“Eu sou Zlatan”

“Eu sou Zlatan”

A biografia do craque sueco

Filho de pai bósnio muçulmano e mãe croata católica, cresceu em meio à pobreza e exclusão em um gueto de imigrantes na Suécia. Hoje é um dos maiores atacantes do futebol mundial, seja pelo jeito falastrão ou por golaços antológicos como o que marcou recentemente em seu atual clube, o Los Angeles Galaxy. É claro que estamos falando de Zlatan Ibrahimovic, ou Ibra, uma das figuras mais populares da Suécia na atualidade.

Recentemente quando seu contrato com o PSG chegava ao fim, Ibra declarou: “Se trocarem a Torre Eiffel por uma estátua minha, prometo ficar no PSG”. Quando foi anunciado pelo LA Galaxy postou em suas redes sociais: “Querida Los Angeles, de nada”. Mais do que o personagem falastrão, não há dúvidas sobre a capacidade do jogador, que tem Ronaldo Fenômeno como um de seus ídolos. Por onde passou enfileirou golaços e títulos em Ajax, Juventus, Internazionale, Barcelona, Milan, PSG e Manchester United.

Lançado pela primeira vez em 2011, “Eu sou Zlatan” foi escrito por David Lagercrantz, um dos maiores escritores suecos da atualidade, responsável, por exemplo, por dar continuidade à famosa série “Millenium” de Stieg Larsson. A biografia do craque sueco já vendeu mais de 1,5 milhão de cópias em dezenas de países e faltava a versão brasileira, que saiu em 2017 pela Editora Realejo (tradução de Luciano Dutra):

Livro de maior sucesso na história moderna da Suécia, com mais de 1,5 milhão de exemplares vendidos em mais de 20 países, a biografia de Zlatan Ibrahimovic, mais conhecido entre nós brasileiros como Ibra, vai muito além da mera descrição da carreira de um jogador de futebol famoso. Assim como costuma se portar dentro de campos, Ibra não disfarça suas intenções, nem esconde o que sente ao contar para o escritor David Lagercrantz tudo sobre sua vida pessoal e profissional. Revela-se por inteiro, sem filtro. Para quem admira o ‘Ibra’, este livro é um presente, pois revela detalhes surpreendentes da vida pessoal e da carreira desse astro do futebol. Mas para quem sonha um dia em se tornar um jogador de alto nível, a história de como o menino Zlatan conseguiu superar o passado de pobreza e exclusão em um gueto de imigrantes na Suécia para se tornar um dos melhores e mais bem pagos jogadores do mundo é um “manual de sobrevivência”, com dicas preciosas para não desanimar diante das dificuldades, nem aceitar passivamente regras impostas por técnicos ou dirigentes”.

Contendo 422 páginas e prefácio de Ronaldo Fenômeno, “Eu sou Zlatan” pode ser encontrado em livrarias e sites por um preço médio de R$ 50,00.

Igor Serrano

Resenha esportiva

Dramas, comédias e tragédias de sete copas do mundo

Se o futebol do Flamengo surgiu graças a uma debandada de atletas do Fluminense, que deixaram as Laranjeiras e fundaram o departamento de futebol do clube da Gávea, Nelson Motta fez o caminho contrário. Em 2012, após o tetracampeonato brasileiro conquistado pelo tricolor, ele, torcedor apaixonado do Fluminense, admitiu que quando pequeno era na verdade rubro-negro por influência de um tio que sempre o levava aos jogos no Maracanã. Tudo mudou quando o jovem Nelson passou a nadar no Fluminense, sendo conquistado pelas três cores do uniforme, que o permitiu ver (e não esquecer) mais tarde a famosa Máquina Tricolor. [1]

Além de referência cultural, musical e cinematográfica, Nelson Motta é colunista de longa data do jornal O Globo, pelo que o fez cobrir sete Copas do Mundo. Apaixonado por futebol, para muito além de seu querido Fluminense, Nelson lançou em 2013, aproveitando o boom da Copa do Mundo de 2014, “Resenha esportiva: dramas, comédias e tragédias de sete copas do mundo” (Editora Benvirá), onde conta os bastidores de tudo que vivenciou cobrindo o maior torneio de futebol do planeta, dentro e fora das quatro linhas:

Apaixonado por futebol e animado pela onda que cresce no Brasil às vésperas da Copa, Nelson Motta as crônicas que escreveu durante a cobertura de sete Copas do Mundo, duas Olimpíadas e um Pan-americano nesta animada “Resenha Esportiva”, com o melhor e o pior, os grandes dramas e comédias que testemunhou dentro e fora de campo.

