Proteção de segurança divide opiniões na F-1

Para a temporada de 2018 que se inicia em março com o GP da Austrália a Fórmula 1 promete mais um período de mudanças e novidades que vão chamar a atenção do torcedor e fã da categoria. E um dos principais temas de discussão inclusive também entre os pilotos é a confirmação do “halo”, uma proteção de cabeça que envolve a cabeça do piloto no cockpit do carro.

O material chegou a ser feito primeiro em aço e depois titânio, sendo colocado nos carros para evitar que peças ou até um pneu voando, por exemplo, possa cair sobre o competidor e causar ferimentos mais graves e até fatais conforme já aconteceu no automobilismo. As batidas de Felipe Massa na Hungria em 2009 e a de Henry Surtees na Fórmula 2 no mesmo período fizeram a Federação Internacional de Automobilismo pensar em formas de trazer mais segurança aos esportistas que participam das corridas ao redor do mundo. Massa sofreu uma grave lesão na cabeça mas pôde se recuperar e voltar a disputar curvas e freadas. No caso de Surtees, filho de campeão mundial da F-1, infelizmente ele perdeu a vida logo após o acidente naquela ocasião.

Nos últimos tempos a categoria principal do esporte a motor vinha aproveitando principalmente os treinos livres durante as corridas para testar o artifício em diversos carros e equipes. E o item dividiu muitas opiniões. Durante o período outros tipos foram experimentados também, como o “aeroscreen”, mas nenhum deles deu certo. Inclusive na Inglaterra neste ano o Sebastian Vettel conseguiu dar apenas uma volta com um outro formado conhecido como “shield” nos treinos. O tetracampeão voltou aos boxes se sentindo tonto e incapaz de guiar o bólido já que o material que envolvia a parte da frente no habitáculo do piloto era muito próximo do ponto de visão e distorcia as formas das coisas a serem vistas. Não muito depois disso a FIA bateu o martelo e decidiu mesmo pelo “halo” como proteção oficial para 2018. A Fórmula 2 utilizará o detalhe a mais nos carros também já na próxima temporada enquanto a Fórmula Indy deve seguir a mesma linha daqui a algum tempo. Deve se tornar uma tendência e uma coisa na qual deveremos tentar nos acostumar, mas o próprio Lewis Hamilton (atual campeão – por exemplo) disse que o GP de Abu Dhabi de 2017 foi o último de carros realmente bonitos no certame.

Na minha opinião o automobilismo de rodas abertas (o chamado “open wheel”) é o de mais risco entre todos, e isso faz parte dos perigos de um esporte desafiante e em alta velocidade. Não dá para eliminar 100% as formas de um competidor poder sofrer algum tipo de problema com as pancadas que naturalmente fazem parte do espetáculo. Igual os riscos no boxe, uma atividade de alto impacto, literalmente! A ação é louvável de proteger melhor os pilotos? Sim, de fato. Mas o dispositivo “halo”, digamos assim, é extremamente feio e vai piorar demais a estética dos carros na categoria e justamente em um período que a F-1 vai tentando se reinventar e chamar a atenção do público. Acho um “tiro no pé” colocarem isso já para a abertura da temporada e acredito também que o uso possa não durar o ano todo em 2018. Outro detalhe é que em uma capotagem pode dificultar e muito a saída de dentro do carro.

É esperar para ver. Sou da época em que se tinha a preocupação por parte dos projetistas e da maior parte da categoria que os carros fossem atraentes visualmente, ao menos o máximo quanto fosse possível, desde que claro as máquinas fossem rápidas e vencedoras, isso nunca pode ser deixado de lado totalmente. Com tanto dinheiro investido na Fórmula 1 acho que dá para mesclar tudo em uma maneira interessante.
Por James Azevedo

Uma nova imagem para a Fórmula 1

A Fórmula 1 apresentou um novo logotipo para representar a categoria logo após o final da última etapa da temporada 2017, em Abu Dhabi, na última semana. Depois de longos 23 anos com uma identidade que se tornou icônica e marcante, sempre aclamada pelos fãs, a nova detentora dos direitos, a Liberty Media, viu que era o momento de uma mudança importante. Vale lembrar que para 2018 mais novidades e surpresas devem aparecer.

Bastou que a cerimônia do pódio com o vencedor Valtteri Bottas, da Mercedes, se encerrasse, para que o novo desenho fosse apresentado e aparecesse nas telas em LED para os torcedores e a imprensa de todo mundo. O design que foi assumido dividiu opiniões e foi de encontro com as especulações que já vinham tomado parte da mídia algumas semanas antes. Um estilo até um tanto simples, mas ao mesmo tempo moderno e em uma linha que vem sendo direcionada pelas empresas no atual momento do século XXI. Tanto a letra “F” como o número “1” estão unidos e foram colocados com a cor vermelha, o que fez até alguns aficionados falarem que isso poderia fazer lembrar a grande escuderia Ferrari na categoria.

