Depoimentos

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Marcos André 

Sempre fui muito fã do programa. Dei a sorte de ouvir a primeira edição, por acaso, pois estava com minha namorada, que virou a mãe do meu filho. Procurava algo para ouvir no rádio, cheio de segundas, terceiras e quartas intenções. Mas aí, passando pela Rádio Cidade, eis que ouço a voz de Alex Escobar, que não era conhecido do público, falando sobre futebol. Ao lado dele um monte de outros caras, numa bagunça tremenda que havia acabado de começar! Pronto, nem transei! Não parei de ouvir nunca mais.  

Wanderson Morato 

“ Minha mãe era da Igreja evangélica e meu pai curtia um bom rock. Ele me botava para dormir ao som de metal pesado. Então, por causa da minha mãe, ouvia a Rádio Cidade escondido. Meu pai sabia e achava engraçado. É muito forte na minha memória, meu pai indo para a hemodiálise e eu no quarto com meu walkman escutando o bom Rock Bola. Em 2003, numa dessas saídas, meu pai abriu a porta do meu quarto, eu estava escutando vocês e falei para o velho: vai com Deus. Foi o último contato com ele, pois naquela noite o mesmo, ele teve um derrame e veio a falecer dias depois. Vocês que me fizeram sorrir naquele momento complicado” 

Allan Coutinho 

“Minha história com o Pop Bola começou em 2002, 2003, quando eu ouvia o programa à noite. Mas como acordava em torno das cinco da manhã para ir à escola, descobri que havia a reprise. Mal eu sabia que estava ali contraindo um vício com quinze anos de idade. Vício que me fez seguir os integrantes do programa em diversos momentos. Passou um tempo e lá estava eu no Arpoador assistindo os meus ídolos, mas por ser tímido eu só os observava e sequer os cumprimentava. Em 2012, tomei coragem, fui ao estúdio da MPB FM, aumentando a dose de vício e dependência. Ganhei camisas, uma devidamente autografada, fui a um show de rock, ganhei um dvd do Molejão, adesivos, radinho, enfim. Várias lembranças que me deixam muito feliz e orgulhoso em ver uma trajetória que se imortalizou em minha mente nas páginas desse livro. Vocês falam o mesmo linguajar de quem os ouve. Sem demagogia, hipocrisia, mentiras ou viadagens eu digo que amo vocês!!   

Carlos Eduardo de Freitas 

O Rock/ Bola foi um grande amigo e faz minha alegria diariamente. Sou esquizofrênico e depressivo e o programa que alegra meu dia. Comecei a ouvir por acaso em 2011, na OI FM. Eu não tinha telefone, mas meu irmão me deu um telefone antigo, que tinha queimado o display. O aparelho tinha um rádio, fui passando as estações e parei no Rock Bola. Achei o programa muito engraçado na época.  

Rodrigo Rebechi 

Falar do programa é muito difícil. Acompanho desde o início. Tive a alegria de conhecer os integrantes e a frustração de não ter sido escolhido para a vaga do Waguinho, quando houve a escolha do novo vascaíno. Mas jamais mesmo deixei de ouvir. É quase uma religião. Fico gargalhando igual a um retardado na rua quando ouço o programa. Uso expressões criadas no meu cotidiano. Faço até a voz da chinesa com minha cachorra.  Obrigado galera pelos inúmeros risos arrancados, inclusive em momentos de profunda depressão. Vocês são fodas.  

Eduardo Cabral  

“Eu conheci o Rock Bola em algum dia em 2004, estava indo para o Caio Martins para ver Botafogo e Juventude. Eu tinha 11 para 12 anos, estava começando a ouvir música e quando entrava no carro sempre botava na Rádio Cidade. Por sorte minha, ou não, tinham alguns caras falando do jogo que eu iria assistir, mas de uma maneira bizarra e jocosa. A partir deste momento eu passei a ouvir sempre que podia. Minha vó e minha tia acabaram virando ouvintes também, riam demais apesar de não ser tão ligadas ao futebol. Minha vó sempre perguntava: “Esse Tavares é bonito? ”. Ele tem uma voz linda ”. Minha tia dizia: “Nossa, olha como esse Platão fala, muito metido. Eu lembro dele no Hojerizah, era do meu tempo” e também falava: “Esse Tavares é o locutor da JB, não é? Eu acho incrível como ele se transforma, lá ele passa a imagem de sério e aqui parece um desequilibrado! ” É de admirar a luta deles de se manterem no ar depois de levarem tanta porrada, mudança de nome, fechar tantas rádios. Adoro os comentários irônicos e ranzinzas do Araújo, Tavares e seu trato fino com ouvintes e companheiros de mesa, Lopes com sua irreverência, improvisos e personagens. Toni e seu jeito erudito que se transformava ao ser ofendido. Waguinho com seus comentários equilibrados e conhecimento profundo na arte de apreciar filmes de conteúdo adulto. Agradeço as risadas e bons momentos que esses caras me deram.  

Everton Vasconcelos  

Em 2010, a turma estava fazendo o programa direto do Shopping Nova América. Eu estava me programando para ir até lá nas minhas férias, mas tive que mudar meus planos pois minha namorada na resolveu viajar para Buenos Aires. Fui para lá, curti bons momentos e voltei para o Rio na madrugada de quinta-feira, mas nesse dia não consegui ir até o Nova América. A última apresentação de vocês no shopping seria na sexta-feira, coincidentemente, meu último de férias. Nesta sexta eu acordei cedo, me preparei para poder assistir ao programa, mas tudo deu errado. Quando cheguei, o programa já tinha terminado, fiquei muito triste em ver o “estúdio” vazio. Falei então para ela:  eu vou procurá-los, não saio daqui sem pelo menos vê-los. Comecei a rodar pela Rua do Rio, pois sabia que vocês almoçavam no Beluga. Achei vocês porque vi a cabeça do Toni Platão. Aproximei-me com medo de levar uma bronca do Araújo, pois ele sempre me parecia de mau humor: “com licença, pessoal! Eu vim de Botafogo, cheguei tarde aqui e hoje é meu último dia de férias, posso tirar uma foto com vocês”? O Toni Platão foi o primeiro a dizer: “claro que sim, você veio de longe”. Mas eu me assustei foi com o Araújo: “Claro, tiro sim, chega aí”. Nem a viagem a Buenos Aires me deixou tão feliz quanto poder estar ao lado daqueles que faziam minhas tardes mais alegres.

Lívia Centauro  

“Meu marido faz tratamento de visão que mudou toda nossa vida. Ele perdeu a visão do olho esquerdo e o olho direito dele tem pouca visão. Passamos a escutar o programa. Ele não tinha tempo por causa do trabalho, mas desde criança no interior do Maranhão já tinha o hábito de escutar o radinho. Agora, com tempo de tempo sobra, ele fica ansioso para começar o Pop Bola e rir com vocês, principalmente, quando o assunto é o Fluminense, seu time do coração”.  

