O amadorismo custa caro

O amadorismo custa caro

Tem clube vendendo o almoço para comprar a janta

A diretoria do Botafogo causou revolta na torcida ao anunciar que debateria um novo adiantamento de cotas da TV que detém os direitos de transmissão do Campeonato Brasileiro. Os torcedores exigiram explicações e anunciaram um protesto.

A prática fora adotada diversas vezes por gestões anteriores e em outros clubes do país. A conta é simples: os dirigentes não conseguem gerar dinheiro novo, antecipam o que tem a receber e deixam a próxima gestão endividada.

O amadorismo é determinante nesses momentos. Pessoas sem capacidade são ineficazes na hora de conseguir contratos vantajosos com patrocinadores, negociar com outros clubes e precificar corretamente os jogadores oriundos das categorias de base.

O legítimo apelo do torcedor alvinegro e daqueles que se sentem incomodados é pela falta de discernimento dos indivíduos que assumem cargos nos clubes de futebol e inventam desculpas estapafúrdias para encobrir a própria incompetência.

Um abraço!

Mas pode me chamar de futebol

Mas pode me chamar de futebol

Nova nomenclatura da bola

Bloco baixo, linha alta e extremos. Recomposição e ocupação de espaços. Os termos citados estão em alta no futebol e em época de Copa do Mundo isto fica muito aflorado. Há quem reclame, pois, segundo alguns, a moda é chata e o tradicionalismo deve permanecer.

O futebol não precisa ser um centro de radicalismo. Há espaço para novas e antigas tendências. O jogo evolui, regride, se modifica e o linguajar utilizado também sofre transformações. O esporte é cíclico e até nomes distintos em épocas diferentes podem significar coisas iguais.

Alguns reclamam das novas nomenclaturas, mas utilizam outras que surgiram como substitutas em tempos distantes. Cadê o ponta de lança? Por qual motivo o escanteio não é mais chamado de esquinado? E os ponteiros são os extremos de hoje? A mudança é natural. Contudo, a era da informação com o advento da internet potencializa a fixação de novos nomes.

O momento é de aproveitar a Copa sabendo que marcação alta é próxima à área do time rival, bloco baixo é estratégia de defesa com os jogadores bastante recuados e extremos são atletas que jogam pelo lado do campo, atacando com velocidade e recompondo para fechar o espaço que o lateral adversário pode vir a ter. Certamente há outros exemplos, mas estes são alguns termos utilizados atualmente.

Um abraço!

Por Fabiano Bandeira, O Praça

Torcida de olho vivo

Torcida de olho vivo

Dá pra torcer sem esquecer os problemas

Não é necessário fechar os olhos para o que acontece no Brasil para aproveitar a Copa do Mundo. O cidadão pode torcer pela Seleção e ter consciência do papel social que exerce. A corrupção infelizmente continua em alta, mas não é deixando de acompanhar um torneio de futebol que o indivíduo vai ser eficiente em sua luta contra a política ruim que assola o país.

 Festa-1-Banda-B

Violência, falta de educação e desvio de recursos públicos são alguns dos problemas que o brasileiro conhece. Há inúmeras tentativas em busca de soluções para esses e outros tipos de assuntos que explicitam a falta de cuidado dos governantes com o povo. Os jogadores de futebol, até que provem, nada têm a ver com estas situações.

 Veja

Os brasileiros que gostam de futebol não devem “boicotar” a Copa do Mundo com medo dos políticos se aproveitarem da competição de alguma forma. Muitos já descumprem promessas e passam por cima da população todos os dias sem que haja uma grande competição esportiva para isso.

 Diário de Pernambuco

A Copa começou e a emoção está no ar. A Seleção Brasileira está bem preparada pelo treinador Tite e por toda a comissão técnica. É hora de buscar o título mundial. Vai ser muito melhor votar em outubro tendo a sexta estrela na camisa. Contudo, se a taça não vier, a luta por dias melhores continuará e o fato de termos aproveitado o período da Copa não influenciará negativamente em parte alguma.

esporteuol Um abraço!