Ricciardo aceita proposta da Renault para 2019

Ricciardo aceita proposta da Renault para 2019

Piloto australiano anuncia saída da equipe Red Bull após cinco anos

 

O australiano Daniel Ricciardo anunciou na última sexta-feira a saída da equipe Red Bull e a mudança para o time francês da Renault. A decisão que passa a valer para o ano de 2019 surpreendeu a todos no cenário da Fórmula 1. A notícia pegou de surpresa tanto os fãs do piloto como também a imprensa que acompanha os movimentos da categoria. O competidor começou pela pequena HRT em 2011, passou dois anos no time B da empresa de energéticos, a Toro Rosso, e depois obteve as sete vitórias da carreira no time principal comandado por Christian Horner.

Ricciardo já estava ambientado na Red Bull assumindo a posição de Sebastian Vettel que até 2014 era o piloto número um da escuderia. Isto aconteceu mesmo com o destaque do impetuoso Max Verstappen. O sorridente competidor, que costuma comemorar bebendo champanhe dentro da sapatilha durante as cerimônias no pódio, teve o seu nome ligado a possíveis mudanças para a Ferrari e até mesmo para a Mercedes no decorrer deste ano. Dizia-se, inclusive, que ele tinha um pré-contrato acertado com os italianos. Mas as negociações esfriaram e a renovação com a RBR era questão de tempo. Diante deste cenário, Daniel aceitou aquele que será o maior desafio de sua carreira: liderar um time de fábrica e que deseja voltar a disputar títulos. Que responsabilidade!

Já a vaga a ser preenchida na Renault será de Carlos Sainz, o espanhol que chegou na equipe durante o fim da temporada passada. Com a saída de Ricciardo, o provável novo destino do compatriota de Fernando Alonso deve ser a McLaren, conforme informação destacada pelo site GloboEsporte.com. Após a propagação da notícia de Ricciardo na Renault, muitas foram as críticas dos apaixonados pela categoria. Vale lembrar que Daniel completou 29 anos no último dia primeiro de julho e tem demonstrado muita maturidade. Ele vem conquistando resultados marcantes como as vitórias na China e em Mônaco neste ano. Diante da opção da Red Bull em usar os motores Honda no próximo ano e a dúvida sobre isto dar certo ou não, Ricciardo decidiu mudar de ares e aceitar um novo rumo.

A vida não será nada fácil para ele. Em um novo ambiente, o piloto enfrentará as dificuldades naturais de uma mudança. O natural e imaginado tempo de adaptação. Mas durante a história da F-1 muitas vezes os pilotos superaram adversidades e conseguiram resultados excepcionais mesmo em fase de adaptação. Ricciardo pode até não colher os bons frutos logo de cara, mas tem tudo para causar as melhores impressões. Ele terá ao lado o também experiente alemão Nico Hulkenberg, competidor que nunca subiu ao pódio na categoria. Portanto a responsabilidade maior de resultados, claro, ficará nas costas de Daniel Ricciardo. Para a vaga de Ricciardo várias especulações tomam conta dos jornais e sites de internet. Uma das mais comentadas parece ser a de Pierre Gasly, francês que já acumula uma certa rodagem pela Toro Rosso e poderia, portanto, ser promovido. A dança das cadeiras segue imprevisível e emocionante durante as férias de verão na Fórmula 1! Um grande abraço e até a próxima semana!

Por James Azevedo.




Hamilton tem atuação de gala na Hungria

Hamilton tem atuação de gala na Hungria

Lewis vence pela sexta vez em Hungaroring

O piloto inglês Lewis Hamilton venceu o GP da Hungria neste domingo e ampliou a vantagem para o segundo colocado na tabela de pontos do campeonato 2018. No pódio, ao lado dele, os dois pilotos da Ferrari: Sebastian Vettel foi o segundo e Kimi Raikkonen terminou na terceira colocação. Com o resultado, agora, a diferença entre os dois postulantes ao título ficou em 24 pontos.