 

Davi Furtado Neri 

 

“Tenho 16 anos e escuto o vocês desde 2013, na época da extinta Bradesco Esportes FM. Eu conheci o programa da forma mais inusitada possível, foi numa madrugada na virada de quarta para quinta-feira. Estava escutando um pós-jogo, quando, de repente, agarrei no sono com o fone de ouvido ligado. Como era uma rádio nova, não havia programas na madrugada. Sem saber nem o que era o Pop Bola e nem mesmo da história por trás desse jocoso programa, acordo do nada com o rádio ligado e quem estava na dial por volta de uma da manhã? O Pop Bola. Nunca mais parei de escutar. Depois desse acontecimento, anotei o nome do programa e fui buscar na internet e saber mais sobre o próprio Rock/Pop Bola. No colégio, pedia: “professora, libera a gente, eu ainda tenho que escutar o Pop Bola”. Muitos não entendiam e perguntavam: O que é Pop Bola? Muitos descobriram o programa, gostaram e escutam até hoje”.  

Luiz Alberto Barbirato 

“Sou fã desde o início na Rádio Cidade. Eu sempre ouvi o programa, mas em 2013, surgiu a oportunidade de passar um final de semana na Pousada Suarez com eles, no final de semana do meu aniversário. Não pensei duas vezes e levei toda a minha família. Me lembro do André, dono da pousada. Eu disse que era tão fã que ele me passou o telefone do Waguinho. Claro que eu liguei para o cara né? Um mês antes, minha esposa e eu passamos pela perda de uma gravidez, algo que desejávamos muito, mas não ocorreu. Enquanto eu em casa buscar roupas, pois iriamos dormir no hospital, consegui levantar um pouco a cabeça e rir com esses caras. O melhor foi poder contar isso para eles após apresentação na pousada e num papo à beira da piscina que se estendeu por toda a madrugada. Foi demais!! Ouvir histórias, contar histórias, me senti amigo deles, dos os caras que via na TV e ouvia no rádio.  Fui homenageado durante a apresentação pelo meu aniversário. Ainda tinha algo a mais para mim. Participei do programa e fechamos uma parceira para que minha empresa prestasse serviços de contabilidade para eles. Os caras que eu era fã, haviam se tornados amigos e agora clientes. A história de vocês é muito maneira, vocês são guerreiros. Não à toa estão há tanto tempo no rádio. Participei do programa algumas vezes, no Youtube e no rádio, substituindo o insubstituível Tavares, mas, o melhor momento foi participar nos bastidores da entrada na Rádio Globo, levantando toda a documentação necessária para eles fecharem o contrato. Além das gargalhadas proporcionadas, vivi a emoção maior de ver minha filha Maria Clara, que é especial, entrar no Maracanã no colo do goleiro Paulo Victor, goleiro do Flamengo. Obrigado meus Ídolos, amigos e clientes. 

Marcus Cabral 

O papel de vocês é importante na vida das pessoas. Demorei um pouco para começar a ouvi-los, mas depois que comecei por volta de 2004, não parei mais. Me orgulho de nunca ter perdido nenhum programa até hoje. Caso eu estivesse viajando, ia no site do Beto para ouvir os programas anteriores. Já usei Limits pois vocês anunciavam, já comprei na Braziline, já me hospedei na pousada Suarez, já fui ao teatro ver vocês mais de uma vez, já arrumei emprego para o Consciência, persegui vocês no dial, alterei toda minha rotina para me adequar aos novos horários e fiquei profundamente triste quando o programa foi suspenso na FM O Dia. Mas isso não é nada perto da alegria que vocês nos proporcionam, sempre me ajudando a superar alguns episódios de depressão. Sei que todos nós temos problemas, sem dúvida vocês também têm, mas saibam que vocês são para os fãs a leveza dos dias pesados. Talvez possa soar piegas, mas não consigo imaginar nenhum outro programa que possa ajudar tanto as pessoas a superarem as fases difíceis da vida quanto vocês.  

Roberto Lívio 

“Dentre inúmeros programas que já ouvi, destaco um com a brilhante participação da Carolyne Ferreira, em 2009. Lopes Maravilha confessou para um Brasil de audiência que em uma relação homossexual, ele prefere o coito por trás à felação. E o mais engraçado, foi que a Carolyne falou o contrário. Ele, desesperada, ou melhor, desesperado, gritou que não era isso…Lembro-me de ter ouvido várias vezes esse programa e até hoje eu rio muito com esse episódio”. 

 

Paulo Ricardo 

“Amigos, companheiros de mesa de bar”, tenho essa frase na cabeça como se fosse o primeiro convite para me juntar a esses desbocados que gritam (segundo minha mulher), são engraçados e falam de tudo, inclusive sobre futebol. A afinidade vem de longe, lembro de meu pai que ia dormir ouvindo os antigos programas debates futeboléricos no AM e também das conversas de segunda-feira no ensino médio, ondes nos éramos sacaneados pelo desempenho dos nossos times. Foi por acaso que encontrei o programa, em 2002, zapeando pelo dial escutei um maluco cantando o final de Patience de maneira muito tosca. Quando percebi era um programa da finada Rádio Cidade, que ocupava o horário da 20h às 21h, tocava uns rocks dos bons e comentavam sobre os times cariocas. Foi paixão à primeira ouvida, ria muito com piadas sobre os nomes dos jogadores e cabeça do Antônio Lopes que a cada semana vinha uma coisa mais engraçada. Um dia, eu estudava no centro do Rio e esperei até a hora do programa para ver como era do estúdio. O encanto aumentou quando vi que não são personagens, eram eles mesmos, bobos, “infatilóides”, falando de futebol sem compromisso nenhum em informar.  

Neste dia, descobri que o Araújo que tinha uma voz de velho, era um garoto que fumava muito. Um fator que foi criando esse vínculo, era a intimidade mostrada diariamente no programa, ainda era começo das redes sociais e todos eles iam expondo suas vidas ali ao vivo. O Waguinho contava as coisas do noivado dele com Bia, Lopes sua relação com as filhas e com ex, Tavares e as aventuras de realizar uma festa de quinze anos da filha, Araujo a alegria da paternidade e o desafio de parar de fumar, Toni seus projetos musicais, lembranças dos anos 80 e sua nova namorada. Essas coisas particulares criaram para nós ouvintes suados um vínculo de amizade. As externas também eram momentos a parte. Lembro quando estiveram num shopping em Niterói, motivo de “Drs” até hoje, pois minha mulher fazia faculdade por lá. Só cruzei a baía por esses cuecas. Acompanhando eles nas tentativas de crescer ir para TV (uma pena a tunga!), em jornais, teatro, a ousadia deles é louvável, e sempre que dá eu apoio, gostaria que mais pessoas reconhecessem o talento deles. Segui-los não é das tarefas mais fáceis. Lembro que durante as férias pelo menos teve umas três vezes que a boataria informava sobre o fim do programa. Era um Deus nos acudam peregrinando pelas rádios, por entre horários, mas depois de dezesseis anos posso considerá-los sobreviventes e nós bons seguidores. Foram muitos importantes para mim, pois por questões profissionais me mudei do Rio para Brasília e ouvi-los é um pedaço do Rio que carrego comigo. São meus amigos de longa data que carrego comigo. E nesse ponto devo mencionar o site do Beto que virou um grande apoio para todos nós que perdíamos o programa ao vivo. Para encerrar, um caso da maldição do programa: uma vez depois de baixar o programa, acabei batendo meu carro zero, distraído com a s piadas do programa.  