Os homens que agora comandam o campeonato justificaram que o novo logo facilitará o uso em eventos e até mesmo para as equipes. Acredito que era preciso, de fato, uma mudança nesse aspecto também, o do desenho que representa a maior categoria da velocidade no mundo. Pode, a princípio, não ser tão marcante como o anterior, mas era chegada a hora de se adaptar e mostrar uma “nova cara”. Palavras em inglês como “slim” (fino) e “clean” (limpo) vem se tornando comuns.  A maioria dos pilotos, como por exemplo Hamilton e Vettel (os então postulantes ao título de 2017) também reclamaram bastante. Porém eu acho que é uma questão de costume. Aprovei a mudança e vamos conferir durante a pré-temporada e início de 2018 como ela pode ser melhor usada por todos aqueles envolvidos com o esporte.

A marca anterior demonstrava justamente a velocidade dos carros na Fórmula 1 e por vezes “enganava” os mais desavisados e desacostumados. Muitos achavam que o número um estava justamente na parte direita do desenho enquanto na realidade estava justamente no meio das partes mostradas ao grande público. É um novo direcionamento de marketing e nós, fãs do esporte, torcemos para que os cartolas e novos donos da categoria possam também revolucionar para melhor o regulamento técnico e as disputas na pista. Com todos esses detalhes caminhando juntos aí sim a expectativa de melhores dias para as corridas pode se tornar realidade durante os próximos anos. É aguardar para ver. Um grande abraço, galera, e até a próxima!
 
Por James Azevedo

O fim de uma era na Fórmula 1

Fim de papo e fim de festa para a maior das categorias do esporte a motor neste ano: Está encerrada a temporada 2017 da Fórmula 1 após a costumeira agitação da etapa derradeira em Abu Dhabi. O finlandês Valtteri Bottas, da Mercedes, aproveitou a chance e partiu da pole position para mais uma vitória na carreira, a terceira, durante a corrida no cair da noite em Yas Marina, nos Emirados Árabes.

O companheiro de equipe e tetracampeão mundial, Lewis Hamilton, chegou até a ameaçar em determinado momento da corrida na metade da disputa. Porém um erro e uma pequena saída de pista talvez fizeram o inglês e a equipe reconsiderarem esse ataque na busca pela primeira posição e o piloto se contentou com o segundo lugar. Um também conformado Sebastian Vettel chegou na terceira colocação, só que muito atrás dos primeiros colocados na diferença ao final da corrida.

De fato a Ferrari já pensa em 2018 há algum tempo após os rivais assegurarem a atual taça. E Felipe Massa fez uma despedida do certame de forma muito digna com o décimo posto no final. Chegou na posição que largou e inclusive chegou a perde-la para Alonso em alguns momentos, mas conseguiu recuperar a tempo de fazer o que dava com um carro pouco competitivo como a Williams. A emoção foi grande mais uma vez dentro do cockpit e nos “zerinhos” feitos na pista durante a volta para levar o carro de volta aos boxes!

–  O finlandês Bottas foi contratado para a vaga de Rosberg na toda poderosa Mercedes e apesar de altos e baixos durante o ano de 2017 conseguiu se recuperar a tempo para voltar a correr em um ritmo mais próximo de Hamilton e justificar a posição na qual foi contratado. Colocou a cabeça no lugar e voltou a ser rápido já que um carro competitivo não falta a ele. Que em 2018 ele seja mais um na briga pelo caneco!

Massa sai por cima: Apesar de o brasileiro ter amargado apenas lutas pelas posições no setor intermediário do grid na maior parte de 2017, a regularidade foi fundamental para terminar em décimo primeiro na tabela, com 43 pontos, apenas três a mais que o jovem e novato companheiro de equipe Lance Stroll. Aos 36 anos e após um ano a mais e que estava fora das expectativas de disputa, acho que é o momento correto de parar e evitar um maior declínio da carreira. Apesar de tudo Massa teve momentos memoráveis e que muitos dos pilotos na história da F1 não tiveram.

Despedidas: além da última corrida de Massa na categoria, foi a última corrida do motor Honda na McLaren. A parceria nunca deu certo em três anos de união e o casamento foi encerrado de forma prematura. Para 2018 chega a Renault, que nunca havia equipado o time. Desde já o Fernando Alonso mostra-se confiante que pode lutar novamente pelo título na carreira. Deve melhorar, mas… menos, Alonso, menos! Vamos conferir o que a equipe inglesa pode fazer…

E foi a última corrida de cockpit aberto na Fórmula 1: ano que vem teremos o polêmico halo como proteção de cabeça no habitáculo dos pilotos. Elogiado pela segurança, criticado quase sempre pela estética. A maioria dos fãs e torcedores não gostou da mudança que vai deixar os carros bem feios em 2018. Será se ela permanecerá após as primeiras corridas? Respostas que veremos no ano que vem. Um grande abraço, amigos, e até a próxima!
Por James Azevedo.