A trajetória contada e cantada de Ronaldo

A trajetória contada e cantada de Ronaldo

De Bento Ribeiro a Fenômeno mundial

Com mais uma Copa do Mundo começando, resolvi mudar em cima da hora o tema que havia escolhido a priori, para falar daquele que foi o artilheiro do último Mundial conquistado pelo Brasil: Ronaldo. Com 8 gols marcados em 2002, o atacante brasileiro ajudou consideravelmente a seleção comandada por Luiz Felipe Scolari a levantar a taça com Cafu e todo imenso Jardim Irene no qual se transformou nosso país na manhã daquele 30 de junho, um domingo, claro.

De garoto de Bento Ribeiro, craque no futebol de salão, a Fenômeno nos gramados do mundo, Ronaldo experimentou fortes dores, mas também muitos prazeres. Um personagem como este, que escreveu seu nome na História do futebol brasileiro e mundial, não podia, portanto, deixar de ter músicas em sua homenagem. Uma delas é esta acima, “Sou Ronaldo”, de Marcelo D2.

Mas tem mais. Ele foi até enredo de escola de samba: da Tradição, em 2003.

E teve sua história relatada pelos Racionais MC’s em música que leva o seu nome.

O promissor jovem que começou no São Cristóvão e apareceu para o país inteiro com muita velocidade e gols atuando pelo Cruzeiro, ganhou mundo quando foi para a Europa. Numa trajetória inicial semelhante à de Romário, foi primeiro para o PSV Eindhoven, da Holanda, e depois para o Barcelona, onde se consagrou de vez.

Com apenas 17 anos, fez parte da seleção que conquistou o tetra nos Estados Unidos. Não jogou daquela vez, mas quatro anos depois já era a grande esperança da torcida brasileira. Se durante a Copa da França foi um dos principais responsáveis pela campanha que levou o Brasil à final, até hoje não se explica direito o que lhe ocorreu no dia da decisão contra os donos da casa. Mesmo sofrendo uma convulsão na concentração, foi a campo, e o time brasileiro foi facilmente derrotado pelos franceses por 3 a 0.

Ronaldo teve de esperar quatro anos para dar a resposta em campo. Mas a trajetória foi dolorosa, pois quase foi impossibilitado de disputar a Copa de 2002. Duas graves lesões no joelho direito, sofridas em jogos da Inter de Milão, onde atuava, deixaram o Fenômeno fora dos campos, primeiro por 5 meses, entre 99 e 2000, e depois por 8 meses, entre 2000 e 2001. Teve muita determinação para voltar a jogar e todo o seu esforço foi premiado. Com os 8 gols que marcou, sendo dois na final contra a Alemanha, foi um dos principais jogadores da equipe que conquistou o penta na Ásia.

Ronaldo conseguiu ser ídolo de grandes rivais europeus: no Barcelona e no Real Madri, onde integrou o time dos Galácticos, ao lado de Zidane; e Inter e Milan, na Itália. O melhor jogador do mundo em 96, 97 e 2002 não foi tão bem em 2006, como toda a seleção, mas acabou se tornando o maior artilheiro das Copas, com 15 gols, superado em 2014 pelo alemão Klose. E quando todos já davam Ronaldo como acabado para o futebol, foi contratado pelo Corinthians, depois de se recuperar de uma lesão no Flamengo. A torcida rubro-negra não o perdoou, mas a corintiana teve imensas felicidades com o craque, que mesmo acima do peso levou o time paulista às conquistas do Campeonato Paulista e da Copa do Brasil de 2009.

E o Fenômeno deixou mesmo muitas saudades, como bem cantam os repentistas Caju e Castanha em “A despedida do Ronaldo”.

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Por Eduardo Lamas

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