Rodada dos centroavantes

Rodada dos centroavantes

Uribe, Deyverson, Damião e Maxi são decisivos na reta final

O Flamengo de Dorival Júnior é um time mais aguerrido do que o dirigido por Mauricio Barbieri. Tenho que dar o braço a torcer. Eu não era favorável à substituição do técnico. No entanto, até o momento, parece que estratégia foi eficaz.

O crescimento do time está ligado à melhora de desempenho de Vitinho. O atacante está recuperando a confiança e participou dos três gols contra o Fluminense. O rubro-negro teve uma atuação intensa e segura. Nesta rodada dos centroavantes, Uribe parece ter finalmente estreado, ao marcar dois gols contra o Fluminense.

Ao que parece, o Flamengo não está sentindo falta de Diego. No entanto, é cedo para descartar o jogador. A diretoria do Flamengo que discute a renovação do contrato do meia, deve lembrar que a venda de Paquetá desfalcará o time demais em 2019. Logo, abrir não do camisa 10 seria temerário.

Diego é um jogador experiente e de qualidade. O time de 2019 deve ser montado tendo como espinha dorsal ele, Éverton Ribeiro e Vitinho. Mesmo num momento de turbulência eleitoral, o ano que vem deve ser pensado com responsabilidade e inteligência.

O Internacional venceu o São Paulo por 3 a 1 e garantiu a vice-liderança. O destaque foi o centroavante Leandro Damião, que saiu do banco. Fez os dois primeiros gols da virada e ainda sofreu o pênalti que resultou no terceiro gol. O Inter fez 14 jogos em casa, vencendo 11 e empatando 3. O Beira-Rio talvez seja o grande destaque do Colorado.

Já o São Paulo vê o título do brasileiro se distanciar. A competição não costuma perdoar momentos de instabilidade. Cinco jogos sem vencer é muito num campeonato tão parelho. O tricolor paulista está a 7 pontos do líder, matematicamente é possível, mas na bola é muito improvável. O vencedor do primeiro turno parece que tomou uma virada e vai ficar pelo caminho.

A rodada foi muito boa para o incrível Palmeiras de Luiz Felipe Scolari. A vitória sobre o Grêmio no Pacaembu praticamente retirou os gaúchos da briga pelo título do Brasileiro.

Como escrevi na coluna anterior, o Palmeiras tem dois times igualmente eficientes. Por esse motivo, os paulistas são os favoritos para conquistar o título nacional.

O zagueiro Bressan do Grêmio vai ter pesadelos com o centroavante Deyverson. No primeiro gol, o palmeirense se antecipou e marcou. No segundo, Bressan foi aliviar com a categoria de um beque de roça. Deu um pipoco pra cima e o platinado atacante do Verdão se aproveitou, deu um drible desmoralizante e sacramentou a vitória.

A verdade é que 2018 pode ser ano da redenção de Felipão, estigmatizado por ser o técnico da pior derrota que o time da CBF já sofreu, o experiente treinador mostra que ainda tem fôlego e conhecimento para ser campeão. O Palmeiras é um time solidário, que mescla o talento de Dudu, Moisés e Bruno Henrique, com a força de vontade de Deyverson, Willian Bigode e Borja. O time corre por Felipão e isso é um grande mérito.

Na parte de baixo, o Vasco conseguiu um belo resultado em São Januário contra o Cruzeiro. Se o Vasco conseguir se livrar do rebaixamento, deverá muito ao centroavante Máxi Lopez. O argentino, mesmo longe do melhor da forma, dá alguma qualidade ao time de São Januário. Neste domingo fez um belo corta-luz para o primeiro gol de Pikachu. No segundo, recuperou a bola numa bobeira da zaga cruzeirense e fez um gol que poucos atacantes sabem fazer. Uma “chapada” em curva no cantinho do goleiro.

E depois de vermos uma Copa do Mundo em que Gabriel Jesus não marcou e que o centroavante da equipe campeã também não balançou as redes, o Brasileirão parece resgatar o papel de protagonismo desta posição no futebol.

Por Creso Soares

Porco e Fla ganham gás na reta final

Palmeiras e Flamengo ganham fôlego na reta final

Rodada do fim de semana foi muito favorável para os times de Felipão e Dorival

Cesar Greco/Ag Palmeiras/Divulgação

O Palmeiras tem dois times fortes. Para que o torcedor desatento tenha uma ideia, Lucas Lima seria titular em qualquer dos outros 19 times que disputam o brasileiro. E ele é reserva no Palmeiras. Quando ele sai entra Bruno Henrique. Isso explica porque nesse momento, o porque do time dirigido por Luiz Felipe Scolari liderar o brasileiro com certa folga.

E esse Palmeiras quebra paradigmas. Trocou de técnico no meio da competição. Trouxe um técnico que muitos consideravam acabado depois do vexame dos 7 a 1. É muito injusto julgar Felipão apenas pelos 7 a 1. Ele também é campeão mundial em 2002, com a última seleção a ganhar os 7 jogos da copa.

O Palmeiras tem uma consistência defensiva impressionante. Toma pouquíssimos gols. Não se quer exigir da equipe um futebol vistoso. O esquema de Felipão é eficiente. E o torcedor palmeirense está muito feliz com isso. Nada como ter moral junto à torcida.

 Gilvan de Souza/flamengo.com.br

Nessa reta final de brasileiro, por incrível que possa parecer, o Flamengo pode renascer das cinzas para se tornar o grande adversário do Palmeiras pelo Brasileirão. Numa rodada extremamente favorável, o rubro-negro pulou da quinta para a terceira posição.  Distância para o líder continua em 4 pontos, mas enfrenta o Palmeiras em casa e pode cortar essa diferença para apenas 1.