 

Fabio Nuno 

“Três confissões, a primeira é quanto à minha frustração por não ser um dos que se orgulham a dizer que escutam esse laureado programa desde 2002. Talvez pela tenra idade à época, por volta dos 15 anos, carrego essa mácula irreparável na minha biografia. A segunda é quanto à imprecisão do meu primeiro contato com o programa. Não sei ao certo como aconteceu, as primeiras lembranças remetem à faculdade, em 2006/2007, e curiosamente, é minha primeira demonstração de disciplina extrema (depois vieram muitas outras para desagrado da minha senhora). Me recordo de reservar diariamente uma hora, posteriormente uma e meia, duas horas de inegociável e irreparável desperdício de tempo com fone de ouvido e risos idiotas em qualquer lugar. 

A terceira e última confissão é ainda mais surpreendente. Posso afirmar que participei de mais programas do que ouvi a transmissão ao vivo. Por conta dos horários de aulas e posteriormente trabalho, a opção, quase sempre, foi recorrer à gravação. No primeiro momento, lembro de conseguir fazê-lo pelo computador. Como uma porta aberta para drogas mais fortes, comprei na época um aparelho MP7 utilizado exclusivamente para a tarefa. E, na maior demonstração de loucura para atingir meu nobre objetivo, recordo de ter adquirido um MP3 player à prova d’água para tornar as horas de natação mais palatáveis. Me tornei então, um dos poucos, se não o único a ouvir o Pop/Rock Bola até debaixo d’água. Não foram poucas as vezes que a ideia se aproximou da tragédia. Por Jeová, minha mãe não teve que explicar a bizarra causa mortis por afogamento ao restante da família. Outro aprendizado para a vida que esse hábito me proporcionou, foi evitar se exercitar com altas cargas no supino, ouvindo o programa. Experiência no mínimo constrangedora. 

Ouvir o Pop Bola passou a ser uma das minhas tarefas cotidianas, tal qual dormir e almoçar. E fui fiel, segui e seguirei mesmo depois de tantas rádios falidas. Aproveito para deixar aqui uma menção honrosa ao blog do Beto que tanto me ajudou nesse propósito. A dependência (quase química) se tornou tão forte, que certa vez, observei uma forte deterioração do meu humor, uma prolongada TPM. Com o tempo liguei os pontos, era dezembro/janeiro, as férias do dial me proporcionaram uma espécie de crise de abstinência. Não procurei especialistas, recorri a programas antigos, deu certo. Obrigado, Beto! 

Provavelmente, por coincidir com um período estéril do meu time de coração, pouco a pouco passei a considerar meus ídolos no futebol, os integrantes sentados à mesa e ao microfone da rádio. Talvez por isso, tenha recebido com tanta tristeza a notícia do afastamento do Waguinho, logo o vascaíno. Num lapso de coragem, atendi ao pedido público do Araújo e enviei um áudio bem despretensioso para defender o Vasco no programa, afinal, ouvia religiosa e suficientemente bem para conhecer algumas piadas que só se encaixariam no baixo nível desse programa.  

O ano era 2015, quarta-feira de cinzas, e eu estava sonhando acordado. Sentado à frente dos estúdios da Rádio Bradesco em Botafogo, eu vi meus ídolos chegando para mais um dia de trabalho. Me senti um atleta da base no primeiro dia de treino como os profissionais, no caso como os craques que foram para esbórnia na véspera. As caras de quarta-feira de cinzas, o casaco do Toni com vida própria, o chiclete de nicotina acumulado com aspecto de miolo de pão e o cigarro pitado de maneira despretensiosa do Lopes milagrosamente me fizeram sentir confortável e acolhido. Do convite inesperado ao acender da luz vermelha eu me preparara como nunca havia feito para qualquer prova ou concurso. Nada saiu como o esperado, que bom. Participei ainda na quinta e na sexta daquela semana, não tinha pretensão de me tornar fixo, a princípio, o sonho já estava realizado e eu já conseguira a desejada camisa azul, amarela e branca no meu armário.  

Depois de um longo período ouvindo os candidatos trabalhando gratuitamente, chegou a hora de uma decisão. Veio então, a segunda grande surpresa, eu continuava no páreo. O que se seguiu foi um acalorado e divertidíssimo debate. O sonho seguiu vivo, estava entre os três finalistas. Na semana seguinte, pelo WhatsApp, conversei com o Araújo. Até hoje, não sei ao certo se era uma proposta de trabalho ou uma prospecção entre os finalistas, talvez esse livro responda. Na época mostrei interesse, mas ao mesmo tempo, não estava disposto a abrir mão do meu emprego, o que traria algum prejuízo eventual de horários. Provavelmente não passei segurança para o meu ex-futuro-empregador. Ser preterido na seleção de novo vascaíno do programa não alterou o status quo de fidelidade que eu construí, muito ao contrário, a porta aberta deixada me proporciona até hoje o prazer e a honra de fazer parte, ativamente, dessa história. 

Seja como ouvinte ou como vascaíno backup, tenho certeza que muitos dos meus dias foram salvos pelos pequenos arquivos de áudio cuidadosamente pirateados. O programa tem a magia de transformar momentos difíceis do torcedor em lembranças divertidíssimas de futebol. Melhorou muitas vezes meu humor, o que considero um dos atributos mensuráveis para ser também, um ser humano melhor. Muito obrigado. 

Por Victor Catharino  

Comecei a “ver” o Pop Bola em 2006, pela antiga Oi FM, quando ainda era Rock Bola; isso mesmo, a gente escutava o rádio “vendo” a turma. Na verdade, imaginando como seria o estúdio e o rosto de cada um dos integrantes daquele jocoso programa: Qual seria o tamanho do cabeção do Toni Platão? As olheiras do Waguinho seriam mesmo iguais ao do urso panda? Como seria a vida de alguém cujas nádegas seriam um prolongamento do pescoço, como no caso do Araújo? O que o Lopes Maravilha fazia durante a tarde para preencher o buraco de tempo ocioso? Os cabelos brancos do Tavares eram decorrentes da dupla jornada entre JB FM e Rock Bola? 

