O mundo se encontra em Paris

O mundo se encontra em Paris

Gay Games reúnem atletas de todo o planeta

Durante uma semana, o esporte faz com que sejam todos iguais. Esse é o slogan dos Gay Games (“all equal“), onde mais de 70 países estão reunidos desde o sábado (04), em Paris.

Mais de 10 mil atletas participam de 36 modalidades esportivas e artísticas, mas a competiçâo definitivamente não deu o tom do clima nos locais do evento. Integração esta sendo a palavra de ordem na capital francesa.

Antes mesmo da Cerimônia de Abertura, um animador chamava pelo microfone atletas de cada delegação – a dos Estados Unidos é dividida por cada estado – para subir em um palco, para serem apresentados aos demais participantes, já iniciando a festa que se seguiria com o desfile das delegações.

No futebol, por exemplo, os participantes se encontraram no domingo, na reunião entre organizadores, árbitros e capitães em que as regras foram esclarecidas. Uma delas era a mudança de horários de partidas devido à onda de calor que castiga a Europa.

Na chegada aos locais de competição, entre uma e outra partida e no fim de cada dia de jogos, sorrisos, abraços e conversas bem-humoradas tomavam conta do ambiente. Durante uma festa promovida pela organização do torneio de futebol realizada no Marais, bairro gay de Paris, um atleta parisiense afirmou que nunca havia sentido uma energia tão incrível no local.

Os sapatos utilizados pela delegação remetem à bandeira do Brasil, sendo facilmente reconhecíveis. Isso fez com que, em diversos momentos, fôssemos surpreendidos por gritos de “Brasil!” nas ruas.

Até o domingo (12), será essa a energia vivenciada por atletas e espectadores. Na próxima semana, você confere tudo sobre a participação brasileira aqui na coluna!

   

Guia Brasil nos Gay Games – parte 3

Guia Brasil nos Gay Games – parte 3

Confira outros atletas da delegação brazuca na capital francesa

Por Flávio Amaral

Parte da delegação brasileira dos Gay Games já está em solo europeu. Os demais representantes de nosso país embarcam até este fim de semana para a décima edição da Olimpíada LGBT+, que acontece entre os dias 04 e 12 deste mês em Paris. Você já conheceu alguns deles aqui na coluna. Agora é hora de saber um pouco mais sobre outros atletas nesta última parte do guia da delegação Espírito Brasil.

Será uma grande celebração da diversidade a nível mundial, como atestam as estatísticas atualizadas pela organização do evento. Mais de 91 países serão representados diante dos mais de 300 mil espectadores que poderão acompanhar as provas, partidas e apresentações de 36 modalidades esportivas e artísticas.

O impacto econômico do evento na França, em euros, é estimado pelo Comitê Organizador de Paris 2018 em 58 milhões a curto prazo e 78 milhões a longo prazo, totalizando 136 milhões de euros. Os números preveem crescimento nas atividades de turismo LGBT em especial.

Na próxima semana, você acompanhará aqui na coluna a experiência dos atletas brasileiros nos jogos, os primeiros dias na capital do país campeão da Copa do Mundo, o ambiente entre atletas de diferentes partes do planeta, a estrutura do evento, os primeiros dias de jogos e, claro, o desempenho da nossa delegação.

Guilherme Ramos

Nascido em São Paulo (SP), pratica vôlei há 19 anos, tendo começado aos 15, jogando por diversão com amigos no Aterro do Flamengo, zona sul do Rio de Janeiro. Mudou-se aos 18 anos para Toulouse, cidade no sul da França, onde, depois de passar por dois clubes, disputa competições nacionais pelo Ramonville Saint-Agne.

Modalidade: Vôlei

Cidade natal: São Paulo (SP)

Cidade onde treina: Toulouse, na França

Calendário nos Gay Games: Fase preliminar nos dias 05 e 06 e, avançando na competição, fase eliminatória no dia 09 e finais no dia 11

A expectativa para Paris: “Adoro competições e espero dar o meu melhor para que minha equipe ganhe a medalha de ouro nesta edição dos Gay Games em Paris.”

