Novos horizontes ou velhos problemas?

Novos horizontes ou velhos problemas?

Red Bull troca o motor Renault pelo Honda em busca de mudanças

A equipe Red Bull anunciou no mês passado que finalmente vai trocar os motores franceses da Renault pelos japoneses da Honda. A mudança entra em vigor a partir da temporada de 2019 e chega repleta de expectativas. Se o casamento entre a escuderia e o fabricante europeu se encerrou após 12 anos de parceria e quatro títulos, tanto de pilotos quanto de construtores, inicia-se uma nova história a partir de janeiro. Ainda com a antiga parceria, o piloto Sebastian Vettel (hoje na Ferrari) foi o responsável por guiar os bólidos nas principais conquistas durante este período. No entanto, a partir de 2014, com o novo regulamento de motores híbridos estabelecido na categoria, a Renault perdeu a mão. Os franceses custaram a produzir motores com melhor rendimento e menos quebras. Ainda que Ricciardo e Verstappen (os novos pilotos) conseguissem novas vitórias a relação da equipe com a construtora ficou desgastado com a demora.

É importante salientar que a Red de Dietrich Mateschitz foi criado em 2005 quando a empresa de energéticos austríaca resolveu comprar a Jaguar. A Red Bull, durante o primeiro ano, correu com os fracos motores da Cosworth e não conseguiu se destacar no cenário. No ano seguinte, porém, a equipe mudou para o motor Ferrari e em seguida, no ano de 2007, já equipou-se os carros com os propulsores criados na França. A partir daí, com todo o sucesso alcançado com as vitórias e os títulos mundiais, a RedBull tornou-se uma das equipes de maior orçamento do grid. Agora, visando voos mais altos, a relação com a Honda, além do retorno financeiro, pode colocar o time em um patamar ainda mais alto no universo da F1.

Seguindo o fluxo, a McLaren entrou em acordo com a Honda e rompeu o contrato com a montadora. A título de curiosidade, vale lembrar que a própria Honda passou como equipe pela primeira vez nos anos 1960 e conseguiu vitórias importantes com Richie Ginther e John Surtees. Depois deste período, os japoneses voltaram a fornecer motores nos anos 80. O retorno foi tímido, mas com o tempo passaram a dominar as pistas com as McLaren de Alain Prost e Ayrton Senna. Passaram os anos 90 fornecendo motores por meio de uma empresa subsidiária. Voltaram a ter uma equipe própria entre 2006 e 2008, mas novamente não vingou, apesar da vitória de Jenson Button na Hungria em 2006. O desafio agora para a Honda junto com a Red Bull é voltar a vencer um campeonato (o que não acontece desde 2013). Será?

Não faltará apoio. Para se ter uma ideia, a dificuldade de relacionamento que existiu dentro da Mclaren com os engenheiros da Honda não acontecerá na Red Bull. O ambiente é muito mais acolhedor e descontraído. O que leva a crer que a troca seja tranquila e a motivação aumente cada vez mais. Com tempo para desenvolver o conjunto carro-chassi e a presença do projetista Adrian Newey, conhecido como o mago das pranchetas, tudo indica que a parceria trará excelentes resultados em um futuro não muito distante. Embora a categoria prometa um novo regulamento de motores a partir do ano 2021 e demora da Honda em algumas ocasiões para encontrar o rendimento ideal do carro, a expectativa é a de que tudo possa funcionar melhor a partir de 2019. É o que tanto esperam: Max Verstappen e Daniel Ricciardo. Um grande abraço e até a próxima semana!

Por James Azevedo.