Com o avanço da internet, redes sociais e dos smartphones, o rádio voltou a ser um veículo de enorme relevância para mídia nacional; esse processo, também beneficiou o Rock Bola, que escalou a irreverência e o bom humor para falar de futebol, deixando fora de campo a etiqueta dos sérios jornalistas esportivos sem graça que tinham (ainda tem) por aí. A primeira vez que estive acompanhando de pertinho o programa foi em 2008, na semana do primeiro rebaixamento do Vasco, tendo sido agraciado pelo repórter Smigol (“Ahhh florzinha”) com uma camisa. De lá para cá, foram muitas participações, senão vejamos: Acompanhar nas arquibancadas do São Cristóvão uma das piores partidas de futebol que eu já vi, protagonizada pela equipe Pop Bola; Seguir o bloco da Banda da Inválidos para estar ali pertinho do Lopes Maravilha; Ir até Inhaúma só para ver onde ficava o tal prédio da infância do Waguinho; Ir aos shows do Talk Show de Bola e similares no teatro, feiras eróticas, restaurantes mal falados e outras casas de luzes vermelhas; Enviar vídeos para promover a “Tremenda”, a cerveja do popular suado; Áudios pelo WhatsApp e diversas participações ao vivo via Twitter, Facebook e Instagram; Ser o primeiro ouvinte a dar moral (tem culpa eu?) para o Alex Calheiros ser o novo vascaíno do Pop Bola; Fazer o meio-campo nos carnavais de 2016 e 2017 entre o Pop Bola e o bloco de carnaval “É Tudo ou Nada?!”, organizado por ex-alunos do Tradicional Colégio Pedro II; Ouvir as reprises inéditas do programa na madrugada; Escutar os programas gravados em qualquer lugar, seja no banheiro, na cama antes de dormir, no carro, ônibus ou metrô; Ficar ligado nos programas na internet e na TV; Os momentos ruins, como as saídas das rádios, os calotes, as despedidas de integrantes. 

 

Engana-se quem pensa que o grande diferencial do Pop Bola é usar o humor para o jornalismo esportivo. Para mim e tantos outros milhares de ouvintes que o programa conquistou ao longo destes anos, o que é mais relevante é o papel que o “consumidor” assume: se a informação está em segundo lugar, é porquê o ouvinte sempre esteve e estará em primeiro lugar. Nenhum outro programa demonstra tanto carinho e propicia tamanha integração e participação dos ouvintes como o Pop Bola. Ser ouvido, ser interpretado, muitas das vezes até xingado, mas o mais importante, ser lembrado; são essas atitudes que o programa tem praticado com seus admiradores que levaram à fidelização e aumento de sua audiência. 

Ainda falta muita coisa para mim no Pop Bola, como preencher o buraco ou fazer uma dobradinha com o Tavares para comentar o nosso Flamengo nos estúdios ao vivo, comer um pudim e quem sabe fumar um charuto com o Calheiros ou dar uma corridinha por Ipanema com o Frajola. Já tive muitos amores (tá, nem tantos assim…), mas o espaço ocupado pelo Pop Bola continua “firme e forte, na onda do esporte”. Saudações Popbolianas!!! 

Thiago Alexandre 

Comecei a escutar o Rock/Pop Bola em maio de 2004, quando tinha dez anos de idade e lembro que quando criança não entendia todas as piadas, mas sabia que alguma “boçalidade” estava sendo dita. Gostei do programa desde a primeira vez que escutei e passei a acompanhar sempre. Tanto que me viciei neste que é o fenômeno de audiência do rádio brasileiro. Desde então só perdi quatro programas até hoje, acompanhando as várias mudanças de emissora, troca de integrantes e é claro: as inúmeras “voltas” que eles tomaram, mas sempre mantendo o bom humor.  

A última vez que não consegui escutá-lo foi no dia 17 de abril de 2007 (para quem não lembra foi o programa do Biro-Biro), dia em que fiz uma importante cirurgia de bucomaximofacial e devida às doze horas de operação Precisei de três meses para me recuperar e o Rock Bola, na época, foi muito importante para isso. O ruim era rir, pois sentia muita dor no rosto devida à operação (hehe). 

Adorava as escalações jocosas, os textos cheios de bossa antes dos comentários – isso no tempo em que Escobar comandava a mesa – as discussões nervosas entre Meireles e os demais integrantes e os comentários do Waguinho, já que sou vascaíno e passei a ver nele uma figura onde podia me inspirar. Lembro que num dos programas apresentados no Shopping Nova América, chamei uma amiga para me acompanhar e fui nervoso para ver como era feito o programa. Logo no início apareceu o Saco de Risos (essa foi a primeira vez dele no programa) fez um alvoroço e fiquei com um certo medo dele tirar do saco aonde carregava suas cornetas, uma arma e sair matando todo mundo. Também dei entrevista e ganhei a camisa do Rock Bola (que depois foi autografada por todos os membros). O programa também foi muito importante na minha formação. Passei a escutar e gostar de rádio e de comunicação e com o decorrer dos anos decidi fazer jornalismo (não sei se isso foi bom ou ruim). Passei no vestibular e fiz comunicação social na PUC-Rio, me tornando mais um dentre tantos jovens que foi influenciado pelo Rock/Pop Bola a fazer jornalismo. Hoje, estou formado e continuo acompanhando o programa, agora com uma visão mais aberta sobre como funciona o veículo rádio, mas sem deixar que isso influencie aquela magia que sentia quando era criança. 

Ricardo Bispo 

Era ouvinte da saudosa Rádio Cidade e um belo dia vocês entraram na grade. Achei chato para cacete e nada a ver, porque eu só curtia rock e jornalismo esportivo sério. Morria de raiva do Lopes, Toni e Waguinho zoando o meu Flamengo, mas, graças a vocês, compreendi que faz parte zoar e ser zoado e que tudo não passa de uma grande diversão. Ao ouvir o programa todos os dias me sinto numa mesa de bar com meus amigos falando um monte de besteira e rindo pacas. Obrigado por todos estes anos que vocês estão no ar! 

Andreia Abreu 

“Estava passando por uma das piores fases da minha vida, tinha acabado de perder minha mãe. E ouvir esses malucos todos os dias me ajudou muito a conseguir levar essa situação de uma forma mais leve. Fiquei muito fã da galera, até que um dia tive a oportunidade de conhecê-los pessoalmente e fiquei mais fã ainda. Desde o primeiro dia que fui assistir ao programa do estúdio, sempre fui recebida com muito carinho. E dezesseis anos se passaram e o carinho e respeito continuam igual”.  