Flávio Cavalcanti

Natural de Recife (PE), tem contato com o vôlei desde os 10 anos de idade. Por volta dos 32 anos, se mudou para o Rio de Janeiro, seguindo, então, para a Europa. Hoje reside em Fort Lauderdale, na Flórida (EUA). Participante da federação americana gay de vôlei, a National Gay Volleyball Association, criou há 20 anos o time Voleyboys, com o qual disputa competições internacionais. Também pratica surf, skate, slackline, mergulho, snowboard e patins. Participa pela sétima vez dos Gay Games, já tendo disputado os OutGames, evento também dedicado ao esporte LGBT+. De acentuada veia artística, dedica-se também a um documentário sobre transexuais e a uma escola voluntária de artes e idiomas para o público em geral.

Modalidade: Vôlei

Cidade natal: Recife (PE)

Cidade onde treina: Fort Lauderdale, nos Estados Unidos

Calendário nos Gay Games: Fase de treinos nos dias 05 e 07, fase eliminatória no dia 09 e finais no dia 10

A expectativa para Paris: “É uma sensação muito boa, porque estamos com a maior equipe de brasileiros em um evento como esse. É uma satisfação muito grande. Em algumas vezes, como na Austrália, em 2002, eu era o único brasileiro. Agora não importa se ganharmos ou não medalhas, vou poder me divertir com pessoas do meu país. Além disso, também temos a possibilidade de nos juntarmos com pessoas de outros países, devido a essa abertura e inclusão que os jogos proporcionam.”

Instituto Esportivo Estrela Nova

Projeto social de futebol feminino com sede no Rio de Janeiro (RJ) fundado por Cristina Lima, ex-atleta e treinadora nascida em Natal (RN) que se mudou aos 18 anos para a Cidade Maravilhosa com o sonho de jogar futebol. Apesar de não ter encontrado o espaço desejado, participou de um projeto de futebol de areia no qual jogou durante 4 anos. Em 2009, fundou o Estrela Nova junto com sua coordenadora, dando oportunidades a meninas que não tinham aonde jogar, buscando, a partir daí, o desenvolvimento do futebol feminino. Incluiu no projeto meninos e, em seguida, atletas surdos – Cristina é voluntária na Associação de Surdos do Rio de Janeiro. Além do futebol, o projeto promove eventos sobre futebol feminino.

Modalidade: Futebol 7 feminino

Cidade natal: Cristina – Natal (RN) / Estrela Nova – Rio de Janeiro (RJ)

Cidade onde treina: Rio de Janeiro (RJ)

Calendário nos Gay Games: A definir

A expectativa para Paris: “A expectativa está grande, tanto da técnica quanto das atletas. Queremos ver o Estrela Nova brilhar nos Gay Games Paris 2018!”

 

Márcia Leão

Nascida em Porto Alegre (RS), pratica futebol desde os 6 anos de idade. Começou jogando futsal ainda no interior do Rio Grande do Sul. Participou de três edições do Gauchão Feminino de Futebol 11 entre 2006 e 2009, uma pelo Internacional e duas pelo Porto Alegre FC. Hoje é zagueira e capitã do Rosário Central, time de futebol 7 da capital gaúcha filiado à Confederação Nacional de Futebol 7. Por essa equipe já foi campeã da Liga Inter-Regional e chegou às quartas de final do último Campeonato Gaúcho da categoria. Em Paris, disputará os Gay Games pela equipe mexicana Didesex. Une a paixão pelo esporte à saúde: diabética tipo 1 desde os 2 anos e meio de idade, Márcia tem na prática esportiva um de seus maiores aliados para o controle da doença.

Modalidade: Futebol 7 feminino

Cidade natal: Porto Alegre (RS)

Cidade onde treina: Porto Alegre (RS)

Calendário nos Gay Games: Fase preliminar entre os dias 05 e 09 e, avançando na competição, finais nos dias 10 e 11

A expectativa para Paris: “Quero conhecer pessoas. Por mais que a gente conviva na comunidade LGBT, é difícil perceber essa visibilidade no esporte, então essa é uma oportunidade de conhecer pessoas com interesses semelhantes aos nossos e vermos que existem muitos desportistas que apoiam ou são LGBTs.”

