Tudo azul na Copa do Brasil

Aeroporto lotado, mas é tempo de Cruzeiro

O Clube de Regatas do Flamengo alcançou um feito inédito na final da Copa Do Brasil. O Mengão conseguiu morrer na praia em Minas Gerais. Parece mágica, mas é verídico. Após o empate sem gols no segundo jogo da decisão contra o Cruzeiro, a equipe da Gávea foi confiante para a disputa de pênaltis. Poderia ser a redenção de Alex Muralha. Não foi dessa vez, pois o goleiro rubro-negro resolveu se politizar e tratou de adotar a direita como solução para os problemas. Mais extremado que muitos líderes políticos, o arqueiro simplesmente ignorou a esquerda e o gol ficou aberto para os mineiros conquistarem o título.

A coluna do Praça não adota posição política, pois se trata de um espaço neutro para comentar o futebol. Contudo, a final da Copa do Brasil de 2017 teve alguns pormenores que devem ser pontuados. Além da politização de Muralha, o jogo também envolveu aspectos econômicos. O Flamengo gasta muitos milhões para montar uma equipe competitiva e acredita que o sonho seja Real. Entretanto, a cédula vigente no país perdeu espaço e o Cruzeiro, moeda antiga, voltou a ganhar força na quarta decisiva. O leitor pode pensar que algumas piadas já saíram de moda. Estão batidas. Opa! Se estão batidas, uma coisa é certa: o goleiro do Flamengo não pegou.

No campo, o Cruzeiro começou mal e o Mengão parecia querer fazer o gol no início. Após um certo domínio rubro-negro, o time da casa colocou a bola no chão e equilibrou as ações. Depois do intervalo, o time azul voltou melhor, mas não assustou os visitantes. Jogo tenso e sem definição até o último segundo. Pouco antes do apito final, Guerrero fez grande jogada e finalizou de canhota, mas Fábio, bem posicionado, fez ótima defesa. Não havia tempo para mais nada e a competição seria decidida nos pênaltis. Foi então que a noite mudou e a emoção passou a tomar conta. Milhões de pessoas torcendo, vibrando e secando.

Flamenguistas passaram a ter a companhia de atleticanos. Botafoguenses, Vascaínos e tricolores pintaram o coração de azul. É justamente por isso que o futebol tem graça e o “secador” é parte integrante do esporte. A noite da decisão deve ter tido alto índice de consumo de energia no país. O esporte bretão é tão poderoso que te leva a pensar se a privatização das empresas de energia é boa ou ruim. O Brasil parou para observar os minutos mais importantes da semana esportiva. Milhões gostaram do que viram e outros milhões foram dormir tristes. Tiririca, político consagrado, indagaria e em seguida ironizaria os que foram para cama sorumbáticos. Exprimiria o nobre deputado: “Tá triste? Fica triste não!”

O fato é que o Cruzeiro não teve pena e foi marcando todos os gols. O Flamengo também começara bem as cobranças. Contudo, o camisa 35 da Gávea e contratação de maior impacto em 2016, Diego, não conseguiu ludibriar Fábio e o goleiro cruzeirense fez linda defesa para dar vantagem ao time de Mano Menezes. Coube a Thiago Neves bater o último pênalti da disputa e atualmente o Thiago “Never” desperdiça. O torcedor repousa, pois é gol da raposa. O clube é cinco vezes campeão da Copa do Brasil e deixa uma mensagem patriótica bem clara: “Discordando ou concordando a respeito de política, a imagem do Cruzeiro resplandece!”

Parabéns, campeão!

Um abraço!

Twitter: @FabianoBandeira