Voe garoto!

Voe garoto!

Voe driblando as dificuldades

Bote a bola na frente e ganhe na corrida da miséria

Dê uma finta em um futuro pré determinado

Para garotos negros e pobres

Que nascem nessa pátria nem sempre mãe gentil

Voe garoto

Faça um golaço por sua família

Mude a história de sua comunidade

Dê um lençol no preconceito

Entre com bola e tudo nos campos do mundo

Voe garoto

Dê um olé naqueles que te menosprezam

Tire sarro da cara de quem te chama de Neguebinha

Bote entre as pernas dos que torcem contra você

Um menino humilde e lutador

Apenas porque odeiam o time que lhe deu chance

Voe garoto

Encha de orgulho uma nação que te ama

Que sente saudades do que não viveu com você

Voe, fique rico, ganhe prêmios, seja um vencedor

E volte

Porque melhor que voar

É voltar ao ninho com a missão cumprida

Voe garoto

Que nós voaremos com você

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O estagiário do mês

O estagiário do mês

E parece que o Flamengo engrenou…

Que o clube tem um bom elenco, um dos melhores do Brasil hoje poucos contestam, mas não engrenava, não dava liga e não era de agora. Ano passado o Flamengo viveu de altos e baixos, mais baixos que altos. Fez três finais de competições sendo uma Internacional e uma nacional, mas ao mesmo tempo saiu na primeira fase na Libertadores e ficou muito distante do título brasileiro.

Ver o Flamengo chegar na copa do mundo classificado na Libertadores, Copa do Brasil e no mínimo brigando pela liderança do brasileiro surpreende. Surpreende ainda mais quando pensamos que o ano de 2018 não corria diferente de 2017. Fracassou no campeonato carioca e vinha fazendo apresentações pífias. O que mudou?

Na verdade o que mudou foi que as atuações começaram a acompanhar os resultados porque esses estavam melhores que o futebol jogado. Na frieza dos números o Flamengo foi mal apenas no campeonato carioca onde mesmo assim fez a melhor campanha.

Está invicto na Libertadores, desde 2007 não acabava a fase de grupos invicto e até o momento que essa coluna é publicada o time titular só perdeu um jogo no ano. Semifinal do carioca para o Botafogo.

É um time que perde pouco e perde pouco porque é um time que leva poucos gols. Isso ocorrer durante o campeonato carioca é até normal, a questão é que nesse meio tem três campeonatos pesados também sendo jogados.

Mérito do “estagiário”, forma pejorativa que a chata torcida do Flamengo apelidou o treinador Maurício Barbieri. Barbieri não nasceu no Flamengo, não tem vivência de Flamengo, chegou apenas em janeiro, e teve que aprender e entender o clube de forma rápida.

Não inventou fórmula mágica nem reinventou o futebol. Barbieri usa em suas táticas o futebol reativo tão em moda fora de casa, o jogo em que se busca uma bola e deu errado contra o River e certo contra o Atlético. Em casa faz o que é histórico no Flamengo. Parte para cima do adversário embalado pela torcida.

Barbieri fez o simples e muitas vezes o simples faz toda a diferença. Estudou o time e estuda os adversários no meio da maratona de jogos, mexeu no posicionamento dos jogadores de criatividade conseguindo tirar mais deles e fez da defesa uma muralha (muralha no bom sentido).

Ainda está longe do ideal e o teste de fogo vem após a copa com a maratona de agosto. Mas as coisas estão indo bem. O “deixou chegar” chegou logo no começo e o cheirinho segue o líder.

Barbieri é o estagiário do mês.

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Quando ninguém diz a verdade

Quando ninguém diz a verdade

A mídia que engana e o técnico que mente

Carille foi embora do Corinthians..

Sem entrar no mérito se devia ou não porque cada um sabe onde seu calo aperta o que me chamou atenção foi o técnico dizer que a imprensa mentia ao falar que ele tinha propostas do mundo árabe e logo depois aceitar uma.

Evidente que o técnico mentiu. Ninguém receberia uma proposta e aceitaria em tão pouco tempo então quando ele disse aquilo já tinha uma proposta. A imprensa, cheia de si, respondeu ao técnico mostrando que estava certa e mais uma vez se mostrou corporativista.

Carille falou a verdade mentindo, levantou a bola na hora errada. Que a imprensa mente é fato, temos inúmeros casos de erros de imprensa como o famoso caso da “Escola Base” e sabemos que cada mídia atende a um tipo de editoria. Não existem verdades na imprensa, existem versões e cada grupo atende aos interesses dos patrões e seus anunciantes.

A Veja e o Diário do Centro do Mundo podem falar do mesmo assunto de forma completamente diferente dado a linha ideológica de cada. Em quem confiar? Em ninguém, confie desconfiando. Siga várias linhas e filtre as informações.

Se quase nada nesse país é honesto porque a imprensa seria?

Carille falou a verdade, mas mentiu.

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