Diego Araujo 

Para início de conversa eu quero dizer que tenho 27 anos e sou fã do Pop (Rock) Bola faz tempo. Pelo menos desde meus 15 anos de idade eu escuto vocês assiduamente. Com isso, eu acho que é justo falar que o programa teve participação direta na minha formação, fato este que explica diretamente grande parte dos meus problemas. Admiro muito o grupo principalmente pelo fato de nunca ter perdido sua essência, mesmo com as dificuldades, mesmo com as mudanças. O diferencial sempre esteve ali presente e isso é algo muito raro na comunicação. Ainda mais em tanto tempo!! A única coisa que posso pedir é que vocês continuem firmes, fazendo a diferença, sempre com esse humor peculiar e sincero (por isso que dá certo)! Talvez, as pessoas que comecem a ouvir vocês hoje, não entendam muito bem, mas nós que somos fãs antigos, não conseguimos melhor conexão com nenhum outro programa de esportes! Vocês fazem a diferença no meio de trabalho e na vida das pessoas! Continuem sempre! 

Leonardo Coelho 

Adoraria dizer que comecei a ouvir voces em 2002, mas naquela epoca nem banda larga tinha em casa (e moravamos fora do RJ). A primeira vez que vi a trupe de voces reunida foi assistindo o Preliminares no Sportv – e a primeira vista, confesso, nao gostei. Depois fui saber que o diretor na epoca andava pro quadro de voces, e ai meio que ficou explicado porque nao vingou. Mas a primeira vez que eu ouvi mesmo pra valer, foi em 2006. Eu tinha um amigo vascaino da Vila Valqueire que vivia falando do Rock Bola comigo no finado MSN desde 2004-2005. Ate que um dia em 2006 eu ouvi, e bem, nunca mais parei. Muita coisa já aconteceu de la’ pra ca’: terminei ensino me’dio, perdi familiares, amigos, relacionamentos comecaram e acabaram, comecei e conclui’ universidade, trabalhei, imigrei pro Canada pra mestrado (que eu terminei), e continuo trabalhando aqui. Mas continuo na escuta de voces. Eu escuto todas as edicoes. Quando nao ao vivo, vou logo ao site (ou ao arquivo da Radio Globo quando o Calheiros esquece postar, risos).  

De cabeca, uns momentos que marcaram: cara, eu lembro que voces estavam no ar em 17/07/2007 (uma terca a noite) quando aquela tragedia do voo 3054 da TAM ocorreu. Eu lembro vividamente de estar num quarto de hotel assistindo a TV com a cobertura ao vivo de Congonhas com o som da TV bem baixinho enquanto ouvia voces. Eu nao lembro exatamente as palavras, mas o Toni fez uma reflexao aquele dia que me fez parar pra repensar a vida naquele momento. Como disse, nao lembro as palavras, mas como reagi. Foi um dia bem triste, até  mesmo no programa de vocês. Alias, sempre achava um barato quando o Toni usava o espaco pra mostar aquele lado intellectual dele hahahaha. E se eu nao me engano, o famigerado probibidão Rock Bola foi ao ar naquela semana (sei que foi numa sexta a noite, arriscaria dizer 20/07… confirme ai Araujo). Eu vi tudo pela finada webcam da Oi FM. Nao foi la no Fashion Rio? Show de baixaria (com direito a Lopes fazendo parodias das musicas que o Toni gravou [aquela do Antonio Marcos com conotacao homofobica). Voces guardaram essa copia bem hein. Estou aqui seco querendo escutar novamente tem 11 anos (risos). 

 O acidente da TAM ocorreu em meio ao Pan do Rio, e voces estavam muito inspirados! Tinha programa todo dia (incluindo sábados e domingos), e voces estavam muito inspirados com aquele quadro “Curiosidades do Pan,” com os textos lidos pelo Tavares. Os textos eram sensacionais. Quem escrevia? Waguinho? Acho que o Bolinho ja tinha saíido. Sensacional, e o Caca Santana na trilha sonora com “ Guerreiros do Pan” e o classico video “A paz no mundo animal”  (como esquecer? Hahaha “meu amigo viado…” hahahahahahaha) 

 Por falar em textos, os de voces eram sensacionais, desde as sempre formas criativas de descrever a cabeca do Antonio Lopes (ex. Antonio Cabeca de Tiranossauro Rex com Prisao de Ventre Lopes), passando pelas formacoes linha de onibus (“o Vasco vai no 4-3-3, Vila Isabel-Leblon), ate’ chegar tambe’m nas diferentes formas dizer que jogador era dúvida para um jogo (“Morais ‘e dúvida para o cl’assico de domingo assim como quem vai no bar e pede ‘me da’ um drops’”). Olha, eu gusto muito das vinhetas que voces usam pros jogadores desde a ‘epoca do Vini Piedade (melhor operador que voces tiveram) até os dias atuais, mas os textos eram imbativeis. 

 Como torcedor (de verdade, daqueles que acompanham todo jogo, estilo o Escobar) do America, devo dizer que gostei muito quando voces colocaram o nosso hino e cantaram em espanhol logo apos a eliminacao do Flamengo. Genial.  Bem, estou no exterior desde 2015. Ainda estou solteiro aqui. Ainda nao formei familia, e a familia que tenho esta’ toda no Brasil, e minha namorada ainda nao mudou pra ca. Enfim, o que quero dizer ‘e que ja’ faz algum tempo que escuto mais a voz de voces do que dos meus familiares. Entao eu os considero bastante (risos).  O dia que o Yuri morreu foi bem triste. Ele se enquadrou muito bem no programa de voces. E eu que sou ouvinte do Ronca Ronca também, Yuri com seu background de DJ dele tamb’em aparecia la’ com o Mauricio Valladares com frequencia. Entao era um cara que eu era muito fa, e infelizmente nao tive a chance de conhecer. Mas lembro que ele morreu dois dias depois do meu aniversario em 2016 – em 4/9 – e eu estava em Virginia Beach passando o feriadao do Labor Day. Um local onde eu nao conhecia (e ainda nao conheco) ningue’m, e quando vi voces informando no Twitter (por volta das 17h local), eu parei num lobby de hotel e por meia hora ali eu parei e me senti completamente isolado e triste, sem poder falar com ninguem. Foi tipo perder um amigo que eu nao tive. O poder do radio. 

 Falando nele, Yuri no dia do classico programa “O Bahia ‘e o protoganiiiiiiiiiiiiiiista do Brasileirao”  no fim de 2013 me fez rir tanto que dois dias depois um longo relacionamento foi encerrado de uma forma nao muito amigavel, e a forma como eu superei aquele momento foi ouvindo o “Bahia ‘e o protagoniiiiiiiiista do Brasileirao” todo dia. Eu ria toda vez, e issoc ajudou bastante aliviar aquela dor momentanea de quando um relacionamento termina de forma desagrada’vel.  Se eu for falar de cada programa que ouvi que gostei, o depoimento nao vai acabar. Entao o ultimo que farei mencao foi o dia 28/06/2011, no dia da suposta morte do Amin Khader, que voces fizeram no terceiro bloco a discussao sobre a homofobia, programa o qual o Beto do Pop Bola 2000 batizou como o programa “Horgulho ‘Etero” … Cara, como eu ri hahahahahahaha. Araujo e Tavares falaram muito m**** naquele dia hahaha. Eu gravei esse dia em CD (e no meu laptop) e escuto direto! 

