Os Emergentes 

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São Paulo e Inter desafiam os favoritos no brasileiro

O campeonato brasileiro tem um novo líder, é o São Paulo. Seis vezes campeão brasileiro o clube vinha em crise nos últimos anos ficando mais próximo do rebaixamento que da disputa de títulos, mas esse ano a coisa mudou desde a chegada de Diego Aguirre. Criando consistência defensiva e praticando o famoso futebol reativo o clube vem surpreendendo no brasileiro e de tanto comer pelas beiradas acabou pegando a liderança do Flamengo.

O Inter era o “patinho feio” dos 12 grandes nesse campeonato brasileiro. Teve uma primeira década no século maravilhosa com duas conquistas de Libertadores e um mundial, bateu na trave pelos títulos brasileiros em 2005 e 2009 parecendo conseguir a supremacia no Rio Grande do Sul. Mas a coisa mudou de 2016 para cá com o Grêmio conquistando a Copa do Brasil, Libertadores e o Internacional caindo para a segunda divisão em 2016. Pior, subiu apenas como vice campeão. O time começou mal o campeonato, exibia um futebol pobre, mas foi se acertando ao longo do certame e também pelas beiradas está a apenas três pontos da liderança.

Equipes que não estão entre as melhores no papel do futebol brasileiro estando abaixo de Palmeiras, Flamengo, Cruzeiro e Grêmio. Equipes que começaram mal o ano perdendo seus estaduais e sendo eliminadas precocemente da Copa do Brasil.

O que mudou?

São Paulo e Inter tem seus méritos e o fator sorte. Mérito em montar boas equipes, buscar reforços que se não eram tão badalados eram de qualidade preenchendo posições carentes nos times. Também acertaram na escolha dos treinadores tendo paciência para esperar os resultados chegarem. Souberam aproveitar a parada para a copa.

E tem a sorte sim, de ver os melhores elencos em várias competições simultâneas enquanto o foco dos dois é o brasileiro. Palmeiras, Cruzeiro e Grêmio parecem ter largado o brasileiro de mão preferindo as copas. O Flamengo tenta se manter nas três, estratégia perigosa vide o último jogo.

Premia a incompetência? Premia aqueles que tiveram temporadas ruins e prejudica aqueles que se esforçaram para construir elencos e alcançaram resultados? Pode ser, mas Inter e São Paulo tem nada com isso, outras equipes também tem essa oportunidade e vácuo dos melhores elencos e não sabem aproveitar. É injusto? Não, nada combinado é injusto e todos sabiam como seria.

Poucos sobreviverão a agosto. É preciso ter fôlego.

E isso São Paulo e Inter tem de sobra.

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A Supremacia rubro-negra 

A Supremacia rubro-negra 

Cada vez mais há uma disparidade no Rio de Janeiro…

O Flamengo é líder do campeonato brasileiro e caminha para disputar firmemente o título nacional desse ano. Além disso está entre os oito da Copa do Brasil e os dezesseis da Copa Libertadores da América. O único do Rio de Janeiro em tal situação.

Fluminense, Vasco e Botafogo estão no meio da tabela do brasileiro, já foram eliminados da Copa do Brasil e estão na Copa Sul Americana. Fluminense e Botafogo já se classificaram direto ao torneio, Vasco parou lá após ser eliminado da Libertadores. Flamengo está em outro patamar em relação aos rivais nos torneios continentais e treze pontos na frente do segundo carioca mais bem colocado no brasileiro sendo o único do estado na Copa do Brasil.

Não é pouca coisa, denota uma supremacia.

Sim, o Flamengo não é o atual campeão carioca e ano passado fez o mesmo número de pontos que o Vasco no brasileiro, fora que o Botafogo foi melhor que o rubro-negro na Libertadores então em números essa supremacia não existe. Não existe em partes. Excetuando o brasileiro do ano passado todas essas competições citadas eram de mata-mata e não tinham jogos de todos contra todos o que acaba nivelando os times e dando possibilidades de um mais fraco superar o mais forte. O Flamengo não será tetra, pentacampeão carioca nem ficará anos sem perder para os adversários lhes impondo goleadas humilhantes. Não ocorrerá porque a tradição conta muito, peso da camisa decide jogos e pelo estilo das competições regionais.