Vettel vence na Inglaterra

Vettel vence na Inglaterra

Piloto chega a 51 vitórias na F1 e se iguala a Alain Prost

Sebastian Vettel, da Ferrari, conseguiu uma impressionante e sensacional vitória neste domingo. Vettel venceu o GP da Inglaterra depois de sair da segunda colocação e ultrapassar o carro prateado de Valtteri Bottas no fim da corrida. Já Lewis Hamilton chegou em segundo após ter sido tocado por Raikkonen ainda na primeira volta. Vale lembrar que o piloto inglês, diante dos seus empolgados torcedores, largou na pole position, mas partiu muito mal e perdeu terreno para os adversários. A prova teve duas entradas do carro de segurança que ajudaram a Scuderia Italiana na estratégia montada. O alemão tetracampeão chegou ao fim da etapa com pneus novos e do composto mais macio, o que deu a ele um desempenho superior. Enquanto isto, os adversários diretos seguiram na pista com os pneus médios e mais desgastados.

Sobre a prova de Vettel, o alemão guiou firme e com consistência. Próximo ao encerramento do GP, após os períodos de bandeira amarela, a estratégia de pits da Ferrari o colocou novamente na briga pela vitória. Com Bottas sem pneus o alemão surpreendeu o piloto da Mercedes no fim da reta oposta em uma das ultrapassagens mais bonitas dos últimos anos. Vettel colocou o carro por dentro, freou no limite e não deixou escapar para a linha de fora no traçado. No momento em que Valtteri percebeu, Sebastian já havia ultrapassado e assim seguiu abrindo bastante na liderança! Manobra de campeão de Vettel. Ele se redimiu do erro na largada durante o GP da França. Vettel volta a liderar na tabela de pontos com um mísero ponto de vantagem para Hamilton, 146 a 145.

O cenário da disputa começou a ser desenhado de forma decisiva ainda no início da prova. Vettel assumiu a ponta muito bem e sem problemas, enquanto Hamilton largou mal e ainda foi empurrado para fora da pista pelo outro competidor da Ferrari. Lewis precisou fazer uma corrida de recuperação completa guiando no limite. E foi bem-sucedido. Escalou rapidamente o pelotão e fez o melhor resultado possível diante das circunstâncias. O fato de não se posicionar para a entrevista oficial antes do pódio é compreensível, afinal mesmo que seja multado por isto, é melhor evitar falar de cabeça quente. Atitude que demonstra o amadurecimento de Hamilton.

Raikkonen também foi agressivo e atuante durante a prova. Após tomar incríveis 10 segundos de punição (Vettel tomou apenas 5 pelo erro no GP da França) por tocar em Hamilton na largada, o finlandês ainda conseguiu o terceiro posto no pódio. Kimi ultrapassou Verstappen e Bottas com audácia e segurança e deu provas de que ainda merece mais um ano de contrato com a Ferrari para 2019. Ao que parece ele acordou para a temporada e embora possa ser tarde para isto a atitude dele dentro da pista vem sendo diferente do que os fãs estão acostumados nos últimos tempos.

A briga pelo título segue intensa em 2018. Ferrari e Mercedes ainda buscam soluções, mas evoluíram ao máximo do que podem nos aspectos de aerodinâmica no chassi e confiabilidade junto as unidades de potência. Atualmente tanto o time inglês quanto o italiano jogam, claro, nos erros dos adversários e aquele que souber aproveitar melhor será o grande campeão do ano. Tanto Vettel como Hamilton são tetracampeões, brigam pela quinta taça e sonham em igualar o feito do mito, Juan Manuel Fangio. A próxima etapa acontece no circuito de Hockenheim, na Alemanha, no dia 22 de julho. Um grande abraço, galera, e excelente semana a todos!

Por James Azevedo.

Verstappen surpreende na Áustria

Verstappen surpreende na Áustria

Piloto levou ao delírio os torcedores nas arquibancadas

O holandês Max Verstappen, da Red Bull, venceu com categoria o GP da Áustria neste domingo. A conquista foi a quarta do jovem piloto na F1, sendo que o último triunfo havia acontecido na prova do México no fim da temporada passada. Seguindo o pódio, Kimi Raikkonen, da Ferrari, foi o segundo colocado e Sebastian Vettel, o companheiro de equipe, fechou as três primeiras posições. A grande surpresa do dia foram os abandonos de Valtteri Bottas e Lewis Hamilton. Desta vez os problemas mecânicos nos carros da Mercedes foram os vilões da história. Fato raro na categoria. Quem diria! A etapa mexeu no campeonato e recolocou o alemão da Ferrari no topo da tabela. Agora a diferença dele para Hamilton é de apenas um ponto. Cada um deles têm três vitórias no ano.