 Foi muito legal ter a chance de conhecer todos voces. O Lopes eu ja tinha chance de ter conhecido na Banda da Invalidos 2012, mas o resto da trupe valeu a pena ter visto e revisto nesses dois ultimos anos. Voces sao todos muito gente boa. Uma coisa que marcou muito foi uma vez, ainda na ‘epoca de Orkut, quando nao conhecia voces pessoalmente, mas adicionei um a um so’ pra dizer que era ‘amigo dos caras do programa.’ Uma vez no meu aniversario nessa epoca, apareceu la’ no meu scrapbook uma mensagem do Waguinho, escrito algo do tipo: “Parabens, Leo, que junto de Escobar, Trajano e Tia Ruth, ‘e um dos quarto torcedores do America vivos.” Eu fiquei muito surpreso (e feliz) com a mensagem. 1) porque ele nao me conhecia; 2) ele devia ter uma porrada de ouvinte amigo tamb’em 3) ele tirou tempo pra pesquisar que time eu torcia e ainda escreveu uma mensagem personalizada. Se tinha alguma duvida que voces eram gente boa, esse dia clareou tudo. 

 Sem mais delongas, eu poderia escrever um outro livro aqui, mas vou deixar so meu obrigado por alegrar nossos dias por tantos anos, mesmo em meio as incontaveis mazelas da nossa sociedade. O humor de voces da um Alivio na pressao do cotidiano. Um abraco a todos que fizeram e fazem parte dessa zona… Araujo, Lopes, Tavares, Calheiros, Frajola, Toni, Nagib,  Waguinho, Alcione (por onde anda?), Juliana Oliva (que fim levou?), Gonzalez, Marcelinha, Nuno, Joe Ribeiro, Feijo, Escobar, Rogerio Faustao, Smigol, BB Monstro, Bolinho, Preconceituoso Praca, Marquinhos Ogofatob, Luiz Stein, Meirelles, Consciencia (o melhor frasista!!!!), Homem de Pedra, Imitador Mascarado, aos freaks e os sonoplastas que voces tiveram ao longo dos anos… Vini, Chiquinho Cafona, Wladimir Urso Polar, Brinquinho, Presuntinho, Reginaldo, Dionesio, DJ Gono, Stephen Hawking, Baccarin, Dill Fenomeno, Vitinho, etc. E claro, Yuri, in memoriam. Desculpe se esqueci algum nome (que provavelmente devo ter esquecido).Sucesso, e que venham outros 17 anos! P.S.: Saudades, Grupo Coral 

Felipe Oliveira 

“Sou ouvinte do programa desde os tempos de Rock Bola. Muito fã de vocês. Me lembro, que ficava enchendo o saco das pessoas chamando elas de “peixinho-bundinha”, sempre quis saber como surgiu essa expressão. Em algum momento, o Lopes prometeu que iria contar no programa e fiquei esperando, mas acho que perdi esse programa. Foram muitos anos, anos divertidos, anos alegres. A história dos quinze anos da filha do Tavares com o DJ foi sensacional, as eliminações do Flamengo, talvez, a montagem realizada sobre o América do México está entre as melhores. Viva o grande Vini Piedade. Muito bom acompanhar vocês nesses 16 anos, com várias histórias, muitas mães sendo xingadas, acompanhar toda a luta do pai do Tavares. Já assisti o bom Talk Show de Bola, a peça do Lopes com o peixinho bundinha figurante da Globo (foi mal, esqueci o nome dele).  

Menção honrosa ao Beto do Blog que sempre possibilitou que escutássemos vocês, apesar das mudanças de horário.  Alguns programas foram marcantes, como: Esquilo Bola, o programa do sanduíche pornográfico, e o do pa-pa-pa-papel. E teve um que o Alexandre Araujo ficou bolado e foi embora do programa… E o imitador Mascarado? Até hoje lembro da primeira aparição dele no programa. Acho que era um feriado ou ponto facultativo, sei que estava em casa e chorei de rir.  

Betão 

“Escuto o programa desde 2002.  Desde o começo sempre falei para a minha esposa que um dia iria conhecer vocês. Só o fiz quando vocês foram para a OI FM, sempre nas minhas folgas dava um jeito de ir até a rádio para assistir e ver o programa. Almoçamos juntos algumas vezes no Carretão, era bem legal. Quando passei a interagir mais com o programa o Tavares sempre xingava a minha mãezinha. Vocês fizeram a minha alegria quando eu estava triste. Já tive o prazer de patrocinar o samba do Araújo e o Talk Show de Bola, no Norte Shopping. Hoje, infelizmente, a minha vida mudou muito, mas não deixo de escutar vocês onde estiverem. Tenho vocês como grandes amigos também apesar da distância”.  

Luiz Gabriel Jordão Horta 

Não vou me lembrar de nenhum programa antigo porque tenho uma memória de buesta. No entanto, venho aqui agradecer por nos trazerem de uma maneira descontraída e original uma visão do futebol e dos esportes, fugindo do protocolo do “politicamente correto”. Posso garantir que vocês não têm ouvintes, mas muitos amigos. Obrigado por cada gargalhada. Talvez vocês não saibam da importância que vocês têm para nós amigos ouvintes, que muitas vezes esquecemos dos nossos problemas, escutando vocês. Espero que o programa dure mais dezesseis anos, mas com certeza já terão substituído o Tavares porque que estará num asilo sofrendo de Alzheimer”. 

Thiago Silva 

Desde a época da Rádio Cidade, o Rock Bola sempre trouxe a alegria e Irreverência para todos. Com dezesseis anos, no ensino médio, comecei a ouvir o programa e gostei de cara. Tudo de uma maneira diferente de outros programas esportivos. Quando terminei o ensino médio, já não conseguia ficar um dia sem ouvir. Foi ao mesmo tempo que impulsionado pela alegria do Rock Bola, que decidi fazer jornalismo para ter um dia a chance de estar junto com esses “caras”. Até que tive a oportunidade de assistir o programa no Nova América, e depois na Bradesco FM, quando tirei uma foto com Waguinho e Toni Platão. Após aquele dia, soube da saída do Waguinho e, posteriormente, a retirada do programa do ar. Foram dias de aflição por não ter mais aquela “fuga” da realidade. Quando o Pop Bola voltou para a Rádio Globo foi a melhor coisa. O programa é como vinho: quanto mais velho, melhor”. 