Crédito das fotos: Arquivo pessoal dos atletas e equipes.

 

Guia Brasil nos Gay Games – parte 2

Guia Brasil nos Gay Games – parte 2

Conheça mais representantes da nossa delegação em Paris

Por Flávio Amaral

Estamos a dez dias da Cerimônia de Abertura dos Gay Games. Com a proximidade do momento de maior representatividade do esporte LGBT+ brasileiro em nossa história, os ajustes finais vão sendo realizados e muitos atletas ainda lutam para garantir presença na décima edição do evento, que reúne mais de 10 mil participantes de mais de 70 países diferentes em Paris, entre os dias 04 e 12 de agosto.

Dando sequência ao guia da delegação brasileira, você confere o perfil de mais alguns dos representantes de nosso país na capital francesa. Antes, porém, é sempre válido reforçar a página da campanha de crowfunding (financiamento coletivo) que angaria fundos para as despesas dos atletas, para você deixar sua contribuição e poder ver todos eles defendendo as cores de nossa bandeira no Velho Continente.

https://www.vakinha.com.br/vaquinha/delegacao-espirito-brasil-paris-2018

Carlos Santos

Nascido em São Bernardo do Campo (SP), tem 36 anos de idade e mora em Recife (PE). Pratica vôlei de quadra desde os 14 anos de idade. Ao se mudar para a capital pernambucana, há 7 anos, migrou para a areia. Em 2010, passou 6 meses na Austrália estudando inglês. Lá conheceu um time pelo qual disputou campeonatos e pela qual é chamado para participar de eventos internacionais. Nos OutGames de Miami, disputou com a equipe na quadra e na areia, sendo campeão de vôlei de praia.

Modalidade: Vôlei

Cidade natal: São Bernardo do Campo (SP)

Cidade onde treina: Recife (PE)

Calendário nos Gay Games: Fase preliminar nos dias 05 e 06 e, avançando na competição, fase eliminatória no dia 09 e finais no dia 11

A expectativa para Paris: “A atmosfera deve ser a mesma daquela que os profissionais sentem ao participar das Olimpíadas, uma vibe incrível! Através desse grande evento, muitos atletas da comunidade LGBT podem participar sem medo de sofrer qualquer tipo de preconceito. A sensação é única e maravilhosa.”

Fabio Lemes

Começou aos 17 anos na Esgrima, modalidade oferecida no Círculo Militar de São Paulo, clube do qual é sócio. Na arma Florete, praticou até os 19 anos, quando deslocou o ombro direito – lado que usa para manusear a arma – e passou por uma cirurgia. Sem o mesmo rendimento no retorno ao esporte e já iniciando a faculdade, optou pelos estudos e pelo mercado de trabalho, voltando à Esgrima aos 31 anos, mas sem grandes expectativas. Sentiu-se novamente incentivado por uma sequência de fatores: troca de arma para Espada, mudança de técnico, conquista de posicionamento no Ranking Estadual e Brasileiro e aulas com Atletas Olímpicos em Nova Iorque e Paris.

Modalidades: Atletismo e Esgrima

Cidade natal: São Paulo (SP)

Cidade onde treina: São Paulo e cidades onde vai a trabalho (Nova Iorque, Londres e Paris).

Calendário nos Gay Games: Esgrima: lutas nos dias 05 e 06; Atletismo: provas de 100m e 200m, Retro-Running e Purse Throw entre os dias 06 e 11

A expectativa para Paris: “Representar sua bandeira é o sonho de qualquer atleta. Já que os Jogos Olímpicos fogem da minha realidade, defender o Brasil em uma competição esportiva internacional me deixa cheio de garra, emoções e expectativas. Mesmo no atletismo, modalidade na qual eu estou participando mais “no embalo”, darei meus 100%. Na esgrima, estou indo com a vontade de conquistar o primeiro lugar! Superar os desafios que o esporte propõe tem feito muito bem! Quero fazer valer a pena as 4 horas diárias de treinos em seis dias por semana e inúmeros intercâmbios de treinamento.”

