Minas é música e futebol

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Rivalidade entre Cruzeiro e Atlético-MG também inspira compositores

No próximo domingo, Cruzeiro e Atlético-MG voltam a se enfrentar no Mineirão, desta vez pela 25ª rodada do Campeonato Brasileiro. A rivalidade começou em 1921, no Prado Mineiro, quando o time celeste, que dava os seus primeiros passos e passes, ainda vestindo verde, vermelho e branco e se chamando Palestra Itália, venceu o alvinegro por 3 a 0. De lá para cá, as estatísticas variam, mas já foram mais de 500 partidas, muitas sensacionais, finais inesquecíveis do Campeonato Mineiro e uma da Copa do Brasil, vencida pelo Galo, em 2014. Diversos craques disputaram o clássico, alguns pelos dois lados, como é o caso de Nelinho e Palhinha, por exemplo. E não se pode esquecer de Tostão, Reinaldo (que teve passagem rápida pelo Cruzeiro), Cerezo (outro que vestiu a camisa celeste), Dirceu Lopes, Eder (outro que também foi do Cruzeiro), Raul, Taffarel, Ronaldo, Ronaldinho Gaúcho, Dario e tantos outros.

Das quatro linhas para o campo da música, o repertório também é variado e de primeira linha, afinal a maior rivalidade das Minas Gerais também faz parte do riquíssimo acervo da Música Popular Brasileira. Terra de tão grandes compositores, que tem no cruzeirense Milton Nascimento o seu grande ícone, não foi, porém, só de lá que houve reverências musicais ao grande clássico. Se o atleticano Vander Lee, falecido aos 50 anos, em 2016, usou o clássico para falar de um casal que não se entende, ele Galo e ela Cruzeiro, a dupla pernambucana de embolada Caju e Castanha também se desafia nos versos como se disputassem a bola palmo a palmo, verso a verso, em “Atlético x Cruzeiro”.

Além deles, os mineiros do Skank, que se dividem entre cruzeirenses (o guitarrista e vocalista Samuel Rosa e o tecladista Henrique Portugal) e atleticanos (o baterista Haroldo Ferretti e o baixista Lelo Zaneti), têm entre seus grandes sucessos “É uma partida de futebol”, composição de Samuel Rosa e do são-paulino Nando Reis, gravada originalmente no disco “O Samba Poconé”, de 1996. Embora a letra não fale dos dois times mineiros, o clipe oficial da música foi gravado no Mineirão no dia 16 de março de 1997, quando houve empate: 1 a 1.

No próximo domingo mais um capítulo desta rivalidade será escrito e, quem sabe, inspirar novamente um compositor a criar outra música para estes dois grandes representantes do futebol brasileiro.

Por Eduardo Lamas

 

*imagens de divulgação

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