Frank Medeiros 

“Amigos do Pop Bola, quando soube do livro e que poderia fazer parte dessa história hilária que revolucionou o rádio esportivo brasileiro, fiquei pensando como poderia escrever para vocês como são importantes na minha vida. Estou passando por algumas dificuldades em minha vida pessoal relacionadas à saúde, mas, por incrível que pareça, escutar vocês é o melhor remédio. Tenho vocês como grandes amigos. É engraçado, não me conhecem, mas a admiração e gratidão que tenho por todos é eterna. Existe uma brincadeira que diz que o Molejo é o Beatles brasileiro. Me desculpem os sambistas, mas na minha opinião esse grupo é o Pop Bola. Gênios da comunicação, irreverência e da molecagem. Desejo muito sucesso com um programa (com maior duração na rádio Globo), o retorno de vocês para televisão, participação cada vez maior nas transmissões de futebol do grupo Globo, milhares e milhares de seguidores em suas redes sociais e que finalmente conquistem o mundo!!! Teremos uma vida melhor, com mais sacanagem, irreverência e principalmente alegria”. 

Rodrigo Freire 

Sou major do Exército, tenho 39 anos e acompanho vocês desde os primórdios. Minha história em muito se confunde com a do programa, pois me formei na Academia Militar das Agulhas Negras, em 2001. Em janeiro de 2002, especificamente no dia 25, comecei uma nova jornada em minha vida e fui morar em Campo Grande, no Mato Grosso do Sul, longe da família e do Rio de Janeiros. Os primeiros meses em outra cidade foram bem difíceis. Sentia muita falta do clima futebolístico das torcidas cariocas, as zoações, as manchetes dos jornais. Campo Grande é uma cidade com grande influência dos times de São Paulo. 

   Em abril de 2002, passei uns dias junto à minha família e renovei as energias. E foi nesse período que conheci esse jocoso programa. Amante de rock, só ouvia a Rádio Cidade e fui surpreendido com o Rock Bola, programa que juntava as minhas grandes paixões: futebol e rock and roll, com muito humor e ironia. Me amarrei de cara! Fiquei triste porque dias depois estaria voltando para Campo Grande e não poderia mais escutar o programa. Como falamos no jargão militar, dei um jeito e me virei. Comprei um gravador e coloquei meu irmão para gravar os programas. Todas as vezes que ia para o Rio pegava as fitas cassetes para escutar lá na terra do Pantanal. Me deu muito trabalho e ao meu irmão também, mas a alegria que me trazia compensava.    

Morei em diversas outras cidades ao longo da minha carreira: Manaus, Rio Negro, Salvado, Resende e, em todas elas, jamais deixei de acompanhar o programa, nos bons e nos maus momentos da minha vida. Chorei muito quando soube da morte do Yuri. Quando morei em Salvador, apesar de flamenguista fanático, comecei a torcer também pelo “Bahêa” por causa desse camarada “ de nível”.  Agradeço muito ao Beto, do Pop Bola 2000, por toda dedicação e trabalho feito ao longo desses anos. Agradeço de coração por toda alegria que me trouxeram. Um dia gostaria de agradecê-los pessoalmente, porque me sinto parte dessa grande família”. 

 

Heberth Souza  

 

Comecei a ouvir o Rock Bola no fim de 2011. Conheci o programa num táxi e passei a escutar desde então. Foi numa época para mim de investimento e evolução profissional. A pressão dessa adaptação era aliviada pela diversão do programa. 

Sou flamenguista, mas me divertia bastante com o Toni Platão, Araújo, Waguinho e Vini Piedade. O “timing” das piadas, comentários jocosos e produções demonstra a inteligência e talento de todos do programa. Além de ser divertido e terapêutico, é arte. E por isso minha profunda admiração e respeito. Sou um grande fã! Parabéns e vida longa ao bom Pop Bola. 

 Dio Costa 

Assim como a maioria dos jovens cariocas que ouviam rock no começo dos anos dois mil, fui ouvinte assíduo da finada (e ressuscitada de tempos em tempos) Rádio Cidade. Frequentava shows patrocinados por ela com camisas de bandas que curtia na época e ainda corria atrás de gente para montar uma banda – algo que me passou a ser costumeiro depois de uma breve carreira de jogador de futebol com passagem pelas categorias de base do Fluminense.  Não me recordo quando e nem o porquê, mas houve um hiato nessa relação com A Rádio Rock. Parei de ouvir rádio. Fui conhecer músicos amadores, grupos desconhecidos, estúdios pequenos, festivais locais. Entretanto, já que o bom filho a casa torna, lá estava eu de novo ligado nos 102,9. São quase seis da tarde de um dia qualquer. O rádio de casa está sintonizado onde deveria. Ao invés de tocar aquelas músicas que já estou acostumado a ouvir no horário, vai ao ar outra coisa. Um programa que toca rock, mas que fala de futebol (façamos justiça: fala mais de futebol do que toca rock). Rock Bola, seu nome.  

Acho interessante. Rock e futebol. Sigo ouvindo para ver até onde vai. Uma piada aqui, outra ali. E eu gostando. Altas doses de humor. Mas percebo algo que não só chama minha atenção como determina que, a partir daquele momento, eu não perderia (sempre que possível) um programa sequer: os palavrões. Eu, menino bem-educado, de família, que diz “bom dia”, “boa tarde”, “boa noite”, que sabe a hora de dizer “por favor”, “com licença”, confesso que sou um boca-suja de marca maior (ainda mais nos jogos do Flamengo!). A empatia por aqueles caras que falam de futebol como se estivessem numa mesa de bar, falando tudo (tudo mesmo!), foi imediata. Isso era no tempo em que o americano e ex–apresentador Alex Escobar dizia a escalação do Vasco e terminava com “Antônio-cabeça-de-tudo-o-que-existe-no-mundo-e-fora-dele-só-para-dar-uma-ideia-aos-ouvintes-o-quão-cabeçudo-era-o-treinador-cruzmaltino-Lopes”. Lembram? 

            Sempre fui um ouvinte do Rock Bola. Do tipo que o botafoguense Lopes Maravilha gosta: moreno, alto, bonito, sensual, com orelhas compatíveis às suas. Brincadeira. Lopes costuma dizer que prefere os ouvintes que apenas acompanham o programa. Sem interação. Verdade ou não, piada ou não, sempre fui assim. Ouvinte na acepção da palavra. Não enviava carta, não ligava. Absolutamente nada. Nenhum tipo de contato. Nem quando vi Lopes, ex-morador do Engenho de Dentro e ex-garoto propaganda da Academia Marques Gym (que, aliás, não me pagou um centavo para escrever esse texto, mas podemos conversar), caminhando sozinho e tranquilo pela rua Adolfo Bergamini com sua camisa do Botafogo na direção do Estádio Nilton Santos. “Sou ouvinte. Sem interação”, lembrei. O mesmo aconteceu algum tempo depois, quando vi o tricolor Alexandre Araujo e o vascaíno Waguinho.  