O time com Dorival Júnior se mostrou menos passivo. Encontrou um dos piores times do Corinthians dos últimos anos. Resultado, com um futebol um grau acima de razoável enfiou 3 a 0 categórico no Corinthians. O que só deixa mais vexatória a derrota na semifinal da Copa do Brasil.

É claro que descartar qualquer um dos cinco times que disputam a ponta do campeonato é precipitado, mas neste momento, Inter e São Paulo parecem ter chegado ao ponto máximo. O Grêmio está a 5 pontos do Palmeiras, mas não se pode desprezar a força da equipe de Renato Gaúcho.

Com uma diferença tão pequena, uma rodada pode mudar absolutamente tudo. Na verdade, o Palmeiras garantiu mais uma rodada na liderança, pois ampliou o saldo de gols em relação ao Inter. Mesmo que a equipe gaúcha vença e os paulistas percam, dificilmente a diferença de gols será descontada.

A próxima rodada terá cara de mata-mata. Palmeiras e Grêmio se enfrentam, Inter e São Paulo também. O Flamengo terá pela frente um Fluminense que está se acertando. Se vencer o clássico, o Flamengo pode se colocar ainda melhor no campeonato, tendo em vista o confronto direto dos outros times que disputam a ponta. Se houver empates nos outros jogos, o Flamengo pode sair na vice-liderança, distante apenas dois pontos do Palmeiras.

Se as coisas derem certo para o Flamengo até lá, a 31ª rodada poderá ganhar ares de final, quando a equipe carioca enfrenta o Palmeiras no Maracanã. Mas antes, tem que passar por um dos maiores rivais e pelo lanterna Paraná.

O Palmeiras é favorito no Brasileirão, mas está muito longe de poder dizer que a mão está na taça. E o campeão do primeiro turno, o São Paulo, perdeu o fôlego. Às vezes isso acontece, o vencedor do primeiro turno não ganhar no fim.

 

Por Creso Soares

Tudo será como antes

Tudo será como antes

Troca de comando no Flamengo não muda nada

Na última coluna opinei que independentemente do resultado contra o Corinthians, Mauricio Barbieri não deveria ser demitido. Eu não estava “secando” o Flamengo, simplesmente, o time da Gávea (do Ninho) não tem uma mentalidade vencedora. Ao assistir esse grupo rubro-negro jogar, tenho a impressão de ver aquela pessoa arrumadinha que vai para a “pelada” e encontra o campo enlamaçado. Aí fica com medo de sujar o uniforme novo, a chuteira lustrosa e despentear o cabelo arrumadinho.

O que o Corinthians fez foi atropelar os engomadinhos. Não há muito que mudar. Com essa diretoria apagando as luzes e a temporada praticamente perdida nem com o Guardiola esse Flamengo tem jeito. No entanto, o que fizeram os “jênios”? Demitiram o treinador.

Faltam 11 rodadas. A conta é simples nenhum time que fez ao menos 76 pontos deixou de ser campeão com o campeonato disputado por 20 clubes. O Flamengo tem 11 jogos para fazer 27 pontos, ou seja, 9 vitórias. Impossível? Não. Improvável? Sim. Se os comandantes do futebol rubro-negro tivessem o mínimo de serenidade para acompanhar a tabela, veriam que matematicamente o time está no páreo.

A diretoria está tão perdida que promoveu a décima quarta troca de treinador em 6 anos. E a vinda de Dorival Júnior contrariou a máxima que qualquer colecionador de figurinhas ou praticante da nobre modalidade do bafo-bafo conhece: “figurinha repetida não completa álbum”.

Essa mesma diretoria já contratou e dispensou Dorival. O que a fez acreditar que passados 5 anos, o treinador daria jeito na equipe? Nada contra o profissional em questão, mas o tempo e a falta de planejamento o jogaram numa tremenda fogueira. Na partida contra o Bahia, a primeira com o novo treinador, o time repetiu os erros que vinha cometendo com Barbieri.

Acompanhando os comentários do meu amigo Eraldo Leite, testemunhei um ouvinte dizer que o Flamengo é um time preguiçoso. Assim como o Eraldo, achei o resumo do ouvinte perfeito. O Flamengo é preguiçoso, encara aquele negócio de bola, correria em direção ao gol de forma enfadonha. O resultado que se vê é esse, um time sem alma. O Flamengo hoje é uma camisa parecida com a que foi cheia de honras esportivas. Claro, quando não joga de azul ou amarelo. Bem, aí parece… sei lá, algo que não é o Flamengo.

Dorival terá que ter uma conversa franca com Lucas Paquetá, daquele tipo “vai ou racha”. O rapaz é a grande promessa de craque saída das divisões de base do clube. Para o Flamengo, até pelo tempo jogando, foi mais eficaz do que Vinicius Jr. Paquetá está preocupado em brigar com juízes, enfeitar jogadas e desfilar seu inegável futebol. Mas parece que está acreditando demais em seu talento. Ele parece com aqueles personagens que andam olhando soberbamente lá na frente e tropeçam no próximo passo, por não darem atenção às coisas simples. Diego e Everton Ribeiro precisam mostrar mais responsabilidade e Vitinho, bem, Vitnho o tempo dirá se vai despertar do sono que chegou da  Rússia.

Na próxima coluna já teremos resolvido quem disputará o segundo turno das eleições presidenciais e quem serão senadores, deputados federais e estaduais pelos próximos 4 anos. Não se esqueçam, o futebol é maravilhoso, mas o voto é a arma para melhorar nossas vidas. O presidente é importantíssimo, mas o congresso é primordial. Como escreveu o mestre Luiz Fernando Veríssimo: “Olha lá o que vocês vão fazer”.

Por Creso Soares