Hugo Calderano, o nome da vez do tênis de mesa.

Uma semana após o feito de Almir Júnior no Salto triplo no mundial de atletismo indoor, tivemos outro grande feito no esporte brasileiro. Hugo Calderano, de apenas 21 anos, conseguiu um vice-campeonato no Aberto do Catar de tênis de mesa, torneio que comparado ao tênis, seria um dos grands slams  do tênis de mesa.

O feito de Calderano é imenso. Ele tem apenas 21 anos e deverá alcançar o top 10 do ranking mundial de tênis de mesa. Na competição ele derrotou o número 1 do mundo e na semifinal derrotou um chinês, um feito notabilíssimo, pois na China, o tênis de mesa é um dos esportes mais praticados no país, toda Praça na China tem dezenas de mesas do popularmente chamado ‘ping pong’.

Ganhar de um atleta chinês, número 4 do mundo e por 4 sets a 0, merece ser muito aplaudido. Na final ele enfrentou outro atleta chinês, considerado o segundo melhor entre os chineses e Calderano lutou por dois sets, mas depois não resistiu ao melhor jogo. Mas mesmo assim, isso não apaga o grande feito de Calderano no último final de semana, ele fez história.

Calderano ainda é jovem, mas continua fazendo história. Aos 20 anos ele igualou o melhor resultado do Brasil no tênis de mesa, chegando as oitavas de final nos Jogos Rio 2016 – Hugo Hoyama também chegou às oitavas em Atlanta 96. Calderano tem trabalhado muito, passando meses no exterior para melhorar cada vez mais o seu tênis de mesa e tem conseguido. Por conta da China e dos asiáticos, ainda é muito cedo para afirmar que ele é um nome a se pensar com carinho para conquistar medalhas em Tóquio 2020, mas no momento ele é um diamante sendo cada vez mais lapidado para o auge, que ninguém sabe o quão longe pode alcançar.

E pensar que ele é mais um daqueles talentos que surgem ‘do nada’ no país. Se tivéssemos um trabalho mais sério de descoberta de novos talentos, imagina em que posição o Brasil poderia estar entre as grandes potências esportivas?

Por Surto Olímpico

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Almir Júnior e o renascimento do salto triplo brasileiro

O triplista Almir Júnior foi o grande destaque do esporte olímpico nessa semana, após conquistar a medalha de prata no mundial de atletismo indoor (disputado dentro de uma arena coberta) fazendo 17,41m, a melhor marca de sua curta carreira no salto triplo- ele só está há um ano e meio no salto triplo, antes disputava o Salto em altura.

Seu resultado fez reacender a história grandiosa que o Brasil tem no Salto triplo, história essa que começou com Geraldo de oliveira, quinto lugar nos jogos olímpicos de Londres em 1948 e passa por Adhemar Ferreira da Silva – um dos maiores atletas olímpicos da história do Brasil – Nélson Prudêncio, João do Pulo e Jadel Gregório. Impressiona ver que Almir, de 24 anos, está no salto triplo por tão pouco tempo e já consegue um resultado significativo. Ele superou o português Nélson Évora, grande nome do esporte e por dois centímetros não passa o americano Will Claye, campeão mundial e medalhista olímpico.

Almir dá um sopro de esperança para o atletismo brasileiro, que vem sofrendo com corte de verbas pelo país e vê o seu principal atleta, o saltador Thiago Braz, não conseguir encaixar uma boa sequência de saltos após o emocionante ouro olímpico na Rio-2016. Almir, que é nascido no Mato Grosso e atleta da Sogipa-RS, vai ter que  manter a cabeça no lugar e continuar a seguir o seu treinamento para bater as marcas que parecem inalcançáveis de João do Pulo e de Jadel Gregório, 17,89m e 17,90m respectivamente.

E o mais importante é que Almir sabe de toda a história que o Brasil tem no salto triplo e ele se diz pronto para carregar essa responsabilidade: “Isso me motiva demais. Saber a tradição que o Brasil tem, ter o máximo respeito por todos os que vieram antes, conseguir não transformar isso em pressão e poder fazer parte dessa história é algo incrível”, afirmou Almir Junior em entrevista ao canal Sportv.