Além de relembrar vitórias e derrotas, passes e gols que ficaram marcados na história do futebol, Nelson mergulha nas curiosidades de cada país que sediou um Mundial e acompanha as aventuras dos torcedores brasileiros em terras estrangeiras.

Com ele, fazemos check-in, vamos às ruas, às partidas, aos bares e às festas. Entre Copas e copos, taças e taças, “Resenha Esportiva” é uma empolgante prévia e um delicioso aperitivo da euforia que está prestes a dominar os corações apaixonados pela bola rolando” – diz o texto de apresentação da obra.

Emudecemos no primeiro gol dos russos e estivemos à beira de um ataque de nervos até Éder empatar com uma tijolada mortífera. Com o golaço de Sócrates no final do jogo, a vitória emocionante enlouquece de alegria a todos. Redimidos todos os porres e rebordosas, todas as culpas e pecados, o samba explode nas classes da velha Sevilha” (trecho sobre a Copa de 1982 e o jogo Brasil x URSS, na Espanha).

Num domingo luminoso de verão, em jogo feio e amarrado diante de um público indiferente, a Alemanha ganha da Argentina com um gol de pênalti, porém não há festa nem alegria nas ruas, e nem mais nada a ser lembrado desta Copa que tinha tudo para ser a melhor, mas foi a pior dos últimos vinte anos” (trecho sobre a Copa de 1990 na Itália)

Contendo 215 páginas, “Resenha Esportiva” pode ser encontrado em livrarias e sites por um preço médio de R$ 25,00.

Igor Serrano

[1] Disponível em: https://globoplay.globo.com/v/2238954/. Acesso em abril/2018.

“Eu, Mourinho e Benfica”

Treinador icônico a ponto de provocar reações extremas (ame ou odeie), o português José Mourinho (o Special One) ganhou notoriedade mundial ao conquistar a Liga dos Campeões (2003/04) no comando do FC Porto. Mas o que pouca gente lembra é que antes disso, em 2000, Mourinho teve uma rápida passagem (apenas 11 jogos) pelo rival Benfica, onde teve como auxiliar o brasileiro (Carlos) Mozer.

Mourinho substituiu o atual treinador do Bayern de Munique, Jupp Heynckes, no comando dos Encarnados. Estreou com derrota para o Boavista do Porto (1×0, em 23/09/2000), chegou a obter vitória por 3×0 no clássico da capital, contra o Sporting, mas com a mudança da diretoria após eleições, finalizou sua curta trajetória no clube lisboeta. De lá seguiu para o União de Leiria, onde permaneceu até o início de 2002 quando rumou ao FC Porto, para fazer história.

Em 2010, o ex-Diretor de Comunicação do Benfica, João Malheiro, resolveu contar os bastidores daquela passagem meteórica do Special One pela Luz. Pela Editora Quidnovi surgiu “Eu, Mourinho e Benfica”:

Por que é que o José Mourinho saiu do Benfica?” ou “por que é que, meses depois, o José Mourinho não voltou ao Benfica?”. Quanto vale a história, quanto valem as histórias? O preço do interesse da gente anónima na coisa, o preço do interesse da gente versada na coisa, sempre o preço do interesse público na coisa. Benfica e Mourinho são duas realidades incontornáveis na sociedade portuguesa e não apenas para os que embrulham a bola no pacote maior dos sentimentos. Benfica e Mourinho dão transporte ao impulso, exercitam as cavaqueiras da gente, as polémicas da gente, as certezas da gente. Benfica e Mourinho rompem as fronteiras do convencional, do banal, do trivial. Benfica e Mourinho são fenómenos transversais. Interessam a toda a gente, à gente da bola e à gente sem bola” – declarou o autor.

Com 140 páginas, “Eu, Mourinho e Benfica” pode ser encontrado em livrarias e sites portugueses por um preço médio de 5 euros.

Igor Serrano