Primeira vaga olímpica garantida

Primeira vaga olímpica garantida

Futebol feminino do Brasil garantido na Olimpíada

O Brasil conquistou sua primeira vaga direta para os Jogos olímpicos de Tóquio com o heptacampeonato do Brasil na Copa América de futebol feminino. Marta, Cristiane, Formiga e cia dominaram a competição vencendo todas as sete partidas disputadas, marcando trinta e três gols e levando apenas dois. Uma campanha irretocável! De quebra a seleção também está garantida no Mundial de futebol feminino de 2019. Agora, mais do que nunca, precisa se preparar.

 Lucas Figueiredo/CBF

O futebol sul-americano não é parâmetro. As comandadas do técnico Vadão precisam de desafios maiores para chegarem melhor preparadas nas competições. Hora da CBF agir. O trabalho com as meninas melhorou bastante, mas ainda deixa muito a desejar. O Brasil precisa disputar amistosos contra seleções europeias e asiáticas. Os Estados Unidos, o Canadá e a Austrália também fazem parte do cast de seleções de ponta.

Marta, eleita inúmeras vezes a melhor jogadora do mundo, não tem um Mundial ou um ouro olímpico. Fica a cargo da CBF encontrar uma forma de fortalecer a seleção para torna-la ainda mais competitiva. Dentro das quatro linhas o meio campo da seleção é o que mais preocupa, afinal, Formiga teve de ser chamada de volta da aposentadoria. Aos 40 anos, a atleta não tem concorrência na posição – o que é muito preocupante – Formiga é a única que sabe segurar o piano na defesa e fazer bem a transição para o ataque.

Por outro lado, o ponto positivo é o tempo. O Brasil terá mais de um ano pela frente para se preparar para o mundial e mais de dois para a Olimpíada. Se o coordenador Marco Aurélio Cunha e o técnico Vadão conseguirem um bom planejamento – com bons amistosos e participações em torneios como a Algarve Cup – é possível sonhar com voos mais altos.

PS: O Sesc/Rio foi “zicado” por este espaço na última coluna. A atuação do Praia Clube foi irretocável e a equipe venceu a Superliga. Foi mal, Bernardinho!

Por Surto Olímpico

Mais uma para a conta

Mais uma para a conta

Bernadinho pode vencer a Superliga novamente

O Sesc/Rio é um caso raro no voleibol brasileiro: perdeu patrocinadores, diminuiu investimentos, mas continua chegando as finais da Superliga Feminina, mesmo sem tantas jogadoras de gabarito como nos áureos tempos de Unilever. Em mais uma decisão da Superliga contra o fortíssimo Praia Clube de Fernanda Garay, Fabiana, Walewska, Fawcett, entre outras, o time de Bernardinho venceu o primeiro jogo no Rio de Janeiro e deu um passo importante em busca do o seu décimo terceiro título de Superliga.

E todos nós sabemos qual o fator de desequilíbrio do time: Bernardinho. O técnico já reconhecidamente um dos maiores técnicos da história do vôlei e que dispensa qualquer apresentação, consegue fazer o time do Rio ser competitivo ao longo dos anos mesmo com tantos reveses, com menos investimentos e menos jogadoras carimbadas. As substitutas mostram talento e Bernardinho mostra mais outra faceta: revelador de jogadoras para o cenário nacional. Monique, Gabi e Drussylla são algumas delas.  Nomes experientes como Juciely e Fabi – que é a melhor líbero do mundo até hoje – também seguram a barra nos momentos mais complicados. Sem dúvida, no papel, a equipe do Rio seria a quarta força desta superliga, mas graças ao treinador o cenário muda de figura.

O Sesc/Rio tem um modus operandi criado por Bernardinho que é seguido à risca durante todos esses anos. O time opera como um carro em que cada engrenagem funciona perfeitamente. Bernardinho é o piloto e mesmo precisando trocar algumas peças, ele funciona sempre do mesmo jeito. As jogadoras gostam do comando dele, apesar dos famosos rompantes de fúria. Bernardinho é capaz de transformar suor em títulos. Fica a torcida para que o brilhante técnico não invista na carreira política para as próximas eleições. Seria um risco para toda a reputação adquirida como técnico de sucesso.