Podem anotar esse nome para Tóquio 2020: Almir Júnior, que se continuar nesse ritmo, dará muito mais alegrias ao Brasil.

Por Surto Olímpico

A olimpíada de inverno das mulheres

Neste domingo terminaram as olimpíadas de inverno de PyeongChang (KOR), após 18 dias de muitas competições, com vento atrapalhando muitas competições, temperaturas de -20 graus (uma olimpíada de inverno raiz), quatro casos de Doping (dois russos, que não aprendem…), Besuntado de Tonga (acho que já virou tradição olímpica), Coreia unidas, enfim, dezenas de momentos que acontecem ao mesmo tempo e que depois quando as olimpíadas acabam, ficamos com saudades, querendo que ela não acabasse.

Mas nesses jogos podemos destacar a grande atuação feminina. A grande maioria dos protagonistas em PyeongChang foram as mulheres,  furto da iniciativa do COI em igualar as vagas para mulheres e homens para os jogos. Com quase 50% dos atletas sendo sexo feminino, a qualidade das competições femininas saltaram de nível. Tanto é que os três maiores medalhistas dos jogos são mulheres: Marit Bjoergen, Charllote Kalla e Stina Wilsson.

Bjoergen, com cinco medalhas, foi o grande nome dos jogos. Ela dominou o esqui cross country feminino, ganhando medalhas em todos os eventos que participou, sendo que no último, a maratona de 30 Km, ela foi arrasadora e venceu com quase dois minutos de vantagem para a segunda colocada, uma eternidade se tratando de esqui cross country. Com 15 medalhas, ela se tornou a maior medalhista da história dos jogos de inverno e contando os jogos de inverno e de verão, ela só fica atrás da ex-ginasta russa Laryssa Latinina e de Michael Phelps.

Quem também pode ser considerado o nome dos jogos olímpicos é a tcheca Ester Ledecka. A snowboarder conseguiu se classificar para o esqui alpino e pretendia disputar a competição apenas para ‘esquentar’, já que sua prova do snowboard só seria no penúltimo dia de competições. E com os esquis emprestados, ela fez sua descida, desbancou as favoritas e incrédula, não acreditou que era a primeira. O câmera que a focalizava dizia que ela era a campeã olímpica, e ela repetia: ‘tem certeza que isso está certo?’, o grande momento olímpico, sem dúvidas.

No snowboard ela ainda faturou o ouro, se tornando a primeira mulher a ser campeã olímpica em dois esportes diferentes e na mesma edição dos jogos. E quando perguntada sobre o que ela iria fazer, já que tinha virado um estrela, ela respondeu: “Nada, eu só quero dormir!”

Outra snowboarder que fez sucesso foi a americana Chloe Kim, de apenas 17 anos, que teve tempo de tuitar entre as descidas das finais do halfpipe, que tinha se arrependido de não ter comido seu café da manhã todo e que estava com fome. Resultado: ela ganhou 300 mil seguidores quase que instantaneamente e na sua descida conseguiu 89 de 100 possíveis, virando celebridade nos Estados unidos, pelo seu talento absurdo no snowboard, bom humor e sinceridade.

Outra mais jovem ainda também brilhou em PyeongChang, a patinadora russa de 15 anos, Alina Zagitova, superou a favorita Evegenia Medvedeva – de 18 anos – e se sagrou campeã olímpica na patinação artística, a segunda mais jovem da história. Ela demonstrou um poder mental e uma habilidade para executar os difíceis movimentos da patinação com tamanha desenvoltura, que ela parecia uma veterana do esporte.

O Brasil também teve o seu destaque: Isadora Williams, de 22 anos, conquistou o Brasil ao fazer uma apresentação notável no programa curto e conseguiu chegar a final. Afetada pelo nervosismo, Isadora não foi tão bem e ficou em último lugar na final, mas isso não diminui em nada o seu feito, que encantou o Brasil, que gosta muito de patinação que tem grandes audiências na tv, com seu talento, seu português com sotaque – Ela mora nos Estados unidos e é filha de uma brasileira e tem o pai americano – e seu grande carisma, ganhou uma grande torcida para poder treinar e brilhar mais ainda nos próximos jogos de Pequim em 2022.

Por Surto Olímpico