Hercules Gusmão

Natural do Rio de Janeiro, é um veterano dos Gay Games, participando desde a primeira edição, em 1982. Atleta de voleibol desde as categorias de base, praticou o esporte na Itália e também na França, reencontrando as quadras parisienses por ocasião do evento. Hoje aos 55 anos de idade, disputa a categoria Master, sendo também presidente da Federação Carioca de Voleibol Master.

Modalidade: Vôlei

Cidade natal: Rio de Janeiro (RJ)

Cidade onde treina: Rio de Janeiro (RJ)

Calendário nos Gay Games: Fase preliminar nos dias 05 e 06 e, avançando na competição, fase eliminatória nos dias 08 e 09 e finais nos dias 10 e 11

A expectativa para Paris: “Minha expectativa nos Gay Games de Paris é a maior possível. Como já participei de outras edições, acredito inclusive que os franceses farão grandes cerimônias de abertura e encerramento”

Jerry da Costa

Natural de Blumenau (SC), iniciou no Atletismo aos 8 anos de idade, em 1978, mesmo proibido pelos médicos após um sério acidente aos 5 anos. Competiu até 1994, parando e retomando o contato com o esporte em 2015. Aos 12 anos, foi campeão e recordista catarinense mirim – primeira faixa etária do atletismo, atual sub-15. Na primeira fase de sua carreira, conquistou 19 títulos estaduais, 3 sul-brasileiros e 4 nacionais, além de 33 recordes estaduais e torneios universitários. Após retornar às disputas, há 3 anos, já na categoria master, foi recordista 44 vezes nas mais variadas provas, além de campeão carioca, paulista, gaúcho, brasileiro, sul-americano e pan-americano.

Modalidade: Atletismo

Cidade natal: Blumenau (SC)

Cidade onde treina: São Paulo (SP)

Calendário nos Gay Games: Decatlo e 100m c/ barreiras nos dias 06 e 07; Salto em Altura, Lançamento de Martelo e Arremesso de Peso no dia 08; 400m c/barreiras nos dias 07 e 08; Salto em Distância, Salto com Vara, Lançamento de Dardo e 3.000m c/ obstáculos no dia 09 e Marcha Atlética, Salto Triplo e Lançamento de Disco no dia 10

A expectativa para Paris: “Penso que nada vem de graça no esporte. Tudo na vida é uma grande luta. São incontáveis problemas que o Atletismo brasileiro e o esporte nacional vivem, e minha maior tristeza é hoje ter que lutar para poder treinar. Apesar de ter pistas de Atletismo no Brasil, não tenho local e implementos para treinar. A mágica é feita em parques e nas ruas. Vou continuar lutando contra todo o tipo de dificuldade e principalmente pela diversidade. Estamos neste plano para acima de tudo crescermos como seres sem discriminação de qualquer natureza. Um alerta é a família. Ame sem qualquer rótulo ou natureza discriminatória seus filhos e suas escolhas. Espero que tudo dê certo lá em Paris. Minha meta é trazer a primeira medalha – não importa a cor – para o Atletismo brasileiro na história dos Gay Games.”

Julio Lins

Natural do Rio de Janeiro, vive e treina em Cranbrook, no Canadá, país para o qual se mudou com bolsa de estudos para praticar voleibol. Tem contato com o esporte há 15 anos, desde os 8 anos de idade. Estreante nos Gay Games, jogou entre 2007 e 2011 e novamente em 2013 pelo Flamengo, em 2012 pelo São Caetano (SP) e 2014 pelo Botafogo.

Na quadra, foi sete vezes campeão carioca, bicampeão brasileiro estudantil e campeão sul-americano sub-14 estudantil. Na praia, foi campeão estadual sub-21, campeão brasileiro sub-19 e levou o Brasil pela primeira vez a um título mundial em competição escolar, sendo campeão mundial sub-19.

