Arriba, Aruba!

Arriba, Aruba!

January 15, 2019

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Aline Bordalo

Que mar é esse??

Meu marido diz que eu fui tatuí na outra encarnação, de tanto que gosto de praia. Logo, um dos meus sonhos de verão era conhecer o mar do Caribe. Aruba foi o destino escolhido.

 Ficamos no resort Hollyday Inn, na principal área hoteleira – Palm Beach, mas optamos por não fazer o pacote “all inclusive”, para não ficarmos presos ao restaurante de lá.

Foi a melhor coisa! Aruba é o paraíso da gastronomia. Andando a pé pelas ruas próximas ao hotel tem restaurantes do mundo inteiro, um melhor que o outro. Alexandre comeu o melhor canoli da vida, melhor até que o da Itália.

 Durante o dia, não tem como fugir – a ordem é relaxar e relaxar naquele mar claro, calmo e maravilhoso. Na primeira pisada na areia já me deparei com uma estrela do mar.

Se você enjoar de ficar ali e quiser se movimentar um pouco pode dar um pulo na piscina, onde rolam aulas animadas de hidroginástica.

Mas cuidado com as iguanas, que estão por toda parte. Apesar do tamanho, são inofensivas e até fofas.

No segundo dia decidimos conhecer outras praias. Pegamos um ônibus na porta do hotel e fomos saltando em algumas, mas confesso que nenhuma delas era melhor que a Palm Beach. Mas vale conhecer e tirar foto ao lado da Divi-divi, a arvorezinha típica da região.

Para quem não sabe, Aruba é um país. Sim, um micro-país. A capital nada mais é que uma rua de lojas e freeshops, onde podemos fazer boas compras de perfumes, relógios, etc.

Em uma tarde você conhece tudo. Existe um idioma local, mas o inglês é a língua mais falada. Tem também a moeda local, o florin, porém dá para pagar tudo em dólar, inclusive a cerveja local, que é orgulho nacional – Balashi.

Como tínhamos uma semana para aproveitar Aruba, fizemos todos os passeios disponíveis. O do submarino Atlantis é incrível! Você vai de barco até ele e desce até o fundo do mar, a quase 40 metros de profundidade, vendo de camarote navios naufragados e os habitantes da vida marinha. Imperdível!

Outro passeio é o do jipe, que vai até o outro lado da ilha, e sai do próprio hotel. Prepare-se para ficar completamente sujo, pois é como se fosse um rally – muita areia e lama. Por cerca de 5 horas, você paga 95 dólares.

 O jipe para na Alto Vista Chapel, a capelinha que é um dos símbolos de Aruba, construída em 1759 pelos índios e espanhóis e fica no alto de uma colina. Dá para tirar boas fotos.

Passamos também pelo Jardim dos Desejos, onde ficamos intrigados com várias pilhas de pedras. Reza a lenda que quem deixar seu montinho volta à Aruba.

A última parada – e melhor de todas – é na Piscina Natural de Conchi, cercada por rochas vulcânicas e muito peixe. Um verdadeiro paraíso no deserto. Pena que não dá para levar câmera até a parte mais selvagem.

Caímos na besteira de dar uma volta num dos boats em frente ao resort. É meia-hora de pura adrenalina, mas pode chamar de aventura de terror. Quando falei que era do Brasil, o cara começou a gritar “Neymar!” Mas acho que ele não era muito fã do jogador não, porque colocou a embarcação na velocidade máxima.

Quase quebramos a coluna com os trancos na água. Não foi legal, mas nada que algumas horas naquela praia paradisíaca não curasse.

Se você acha que vai dar aquela descansada à noite, esqueça! Não faltam opções e boates e bares com música ao vivo.

Aruba é realmente um destino maravilhoso. Foi uma viagem sensacional, que gostaria de fazer de novo.

 Para encerrar este post, algumas das milhares de fotos que tiramos nas mais lindas paisagens que nossos olhos testemunharam…

Partiu viagem a dois

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Pararatibum bum bum

Pararatibum bum bum

October 22, 2018

Alexandre Araujo

Após a goleada brasileira sobre os espanhóis na malfadada Copa de 1950, no Maracanã, a torcida celebrou a vitória por 6 a 1 cantando em uníssono a marcha de Braguinha, intitulada “Touradas em Madrid”.