– Os treinos

Hamilton conseguiu a pole position no sábado com uma volta voadora. Mais uma vez com puro talento, perícia e muita técnica, o inglês deu um verdadeiro show! Já a Ferrari não rendeu o esperado com os seus dois pilotos. Quem também ficou devendo foi a equipe Red Bull. Daniel Ricciardo foi atrapalhado por uma paralisação na pista e Max Verstappen não conseguiu fazer o bólido mostrar aquilo que se esperava para a briga pelas primeiras posições.

– A disputa pelo título

Para a prova a pista ficou completamente seca diferentemente do período final dos treinamentos. A tendência seria que tivéssemos um rendimento melhor dos carros da Ferrari mesmo com eles largando atrás das Mercedes. No entanto não foi o que aconteceu. A etapa, marcada pelo forte calor e pelas estratégias de paradas entre as principais equipes, apresentou um Hamilton tranquilo largando na ponta, fazendo um pit stop na volta 26 para colocar os pneus macios e levando o carro sem problemas até o fim. Sebastian Vettel, por sua vez, resolveu parar apenas no giro número 40 e não abriu vantagem suficiente para retornar na ponta. A equipe fez um pit stop lento e o piloto acabou perdendo espaço também para Valtteri Bottas. Já Hamilton, mesmo com pneus mais desgastados e com maior número de voltas no traçado, conseguiu administrar os compostos da Pirelli e segurou a liderança até a bandeirada. Mérito para o piloto inglês. É preciso destacar a qualidade e a eficiência de Lewis. Ele não tomou conhecimento dos adversários e demonstrou maturidade para guiar o carro dentro das limitações circunstanciais. Soube ser cerebral quando precisou e agressivo em outros momentos. Um piloto completo que busca o sonhado quinto título da temporada. Se Hamilton teve pista livre durante toda a prova, Sebastian Vettel passou muitas voltas atrás de Bottas. Sinal do quanto é difícil avançar no circuito húngaro e o quanto a atual aerodinâmica do carro dificulta as manobras mais arrojadas. No fim das contas e após as paradas de box o segundo piloto da Mercedes, que também sofreu com os pneus, não teve como escapar do ataque de Vettel. O alemão da Ferrari realizou linda manobra por fora na curva 2 e retardou a freada passando com autoridade pelo adversário, apesar do desespero de Bottas. Ele passou reto e acertou o alemão. Ainda assim o toque na traseira do carro italiano não foi o suficiente para comprometer a corrida de ambos que seguiram até o fim. Sebastian fez o possível após o infeliz abandono no GP da Alemanha e conquistou pontos importantes para o time. A próxima disputa será daqui a um mês em Spa, na Bélgica.

– Destaque positivo

A prova de Daniel Ricciardo foi excepcional. O australiano largou em décimo segundo no grid e fez uma prova de recuperação incrível. Ultrapassou os adversários um a um no melhor estilo “faca entre os dentes”. Ricciardo pilotou de forma agressiva para chegar na quarta posição e foi eleito pelos fãs como o competidor do dia. De quebra ainda assegurou a melhor volta do evento. Ricciardo demonstra o quanto evoluiu como profissional. Demonstrou equilíbrio e soube administrar ímpeto com segurança.

– Destaque negativo

Por outro lado, o finlandês Valtteri Bottas, apesar do excelente trabalho de escudeiro ao segurar os carros da Ferrari para ajudar Hamilton, perdeu completamente a cabeça no fim de prova e se envolveu em dois acidentes. Primeiro ao insistir na tomada da curva por dentro, lado a lado com Vettel, quando já não dava mais para manter o carro naquele ponto. Passou reto e bateu no alemão. Seguiu em frente mesmo com uma parte do carro danificada. Depois, como se já não bastasse a primeira lambança, Bottas jogou a direção em cima de Daniel Ricciardo na freada da curva 1. Resultado: foi punido com o acréscimo de 10 segundos no tempo de prova. Apesar das duas encrencas, o finlandês manteve o quinto posto na classificação. Para piorar, depois da prova, Valtteri reclamou das declarações do chefe de equipe, Toto Wolff, que o classificou como um “sensacional escudeiro”. O segundo competidor da Mercedes demonstrou insatisfação e disse ter ficado “machucado” com a declaração do homem forte do time. É compreensível que, caso a diferença de pontos entre ele e Hamilton seja grande e desfavorável, o finlandês precisará ajudar o companheiro na conquista da taça de campeão. O time agradece. Normal.

