sempre mexem com o coração do torcedor carioca? Alguém favorito? Vamos aguardar! Por enquanto contando as horas para a bola rolar.

Abraços!

Rod Torres

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Pontes construídas pela inclusão

Pontes construídas pela inclusão

Laços entre os participantes dos Gay Games de Paris são mantidos cinco meses após

Árbitra Kimberly Hadley foi uma das maiores entusiastas de nossa equipe durante os Gay Games de Paris / Crédito: Arquivo pessoal

Por Flávio Amaral

Cinco meses após o fim da décima edição dos Gay Games, conferindo minhas redes sociais, me deparei com uma notificação que me levou de volta no tempo. Para minha surpresa, Kimberly Hadley, árbitra da final do futebol 7 masculino, tinha marcado a mim e a outros dois companheiros de BeesCats em uma postagem na qual parabenizava nosso time.

“Eu tenho tanto orgulho de vocês Douglas Braga de Oliveira, Andre Machado, Flávio Amaral e os outros BeesCats por continuarem a proporcionar a oportunidade de criar sonhos para outros gays que querem jogar futebol em um espaço seguro.

Conheci vocês todos nos Gay Games em Paris (LGLFA World Championship XXIII) e tenho orgulho de lhes chamar de meus amigos e familiares. Que grupo maravilhoso de homens que, por acaso, são tão bons jogadores de futebol!

Gostei de lhes conhecer e de arbitrar algumas das partidas de vocês! Agora o desafio para vocês é desenvolver uma equipe de mulheres para se tornar parte do seu clube e para eventualmente formar uma LiGay feminina. Espero vê-los em Las Vegas janeiro de 2020! Muito ❤! Mamãe”

Mensagens carinhosas como essa nos levam a pensar sobre o valor dos laços que estabelecemos em nosso convívio, sobretudo em meio à luta que travamos a cada treino, a cada jogo, a cada torneio. Companheiros de time, jogadores de outras equipes, árbitros, treinadores, drags madrinhas, torcedores… são centenas de laços que forjamos a cada experiência no futebol inclusivo.

O texto de Kimberly foi traduzido para ser publicado nesta coluna, mas o original foi escrito em inglês, mesmo idioma através do qual o filósofo Teilhard de Chardin criou a célebre frase “no men is an island” (“nenhum homem é uma ilha”), reforçando a necessidade de contarmos uns com os outros para sobrevivermos.

A sobrevivência nesse caso pode se referir desde à vida em sociedade, num sentido geral, até aos desafios e lutas nos quais nos engajamos, de um ponto de vista mais específico.  O movimento do esporte inclusivo é um trabalho feito a muitas mãos – e pés – em todo o mundo.

Esse mundo da bola um pouco mais colorido do que o que estamos acostumados a ver na mídia se encontrou em Paris para aproximadamente 10 dias de confraternização. No Brasil e pelo resto do mundo, cada vez mais equipes seguem nessa jornada. A temporada 2018 está apenas começando.

Nos deixem torcer em paz.

16/01/2019

Nos deixem torcer em paz.

Os cartolas estão perdendo a noção do que é o futebol. Enquanto houver espaço, deve haver movimentos pelo direito de torcer e dar espetáculo nas arquibancadas.

A CONMEBOL quer estabelecer novas regras para diminuir a participação efetiva dos torcedores nos torneios realizados na América do Sul. Grandes clubes já se manifestaram contra as medidas que a entidade quer impor em breve. Os cartolas da confederação não estão preocupados com o principal interessado num jogo de futebol. O esporte bretão não existe sem as festas dos torcedores.

O Brasil já passou por mudanças consideráveis em relação aos instrumentos utilizados dentro dos estádios. Contudo, ainda resta o sentimento dos torcedores que viveram o futebol em outras décadas e alguns resquícios de criatividade em meio a tantas proibições. Naturalmente é necessário limitar materiais letais e/ou perigosos num ambiente muitas vezes hostil e geralmente com milhares de pessoas presentes. O problema ocorre quando as autoridades se aproveitam de argumentos superficiais para barrar apetrechos inofensivos.

Não adianta tirar a bateria da torcida e deixar um agressor infiltrado na arquibancada. A tecnologia atual é capaz de identificar os arruaceiros com facilidade, pois há câmeras de segurança espalhadas pelos estádios e em diversas situações os bagunceiros não fazem questão de esconder a identidade. Acontece que os monstros formam a minoria. Todo ser humano que acompanha futebol entende que a maioria dos organizadores de festas nos estádios é apaixonada pelo clube que torce.

Os brasileiros vão trocando bandeiras por pequenas faixas, bandeirões por mosaicos, sinalizadores inofensivos por celulares e a festa vai se modificando. Embora não esteja perdida, em território nacional, a luta está complicada e os espetáculos diminuindo. Se a CONMEBOL continuar com o plano de acabar com o interesse do torcedor, o futebol do continente também vai ficar chato fora de campo, pois dentro das quatro linhas a qualidade já está longe da ideal há anos. Fica a torcida para que muitas instituições façam como o Corinthians e se levantem contra essas atrocidades.

Um abraço!