Diz a letra da marcha de João de Barro:

Eu fui às touradas de Madri e conheci uma espanhola natural da Catalunha

Queria que eu tocasse castanholas e pegasse um touro à unha

Caramba, caracoles, sou do samba,

Não me amoles para o Brasil eu vou partir

Isso é conversa mole para boi dormir

Estava em Madrid, precisava assistir ao dantesco espetáculo. Fui, mas tomei um olé do touro. A Arena estava fechada.  A temporada taurina na capital espanhola começa em março e termina em meados de outubro.

Mas se não pude assistir o covarde duelo entre os aclamados toureiros e os combalidos animais, consegui fazer um tour em “Las Ventas”, uma das praças de touros de mais importante do mundo. É o Maracanã desse “esporte” amado e odiado pelo povo da Espanha.

A verdade é que algumas cidades, como Barcelona, por exemplo, aboliram as touradas. Madrid ainda respira sangue, flores e glória. O local é fantástico e vale a pena ser visitado. A arena lembra muito um cenário de rodeio, mas ao olhar para as arquibancadas vazias, você se sente acuado como se a qualquer momento um animal fosse invadir o espaço para te dar uma corrida.

Me imaginei de capa e espada, domando touros, fugindo deles e sendo ovacionado pela plateia. Fiz o papel de touro, enquanto minha mulher usava sua capa vermelha imaginária para me ludibriar. Ouvi os gritos das moças apaixonadas, me abaixei para pegar as flores lançadas e saí carregado pela multidão.

A maior recompensa para os grandes toureiros é sair pela “Puerta Grande” nos braços do povo. No interior da Plaza de Las Ventas, construída em 1929, há inúmeras fotos e cartazes dos maiores toureiros que o país já viu. Lembro que na infância tinha um daqueles quadros clássicos de toureiros em meu quarto.

A grandiosidade da arena impressiona. Las Ventas é a terceira Plaza com maior capacidade no mundo, após o Monumental do México e a Plaza de Toros em Valência (Venezuela). A construção é feita de tijolos, em uma estrutura metálica, com uma decoração à base de azulejos cerâmicos. Realmente é uma construção fantástica e digna de vários registros.

No lado externo da arena, há várias estátuas que fazem homenagem a diferentes toureiros, como José Cubero Sánchez ‘El Yiyo’, o último o morto por uma chifrada na Espanha. Outros certamente levaram chifradas, com duplo sentido, mas não mancharam seus “trajes de luces” com as entranhas do animal.

Numa analogia com o futebol, essas estátuas lembram a do Bellini, só que numa versão mais mórbida. Também é possível visitar o local onde os touros aguardam para entrar em cena, a enfermaria (provavelmente muito movimentada em dias de festa) e dar uma bisbilhotada nas cabeças dos animais abatidos no Museu Taurino. Se você quiser reservar seu bilhete, acesse: https://lasventastour.com/pt/

 

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Subir, subir…

Subir, subir…

October 15, 2018

Aline Bordalo

Como tínhamos um dia livre em Barcelona, decidimos fazer um passeio diferente. Tínhamos lido uma reportagem sobre Montserrat, a montanha mais importante da Espanha, e achamos uma boa ideia conhecer este lugar tão escondidinho.

O melhor jeito de ir até lá é de trem. A viagem dura uma hora. A dica é pegar a linha R5 na estação de metrô Plaza Espanya e comprar logo o pacote deseja. Pegamos o do Trem + teleférico ou cremallera + funiculares (para chegar ao alto da montanha). São mais de 900 metros de altura.

O lugar é mágico, parece cenário de filme, cheio de rochas dos mais diversos tipos. Tudo gira em torno do Monastério, construído em 1205, destruído por Napoleão em 1858, e restaurado posteriormente. Lá dentro tem um museu de arte, a padroeira da Espanha, que é uma santa negra, e um restaurante. Mas o passeio não termina por aí…

Lembra do pacote? Pois é, depois do almoço pegamos o funicular, um bonde tipo o do Pão-de-açúcar, que nos leva até o topo da montanha.

A altura corresponde a um prédio de 30 andares, portanto, se você tem medo de altura, sugiro repensar esta parte dois.

Ao chegar lá em cima a vista é ainda mais deslumbrante. Mas atenção para o relógio, pois os trens têm horário e deve ser meio assustador ter que passar a noite por lá…

Ao ler o livro “Origem”, do Dan Brown, me identifiquei de cara com o local onde se passa o primeiro acontecimento da trama – Montserrat! O autor certamente visitou a montanha e ficou impactado com sua beleza.

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