            Os ânus passaram. Comi alguns. Coisa de músico. E com o tempo, o Rock Bola mudou de casa (e de horário) várias vezes. Eu nunca sabia se o programa tinha acabado ou mudado de rádio. Não foram poucas as vezes que, procurando o quê ouvir nas rádios cariocas, reencontrei o programa por acaso. No meio da aula da faculdade, na virar de costas do chefe no trabalho, no banco imundo do ônibus no engarrafamento, na corrida adulterada do taxista, nos intervalos dos ensaios que não davam em nada, na mijoromancia matinal. Lá estavam os caras de novo para minha alegria. O Rock Bola virou Pop. Mudanças. Muitas. Algumas perdas. Não apenas de quem saiu do programa. Alguns ainda aparecem aqui e ali. Refiro-me a parentes, amigos, ouvintes que partiram para outra dimensão bem mais complexa que a nossa. Lembro de integrante se ausentando porque alguém na família estava mal de saúde. Perdas. E nunca esconderam ou mascararam nada. Jogo limpo. Isso é raro. Só faz aumentar a consideração que os ouvintes (eu incluso) têm por vocês. Tive minhas perdas também. Pai e avó. Tempos difíceis nos quais ouvir o programa vai além do puro entretenimento. Cumplicidade que talvez vocês nem façam ideia.  

Não só de perdas, porém, é marcado o Pop Bola. Muito pelo contrário. Houve muito mais ganhos (financeiros, inclusive. E não adianta negar!). Casaram, descasaram, casaram de novo, viraram pais, tiveram mais filhos. Eu me casei e minha mulher (que até hoje me questiona: “como pode você, tão inteligente, tão sensível, músico, poeta, acadêmico, futuro doutor, ouvir um programa desses? Eles falam todos juntos! Socorro!!!”. E eu nunca sei o que dizer.). Mudei-me para Volta Redonda e hoje faço parte do grupo poético-musical-performático Circunlókios. Eles chegaram na Rádio Globo. Quem diria? E eu os ouvindo pela internet. Facebook, Twitter, e-mail. Nada de contato. Mas tudo mudaria no dia que anunciaram o Ratazanas Star – um festival/concurso de músicas autorais no qual qualquer pessoa ou grupo poderia participar. “Então é só enviar uma gravação? Só isso? Não paga nada? Nenhum documento autenticado? Acho que entendi errado”, pensei. É a nossa chance! A chance do Circunlókios! ”.  

Não somos exatamente uma banda, somos um trio com violão, violino, voz e uma poesia que é lida em cena, no palco. A falta de regras mais rígidas possibilitou a participação do Circunlókios no Ratazanas Star. Escolhi “Mamilos” para enviar. Achava que tinha o espírito do programa. Fomos aprovados na primeira fase do Ratazanas Star. Araújo e Calheiros gostaram. Lopes, que publicamente já declarou que não gosta de ler, estranhou. Não entendeu a proposta. Foi contra. Infelizmente não passamos da segunda fase. Lembro da indignação do Araújo. “Como assim ‘Mamilos’ não foi classificado? Separa aí “Mamilos” que vamos usar o resto do ano”, disse. E assim aconteceu. Como tocaram “Mamilos” (ui!)! Nos possibilitaram ouvir elogios de gente como o mestre Martinho da Vila e a voz do rock nacional Toni Platão.  

Mas o auge foi ser chamado para tocar no Freak of the Year. “Chama aquela galera dos ‘Mamilos! ’”, disse Waguinho. A partir de então foi uma correria para a gente conseguir se apresentar no BemDito Steaks & Burgers. Além de longe, somos três sujeitos sem numerários. O que fazer? Eu disse e repito que sou casado e muito bem casado com a melhor e mais companheira mulher do mundo. Pois bem. Morgana, que já pensava em comprar um carro, ao saber da chance que aparecia para o Circunlókios, comprou. Eu, que não dirigia há quase dez anos, fiz aulas de direção. Tudo para irmos de Volta Redonda para Niterói. Lá fui eu, com pouquíssima experiência no volante, pegar serra, estrada, ponte. Ida e volta. Achei que fôssemos cantar Hallelujah, do Leonard Cohen, com Platão. Aquele dia entrou para a história do grupo e eu, particularmente, realizei o sonho de conhecer vocês. Coisa de fã. Vocês, com o programa, tiveram a chance de conhecer alguns dos seus ídolos. Tinha chegado a minha vez. Era a chance de conhecer os meus.  O “eu” adulto, responsável e acadêmico reencontrou o adolescente roqueiro, torcedor e boca-suja. Ambos fãs do Pop Bola. Ali encontrei a resposta para a pergunta da minha esposa. Eu ouço porque eles não me deixam esquecer meu lado anárquico, irreverente, desaforado. Eles não me deixam esquecer que eu cresci com eles. Mostram todos os dias como é ser torcedor de verdade. Brincam sem brigar. Torcem, sacaneiam e aceitam gozação. E apesar das diferenças de time e de opiniões, mantêm uma amizade de muito, muito tempo. A todos e todas que passaram pelo programa, meu muito obrigado.  

Edilaine da Silva 

Como ouvinte do programa há um tempo e amante do rádio, tive a oportunidade de participar do primeiro concurso no dial brasileiro que não visava exclusivamente a beleza externa da mulher…o “Musa Pop Boa de Bola”. Em janeiro de 2016, vocês eram recém-chegados na poderosa Rádio Globo. Quando ouvi as informações sobre o concurso, pensei em fazer a inscrição mas tinha o receio que o “padrão de beleza” falasse mais alto. Também não sabia se meu conhecimento sobre o Vasco era tão grande assim. Calheiros tirou minhas dúvidas e me incentivou a participar. Fiz a inscrição e alguns dias depois recebi uma ligação dizendo que eu era uma das candidatas selecionadas…quase enfartei!  

Alguns dias depois eu teria que está na rádio e não sabia quais momentos históricos do time eu estudaria primeiro. Fiz um resumo de alguns fatos que eu desconhecia ou não me recordava e estudei. No dia 20, o “Grande Dia”, saí de casa tarde e cheguei atrasada no programa, um pouco nervosa e com a produtora me ligando para saber se eu ia mesmo. Participei, brinquei e ainda tirei foto com a Carol (minha concorrente). Saindo dali, fiz uma campanha intensa nas redes sociais e fui para a final. Apesar de não ter sido a vencedora, conheci as meninas (com algumas mantenho contato até hoje), participei dos bastidores do rádio, fui “tietada” em redes sociais e é claro, me senti muito honrada em representar o meu Vascão. Obrigada por tudo Isso, Pop Bola.