Fora o pódio, Max, que largou na quarta colocação, partiu para uma corrida segura (finalmente). Ele calou a opinião dos críticos, principalmente depois dos problemas apresentados na temporada 2018. Max permaneceu por mais de 50 voltas com o mesmo jogo de pneus e ainda que os compostos tenham ficado em frangalhos segurou a onda sem perder o controle do carro. Verstappen conseguiu dar a volta por cima e venceu na terra natal do time, na Áustria. Dietrich Mateschitz, dono de equipe, não conseguia conter a alegria! E não é para menos! O resultado mostrou que a Red Bull ainda tem lenha para queimar na sequência de disputa.

Já Bottas, a exemplo do que aconteceu neste mesmo traçado no ano passado, fez uma volta voadora no sábado e garantiu o primeiro posto com Lewis Hamilton logo atrás. Ambos superaram com tranquilidade os rivais da Ferrari na disputa. A nova especificação de motor que vem garantindo um melhor desempenho não funcionou desta vez. Hamilton ainda sofreu com o rendimento dos pneus. Ele perdeu a liderança, nos boxes, depois de se manter à frente desde a primeira curva quando conseguiu passar o companheiro de equipe Bottas. Lewis poderia ter parado durante o Safety Car Virtual, mas a Mercedes resolveu deixar o campeão na pista. O piloto do carro número 44 ainda faria um segundo pit stop, mas abandonaria voltas depois com um problema de pressão de combustível.

O dia também não foi de Daniel Ricciardo, o outro piloto da Red Bull. Completando 29 anos de idade e faltando 17 voltas para o fim da prova, Ricciardo ganhou de presente um problema e consequentemente um abandono próximo à curva 1. Caiu por terra a possibilidade de dobradinha com Verstappen no pódio. Com tantas modificações nas primeiras posições e os abandonos inesperados foram os carros da Haas que aproveitaram o momento! Eles assumiram os lugares e pontuaram bem. Até que enfim! Romain Grosjean foi o quarto colocado e Kevin Magnussen o quinto. Um alento depois de vários problemas técnicos principalmente no início da temporada. Na ocasião eles abandonaram uma prova importante na Austrália por má fixação do pneu traseiro em ambos os carros. Na sexta e sétima colocações chegaram: Sérgio Perez e Esteban Ocon com a equipe Force India respectivamente. A próxima corrida acontece já no fim de semana que vem com o GP da Inglaterra no tradicional circuito de Silverstone. A Mercedes promete virar o jogo contra a Ferrari.

TOPSHOT – The flagman waves the chequered flag as Red Bull’s Dutch driver Max Verstappen crosses the finish of the Austrian Formula One Grand Prix in Spielberg, central Austria, on July 1, 2018. (Photo by Srdjan SUKI / POOL / AFP) (Photo credit should read SRDJAN SUKI/AFP/Getty Images)

Volante de ouro da corrida: o destaque desta vez vai para o espanhol Fernando Alonso com a McLaren! Ele partiu da última colocação e ainda precisou alinhar o carro nos boxes após a equipe mexer no bólido. Alonso conseguiu o oitavo lugar, dentro da zona de pontuação. Tudo graças a grande experiência, sorte e claro, competência.

Pneu furado da corrida: Valtteri Bottas da Mercedes – Apesar do abandono não ter sido culpa dele, inclusive com o carro preso em segunda marcha, o finlandês largou mal. O mal começo logo fez com que ele perdesse a posição para o companheiro de equipe, Lewis Hamilton. Bottas continua demonstrando menos regularidade do que no ano passado.

Por James Azevedo.