Flamengo põe uma das mãos na taça 

Flamengo põe uma das mãos na taça 
Arrascaeta e B. Henrique comandam o time contra o Vasco

O Flamengo não precisou fazer grande partida para abrir uma importante vantagem sobre o Vasco na decisão do Carioca. O placar de 2 a 0 não espelhou o domínio do rubro-negro. O árbitro Rodrigo Nunes de Sá fez a parte dele para o campeonato estar minimamente aberto. Um gol mal anulado e um pênalti ignorado poderiam ter deixado a situação praticamente irreversível. Não há nada decidido, mas o Flamengo deu um passo imenso para se tornar Campeão Carioca de 2019.


Qual será a escaramuça que o presidente do Vasco tentará nesta semana para tumultuar a segunda partida decisiva? Na primeira mandou o jogo no Engenhão e mudou lado de torcida, tudo isso para tentar algo novo e fazer com que seu time conseguisse parar o Flamengo. Não funcionou. O Flamengo escalou pela primeira vez no ano a força máxima contra os cruzmaltinos. Com o time misto o Flamengo tinha empatado duas vezes.  Neste domingo ficou clara a diferença técnica entre os dois planteis. Por isso, reafirmo o que escrevi em várias oportunidades: o Flamengo tem obrigação de ganhar o Carioca.


Ainda sobre Alexandre Campelo, nem a torcida do Vasco parece ter gostado da mudança para o Engenhão. Apenas 10 mil pessoas compareceram ao estádio para ver o jogo. O Vasco, tão carente de dinheiro, quis marcar uma posição política e terá um grande prejuízo. Não entendi o arroubo do presidente do Vasco da Gama. Para ter um público de 10 mil, era melhor ter mandado o jogo em São Januário. Dessa forma, pelo menos, teria tentado fazer valer o fator casa. Com todo respeito ao Vasco, mas seu presidente fez um papelão.


No lado rubro-negro, Abel terá que usar seu talento para “administrar o grupo”. Na partida contra o San Jose, Diego saiu fazendo biquinho. Contra o Vasco foi a vez de Gabigol reclamar. Isso mostra que os “donos do vestiário” querem manter seus privilégios. Se o experiente técnico não segurar essas insatisfações públicas, o Flamengo terá problemas ao longo da temporada.

Arrascaeta deu ao meio-campo uma clarividência que estava faltando. Seus passes são rápidos e surpreendentes. Diego é banco no Flamengo de hoje. Resta saber se Abel terá o peito que teve Dorival Jr de deixar o camisa 10 como opção. Diego será importante ao longo do ano, mas o uruguaio está pedindo passagem.

O técnico do Flamengo insiste em Willian Arão. Talvez fosse o momento de prestar mais atenção em Ronaldo, que tem mais técnica do que Arão. O número 5 erra passes bobos e deixa espaços na marcação. Sua grande qualidade é a jogada aérea, pois vai bem ofensiva e defensivamente.

Pará vai se firmando. Foi bem contra o San Jose e muito bem contra o Vasco. René está se recuperando. O Flamengo vai encontrando um jeito de se armar. Ainda abusa das jogadas aéreas. Mas ê um time que finaliza bastante. Se a pontaria ficar calibrada, poderá se tornar um ataque poderoso no Brasileirão.

O time da Gávea terá uma semana inteira para se preparar. Se conseguir ganhar o estadual, vai encerrar essa história de “cheirinho”, grande munição dos rivais. Pode não ser com perfume francês importado, mas vai ser ao menos uma lavanda nacional bem honesta.

Por Creso Soares

*Fotos: Alexandre Vidal/flamengo.com.br

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