Modalidade: Vôlei

Cidade natal: Rio de Janeiro (RJ)

Cidade onde treina: Cranbrook, no Canadá

Calendário nos Gay Games: Fase preliminar nos dias 05 e 06 e, avançando na competição, fase eliminatória no dia 09 e finais no dia 11

A expectativa para Paris: “Estou muito animado. A expectativa de todo mundo é sempre ganhar, mas há outros times também, e isso depende de muitos fatores que algumas vezes a gente não pode controlar. Então, espero muita alegria e diversão, porque é isso que importa.”

Sergio Rosa e Thiago Scaramucho

Atletas integrantes do Angels Volley Brazil, time LGBTQ de vôlei iniciado em 2008 que promove e participa de competições e tem como principal objetivo conscientizar a sociedade sobre a inclusão no esporte e os ganhos positivos coletivos quando existe respeito à Diversidade na vida social, cultural, esportiva e política.

Praticante de voleibol indoor e de praia há 32 anos, além de graduado em Nutrição e pós-graduado em Nutrição Funcional, Sergio começou no esporte em 1986. Chegou a praticar natação e tênis, mas escolheu o vôlei inspirado pelas Olimpíadas de Los Angeles de 1984. Entre 1986 e 1990, competiu por equipes como Pirelli, Telesp Clube e Pinheiros. Foi campeão do Torneio Início Campeonato Paulista de 1986 e 1987, campeão Metropolitano (SP) em 1986 e Campeão Estadual em 1987. Foi campeão brasileiro pela seleção paulista infanto-juvenil de 1988 e campeão brasileiro máster na categoria 35 a 40 anos, em 2007.

Nascido e criado em São Paulo, Thiago joga vôlei há 19 anos, desde o colegial. Ao ingressar no mercado de trabalho e na faculdade de Comércio Exterior e Administração Geral, teve de deixar o esporte que amava de lado, retomando a prática em 2010, em uma academia da capital paulista.

Modalidade: Vôlei de Praia

Cidade natal: Ambos de São Paulo (SP)

Cidade onde treinam: Ambos em São Paulo (SP)

Calendário nos Gay Games: Fases preliminar, eliminatória e finais entre os dias 05 e 11

A expectativa para Paris:

“A expectativa de participação do evento é algo que remete ao que vejo nas Olimpíadas de Verão não LGBT desde Los Angeles em 1984. A sensação de poder representar seu país num evento onde cor, raça, crença não têm diferença… ali somos todos um só.” (Sergio)

“Em 2018 tive a oportunidade de receber o convite para participar dos jogos em Paris. Inicialmente, não tinha ideia da proporção do evento. Comecei a pesquisar e ver a grandeza dessa realização. Isso me deixou muito empolgado e ansioso com a chegada dos jogos. Eu não acredito na diferença, apesar dela existir na mente das pessoas. Não estou indo no evento para confirmar a ideia de diferença na mente das pessoas e por isso preciso de respeito. Estou indo para representar e confirmar a igualdade, que é a verdade absoluta.” (Thiago)

William Muinhos

Natural do Rio de Janeiro, começou na natação aos 3 anos de idade e competiu a nível estadual até 2008. Em 2009, aceitou convite de um amigo e começou no pentatlo moderno (esgrima, natação, corrida, tiro e equitação). Após 8 meses de treinamento, foi vice-campeão sul-americano juvenil, o que ratificou sua certeza ao ingressar no esporte. Coleciona títulos brasileiros e sul-americanos, pódios em Pan-Americanos e participações em mundiais e Jogos Olímpicos da Juventude.

Modalidade: Esgrima

Cidade natal: Rio de Janeiro (RJ)

Cidade onde treina: Rio de Janeiro (RJ)

Calendário nos Gay Games: Lutas nos dias 05 e 06

A expectativa para Paris: “Vai ser muito legal poder participar de um evento desse porte e mostrar para o mundo todo essa inclusão, além de provar que o esporte pode sim mudar o mundo!”

Crédito das fotos: Arquivo pessoal dos atletas e equipes