Por James Azevedo.

Vitória épica na Alemanha

Vitória épica na Alemanha

Piloto da Mercedes sai em décimo quarto, vence e assume a liderança

O inglês Lewis Hamilton conquistou de forma sensacional neste domingo o GP da Alemanha de Fórmula 1 disputado em Hockenheim. A vitória veio depois de uma largada incrível. Hamilton saiu no meio do pelotão graças a um problema hidráulico durante os treinos de classificação no sábado e logo nas primeiras voltas já brigava pela liderança. Além de uma performance perfeita, Lewis contou com o abandono do seu principal adversário. Vettel errou e saiu sozinho da pista no momento em que choveu no circuito. Agora Hamilton assume a ponta na tabela do mundial de pilotos com 17 pontos de vantagem sobre o segundo colocado.

A bordo da outra Mercedes, Valtteri Bottas chegou na segunda colocação, enquanto Kimi Raikkonen salvou a honra da Ferrari terminando a prova em terceiro lugar. Bottas recebeu uma ordem da equipe alemã para não ultrapassar Hamilton no fim, o que já era esperado e comum diante da disputa pelo título. Se a maioria dos competidores contou com vários pit stops durante a prova, o grande vencedor precisou apenas de um. Competência da equipe na estratégia e claro, puro talento do próprio competidor ao volante do carro de número #44. Vale lembrar ainda que Lewis Hamilton permaneceu com os pneus para pista seca no traçado molhado na parte final da disputa.

Vettel, por sua vez, largou da pole position e mesmo com a torcida local festejando e lotando as dependências do tradicional autódromo, não conseguiu manter o carro no circuito. Os pneus de pista seca não mantiveram a direção do carro em uma das curvas na entrada do trecho chamado de “Estádio” e Vettel passou reto. Resultado: o bico do carro bateu na barreira de proteção e obrigou o piloto a abandonar a prova. Já Raikkonen precisou abrir para o principal piloto da Ferrari passar e disputar as primeiras posições, fato este que acabou não dando nenhum resultado favorável ao alemão.

Raikkonen desconversou sobre ordens internas, assim como as que aconteceram também na Mercedes. O curioso é que os dois momentos aconteceram (que coincidência) em um circuito que já foi palco de outra situação semelhante: a famosa troca de posições entre Alonso e Massa na temporada 2010. Haja polêmica! O que é indiscutível desta vez são as posições dos pilotos envolvidos na disputa pelo caneco. São poucos pontos de diferença e de certa forma justifica-se a atitude em função da briga pelo título. O fato é que o alemão Vettel jogou fora pontos importantes que podem fazer falta até o fim do campeonato. Agora é trabalhar e torcer por melhor sorte na sequência para não perder ainda mais terreno. Dá para dizer que a Ferrari ainda tem demonstrado ter o carro mais confiável e de melhor rendimento. Ao falarmos sobre Hamilton, mais uma vez, é sempre importante destacar o quanto ele ficou desapontado no sábado depois do problema que teve no bólido. O inglês até se ajoelhou ao lado do carro após a quebra do equipamento na pista. No entanto, no domingo, mesmo largando bem atrás, Hamilton não desistiu. Ele partiu para cima dos outros pilotos na pista, ultrapassou um a um e fez a diferença o tempo todo. Coma pista seca ou molhada. Não importa. Foi muito rápido e perspicaz. Não tomou conhecimento das dificuldades e largou focado na vitória. Alcançou um resultado pouco provável até o início da prova e mostrou com méritos do que é feito um grande campeão. O próximo desafio acontece já na semana que vem na Hungria, circuito muito travado. Mais ainda do que Hockenheim. Um grande abraço e até lá!

Por James Azevedo.