Tóquio é logo ali

Tóquio é logo ali

Mundial de Vela distribui vagas para a olimpíada

O mundial de vela – ou iatismo se preferirem – terminou na última semana e trouxe mais vagas olímpicas para o Brasil. Sim, falta pouco menos de dois anos para os Jogos Olímpicos de Tóquio e a distribuição de vagas para o maior evento esportivo do mundo já começou.

O Brasil conseguiu classificar três barcos em Tóquio: o da classe 49er FX das campeãs olímpicas Martine Grael e Kahena Kunze, o da classe Laser com João Pedro Souto e a da classe Nacra 17 com Samuel Albrecht e Gabriela Nicolino. Vale lembrar que a vaga olímpica é do Brasil e não dos velejadores, ou seja, outros nomes podem ser escolhidos para ir para a Olimpíada. Estas vagas se juntam a vaga conquistada pelo futebol feminino na Copa América em abril. Mais algumas devem chegar até o fim do ano.

Apesar de não ter ido ao pódio, Martine e Kahena mostraram que, mesmo após ficarem um ano sem competir já que a filha de Torben Grael disputou a última edição da famosa competição de regata de volta ao mundo, ainda estão em bom nível e em breve voltarão ao status de favoritas em sua classe. Já os barcos da Laser e da Nacra foram gratas surpresas por serem velejadores jovens e sem muita experiência internacional. Ainda assim conseguiram bons resultados.

A vela brasileira é muito tradicional em jogos olímpicos e só perde para o judô em matéria de medalhas. Desde os jogos de Atlanta 1996 a modalidade sempre traz no mínimo uma medalha para o Brasil. Mais vagas serão distribuídas no Mundial de 2019 e até lá surgirão novas vagas para o Brasil. Ao acompanharmos a competição da vela em Tóquio poderemos crer que ao menos uma medalha virá diretamente dos mares. Que venha Tóquio.

Um Coelho de ouro

Um Coelho de ouro

Ygor escreve o seu nome na história do Badminton

 Divulgação

Ygor Coelho foi o grande destaque da última semana entre os atletas olímpicos. E seu feito é ainda maior do que todos os outros por ser em um esporte praticamente sem tradição no Brasil, o badminton – esporte parecido com o tênis, porém em vez de bola, os atletas usam uma peteca. Ygor disputou o Mundial da modalidade e conseguiu chegar as oitavas de final. Uma conquista inédita para um brasileiro no esporte.

Para quem não conhece, o badminton é um esporte totalmente sem tradição no Brasil e nos demais países das Américas. Os europeus e os asiáticos (principalmente) se destacam no cenário mundial.  Ygor, 21 anos, foi revelado graças a um projeto social criado pelo próprio pai e que ensina as crianças da comunidade da Chacrinha, zona oeste do Rio, a jogarem badminton. De lá, Ygor ganhou o mundo. Ele participou dos jogos Rio 2016 como o primeiro brasileiro a disputar uma competição olímpica da categoria. O atleta ganhou experiência internacional e agora se prepara para brilhar no ciclo olímpico em Tóquio.

Em 2017, Ygor venceu o campeonato pan-americano e conseguiu ser o número 32 do ranking mundial. Em 2018, o atleta repetiu o título pan-americano e no mundial superou nada mais nada menos do que um cabeça de chave e chegou a uma inédita, oitavas de final. Ygor ainda pode subir mais no ranking. O desenvolvimento do jovem é notável, embora ainda esteja distante dos principais nomes da modalidade.  A juventude aliada a enorme capacidade de evolução no esporte pode levá-lo a voos mais altos. Se em Tóquio ainda dificilmente ele lutará por medalhas, as competições seguintes poderão dar a ele a oportunidade de transformar o garoto da comunidade da Chacrinha em um dos maiores talentos do badminton no mundo. Os jogos olímpicos de Paris 2024 é logo ali.

 

Por Surto Olímpico

SOS Handebol

SOS Handebol

Problemas na CBHb afundam handebol brasileiro

A confederação brasileira de Handebol vem firme com o seu projeto de acabar com tudo que o esporte criou em um curto espaço de tempo. Sem verbas, investigada pela polícia federal por desvios públicos, associação criminosa e com um presidente, Manoel  Luiz,  impossibilitado de exercer o cargo por medida cautelar da justiça, a perda do principal patrocínio deixaram as coisas muito piores para o handebol brasileiro, que não vai mandar seleção sub18 para o mundial da categoria, e vai sofrer sérias sanções da IHF(Federação internacional de Handebol)

A verdade é que o bom momento do handebol mascarou a péssima administração feita até então. Esporte este que, sem dúvida alguma, é o mais praticado na escola se não contarmos o futebol. O time teve bons momentos no início da década e que culminou com o título mundial feminino em 2013. Mas o que parecia ter sido um bom trabalho foi apenas algo feito por uma boa geração.

No masculino também, ainda temos jovens valores que podem evoluir ainda mais. A geração campeã mundial de 2013 está envelhecendo e a reposição precisa ser feita. E mesmo com o título mundial, nada foi feito para aproveitar o momento para massificar o handebol no país. A culpa é dos maus dirigentes que comandam o esporte e que deixaram chegar ao ponto da situação prejudicar o futuro da seleção feminina.

Já no handebol de praia, esporte que vem ganhando destaque e pode ser incluído no futuro nas olimpíadas, as seleções masculina e feminina viajaram para o mundial sem apoio da CBHb. Os atletas tiveram de tirar dinheiro do próprio bolso para bancar a participação. Houve ajuda de amigos e fãs via vaquinhas virtuais. O masculino se tornou campeão mundial e o feminino foi bronze. Imagina se eles tivessem o apoio necessário?

A Situação do Handebol é muito parecida com a que o basquete sofreu recentemente. No basquete, com dívidas e ausências em torneios de base, chegamos a ser suspensos de competições conduzidas pela FIBA (Federação internacional de Basquete) o que prejudicou muito o esporte a médio e longo prazo. Com um novo presidente na Confederação brasileira de basquete  afirmado que não vai conseguir resolver os todos problemas  da entidade no seu tempo de mandado.

A situação se repete no handebol brasileiro. O esporte caminha para o fundo do poço e se não houver mudanças. Reestruturação do esporte mesmo diante de um cenário de terra arrasada. Esta é a meta. O esporte coletivo, que era considerado o ‘patinho feio’ no Brasil e que parecia finalmente crescer para se tornar relevante, apequenou-se ainda mais e pode levar anos para se reorganizar novamente.

Por Surto Olímpico