De volta a finalíssima, o próximo jogo será no próximo domingo. O Praia precisa vencer caso queira levar a decisão do título para um Golden set (quem vencer esse set leva o título – parabéns aos envolvidos por essa ideia “JENIAL”). Ao menos o campeonato não foi decidido em jogo único. Por outro lado, uma final de cinco jogos para estas duas equipes seria o mais indicado e mais épico.

No confronto, o Rio tem a vantagem, mas ainda não há nada definido. O Praia conta com a sua apaixonada torcida em Uberlândia e com jogadoras decisivas. Mas é claro que se as atacantes de Bernardinho repetirem o desempenho excepcional do primeiro jogo, será difícil o troféu da Superliga mudar de mãos.

Por Surto Olímpico

Vexame do tênis na Davis

Brasil está fora do Mundial

O Brasil conseguiu um grande feito negativo no tênis: perdeu para Colômbia no zonal americano da Copa Davis. Esta foi a primeira derrota do Brasil para os colombianos na história e será a primeira vez, desde 2005, que a equipe não disputará a vaga no grupo mundial do maior torneio de seleções.

BAQ35. BARRANQUILLA (COLOMBIA), 07/04/2018.- El tenista brasileño Thiago Monteiro protesta un punto frente al colombiano Daniel Galán durante un juego por la serie de ascenso al grupo mundial de Copa Davis entre Colombia y Brasil que se celebra hoy, sábado 7 de abril de 2018, en Barranquilla (Colombia). EFE/RICARDO MALDONADO ROZO

O momento é de grande reflexão. Os dirigentes que viram o boom do tênis com Gustavo Kuerten no fim dos anos 90 início dos 2000 e simplesmente não fizeram nada para que surgissem novos talentos precisam se movimentar. Se na Davis, o Brasil já chegou a uma semifinal com Guga, Meligeni e cia e esteve no grupo mundial, agora coleciona vexames. Depois de sofrer para derrotar a República Dominicana em fevereiro a equipe perdeu para os colombianos. Detalhe: a Colômbia não tem nenhum tenista entre os 250 do ranking no simples.

Se o nosso nível no simples caiu muito e nem os que lá estão querem participar mais da Davis, é o caso de Thomaz Bellucci, de João Souza ‘Feijão’ e de Rogério Dutra Silva que preferem privilegiar o seu ranking, sobra para Thiago Monteiro fazer as honras. Nomes como Guilherme Clezar e João Pedro Sorgi, que estão no top 300 de tenistas, também aparecem na lista. Fala-se em um possível desgaste dos tenistas com o capitão da Davis, João Zwetsch. Este seria a o motivo para a debandada de jogadores brasileiros da seleção. Vá saber… O fato é que algo precisa ser feito pela Confederação Brasileira de Tênis para que o Brasil continue a ser relevante no cenário mundial.

Outro fator importante a ser considerado é a estrutura. Há um problema muito grande no tênis brasileiro no momento em que os atletas se profissionalizam. Os atletas brilham na categoria juvenil e param por aí. Eles não evoluem e não conseguem uma boa posição no ranking. Seguem disputando futures e challenges por toda a carreira. Por outro lado, a Argentina é uma referência. Os hermanos mostram-se bons tenistas no juvenil e despontam no profissional. Tanto que foram recompensados com o título da Davis em 2016.

Ao que parece, falta a CBT investir em estrutura para dar mais experiência aos garotos. Enquanto isto não acontece o tênis brasileiro segue a espera de um novo fora-de-série. Ao menos as duplas vão bem! Marcelo Melo é o número 1 do mundo, Bruno Soares está entre os vinte melhores e Marcelo Demoliner vem despontando como um bom duplista revelação. O ponto negativo é que as duplas ganham apenas um ponto na Davis contra quatro pontos dos tenistas de simples.

O cenário não é muito animador no Brasil. Se é cada vez mais frequente o surgimento de novos talentos em outros países, por terras tupiniquins a renovação é lenta. Aos poucos a Davis vai se transformando em um torneio ainda mais concorrido. O Brasil, por sua vez, precisa repensar a sua atuação no torneio. Quem sabe não seria o caso de tentar mudar o comando técnico? SOS geração atual.

Por Surto Olímpico