Mas já podemos assegurar que pelo quarto ano seguido o Flamengo será o melhor carioca do campeonato brasileiro, no torneio que todos enfrentam todos em pontos corridos e isso mostra o peso da supremacia, o peso da disparidade do poder aquisitivo que fica cada vez mais latente.

Vasco, Fluminense e Botafogo perdem os jogadores que fazer algum brilho. Flamengo também perde, mas consegue contratar, consegue trazer jogadores de talento do exterior pagando fortunas. O clube de 2013 para cá começou a equacionar seu drama financeiro e passa a colher seus frutos. De 2015 para cá contratou nomes como Guerrero, Diego, Everton Ribeiro, Diego Alves e Vitinho. O Flamengo tomou noção da sua força, principalmente popular e midiática e começa a conseguir monetizar isso quando o trio de rivais passa por grave crise financeira. Da eliminação do carioca de 2016 para cá o Flamengo perdeu cinco partidas para times do Rio de Janeiro e dessas apenas duas com times titulares, Fluminense primeiro turno do brasileiro de 2016 e Botafogo semifinal do carioca de 2018.

Não é pouco, mas ainda é pouco do que poderá ser quando a direção do Flamengo ou a próxima direção conseguir levar para o campo seu sucesso financeiro. Isso não é bom para a nossa paixão que é criada a partir da rivalidade. Um Flamengo forte precisa de seus rivais fortes. A impressão que dá é que o achatamento dos estaduais junto a disparidade financeira cada vez maior que vem desde a incompetência de cartolas até a pouca justa distribuição de cotas de TV acabarão com a história de 12 clubes grandes no Brasil.

Os clubes precisam se reinventar para sobreviver

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Timão Eletro

Timão Eletro

O patrão ficou louco…

 Edilson Rodrigues/Agência Senado

E segue o desmanche no Corinthians. O clube cujo presidente falou anos atrás que rivalizaria com o Real Madrid agora não consegue competir financeiramente com clube do Egito.

O último foi Rodriguinho que teve a transferência confirmada em pleno jogo contra o São Paulo. Não foi o primeiro jogador corintiano negociado nesse período e esse nem é o principal desmanche que o clube passa. Os elencos campeões brasileiros de 2015 e 2017 foram pulverizados sem a menor cerimônia e pelo menos do desmanche do começo de 2016 o clube se recuperou.

Não dá pra dizer que se recuperou do primeiro desmanche de 2018 (Sim, agora lá é semestral) por ter ganhado o campeonato paulista. Torneio mata mata nem sempre privilegia o melhor time e campeonato estadual não é parâmetro para ninguém.

O clube tentava se recuperar do primeiro desmanche e chegou o segundo. Não fazia um bom campeonato brasileiro assim como não fez um bom paulista mesmo vencendo e não fez um bom returno de brasileiro mesmo vencendo também. Não fez porque mesmo tendo boas peças o elenco foi encurtando e com o calendário louco de nosso futebol isso é fatal

Irá se recuperar desse novo desmanche? Para 2018 não acredito. Pode se recuperar em 2019 pelo peso da camisa, mas vejo a situação do clube cada vez mais difícil. O Corinthians paga pela megalomania de seus dirigentes que fizeram contratações desastradas e um acordo por um estádio que arruína suas finanças. Enquanto alguns clubes foram se estruturando o Corinthians foi gastando, se endividando, atrasando pagamentos, vencendo e zombando de quem fazia o certo.

É a fábula da cigarra e da formiga. Parece que chegou o inverno para o Corinthians e ele pode ser longo.

Enquanto isso..Quer pagar quanto?

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