Super Times Cariocas 

Super Times Cariocas 

O grande time montado pelo Flamengo não é o primeiro e nem todos deram certo

Começou o campeonato carioca. Primeira rodada ainda e apesar de cornetagens, euforias e reclamações pouco ainda para avaliar como os times estão na prática. Só dá para dizer na teoria e a teoria é óbvia, o Flamengo montou um super time e os outros três terão que correr atrás.

Não é um super time se analisarmos a história de craques no futebol carioca e não é um elenco perfeito, longe disso precisando de um zagueiro, um lateral direito (deve ser o Rafinha) e um segundo homem de meio campo, mas para o nível do futebol brasileiro e, principalmente, carioca, sobra, mas não é a primeira vez que isso ocorre e nem sempre dá certo.

O próprio Flamengo montou alguns. Em 1995 contratou Romário, o então melhor jogador do mundo, e Branco, tetracampeão do mundo, para comandarem o time do centenário e perderam o estadual para o Fluminense. Para o brasileiro ainda trouxeram Edmundo formando o “ataque dos sonhos”. O time ainda era mais desnivelado que o atual com um super ataque com defesas e meio fracos e por consequência deu errado e ficou eternizado pela musiquinha do “pior ataque do mundo” parodiada de um comercial de aviação.

O clube repetiu o super time em 2000 com Alex, Denilson, Edilson e Petkovic se juntando aos jovens Júlio Cesar, Athirson, Adriano e Juan. Deu errado de novo e o time ficou apenas na metade da tabela.

O Fluminense teve seus super times na era Unimed.  O investimento começou no fim dos anos 90, mas a coisa começou a dar certo em 2007 com o título da Copa do Brasil. Montou um grande time com Thiago Neves, Conca, Thiago Silva e Washington e foi vice campeão da Libertadores em 2008. Os super times começaram a dar certo em 2010 com o título brasileiro repetido em 2012. Nesse período o Flu teve nomes como Cavalieri, Mariano, Thiago Neves, Deco, Conca, Sóbis, Emerson Sheik e Fred.

O Botafogo foi mais discreto nas últimas décadas com os super times, mas o que mais se aproximou de ser um foi em 1992 quando teve jogadores como Renato, Chicão, Carlos Alberto Dias e Valdeir. Fez uma grande campanha, chegou na final do brasileiro como favorito, mas perdeu o título para o Flamengo.

Inegável que ninguém lida melhor com super times que o Vasco. Em 1989 o clube montou um esquadrão com Bebeto, Acácio, Mazinho, Bismack, Andrade e foi campeão brasileiro. Repetiu os esquadrões no período entre 1997 e 2000 tendo nomes como Edmundo, Romário, Evair, Euller, Viola, Guilherme, Juninho Pernambucano e Paulista, Mauro Galvão, Zé Maria, Válber, Carlos Germano, Pedrinho, Felipe, enfim, uma seleção e soube ganhar com esses grandes jogadores conquistando quase tudo só perdendo o mundial conquistando o vice em 1998 e 2000.

Ninguém sabe aproveitar tão bem grandes times como o Vasco, ninguém usa tão mal esses jogadores quanto o Flamengo. Ao clube da Gávea é dada nova chance de mudar essa história.

E não ficar só no cheirinho.

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Surpresa brasileira no mundial de handebol

Surpresa brasileira no mundial de handebol

Seleção joga de igual para igual com os europeus

O ano de 2019 começou com o Brasil fazendo a melhor campanha da história do mundial de handebol. A participação brasileira ainda não terminou oficialmente, mas seja lá qual for a posição em que o time terminar, a equipe já superou o décimo terceiro lugar conquistado em 2013. O curioso é que a expectativa não era das melhores para esta seleção, apesar de jovem e talentosa. Com a crise na Confederação Brasileira de Handebol, a preparação do time ficou comprometida, mas ainda assim, o grupo conseguiu se superar vencendo, pela primeira na história, mais do que um europeu em um mundial. Graças as grandes atuações de nomes como José Toledo, Felipe Borges, Fabio Chiuffa, Haniel Langaro, Cesar ‘Bombom’, além, é claro, do belo trabalho do técnico Washington Nunes, antes tão questionado.

A seleção brasileira apresentou uma defesa sólida e um ataque com boas variações ofensivas. O time chegou a uma inédita segunda fase passando bem pelo grupo considerado por muitos como o “o grupo da morte”.

Sim, é verdade que o handebol masculino não conquistou nada, mas vai sair deste mundial com a cabeça erguida. Autoconfiança é a palavra-chave para este momento. No esporte em que os europeus são muito fortes, finalmente o Brasil jogou de igual para igual mesmo recheado de jogadores jovens – Haniel e José Toledo não passam dos 24 anos – a evolução deles é nítida e na Olimpíada, a chance do Brasil surpreender aumenta. Quem sabe se o antigo saco de pancadas vira azarão em Tóquio? Vamos aguardar.

A nota triste fica pela falta de transmissão do mundial. Perdeu-se a chance de presenciar o brasileiro, admirador da modalidade, com estas ótimas atuações. Que estas boas atuações motivem os nossos meios de comunicação. Valeu Brasil!

Por Surto Olímpico

Flamengo tem “obrigação” de ser campeão

Flamengo tem “obrigação” de ser campeão

Público rubro-negro mostra diferença de confiança em relação aos rivais

 Alexandre Vidal/Flamengo

Os jogos de Vasco, Fluminense e Botafogo não levaram aos estádios somados um terço do público do Flamengo nessa primeira rodada do Campeonato Carioca. Isso pode dar a tônica do que será a competição. Deficitária para os grandes, mas especialmente ruim para os três rivais do Flamengo.

Com todo respeito ao bravo tricolor suburbano, mas colocar o jogo entre Vasco e Madureira às 16h50m, num estádio com um gramado HORROROSO deve ter sido um boicote à competição feito  pela própria Ferj. É isso ou é incompetência mesmo.

Os jogadores brigavam com o termômetro e com o gramado. Além disso, as placas de publicidade coladas ao campo de Conseleiro Galvão quase produzem um acidente. Um jogador do Vasco deu um carrinho e entrou placa de publicidade adentro. Levantou irritado, pois se batesse em alguma ripa de madeira poderia ter se machucado.

Se os dirigentes da federação querem valorizar seu produto, o mínimo que poderiam fazer é colocar os jogos em um gramado minimamente preparado para receber partidas profissionais. Numa pelada de fim de semana, com jogadores do meu nível, seria o palco apropriado. Para jogadores profissionais é um escárnio.

O Flamengo terá um drama quase shakespereano na competição. É aquele papo de “ser ou não ser, eis a questão”. Explico. Dada a disparidade de investimento do Flamengo para os seus co-irmãos, o clube está quase que impelido moralmente a ser campeão estadual. Paradoxalmente, dos 4 grandes do Rio, talvez seja o que menos precise do título. Com o elenco que montou, a ambição rubro-negra é muito maior do que a de Fluminense, Vasco e Botafogo. Realisticamente, o Carioca é o caminho mais curto e talvez o único viável para algum título este ano da trinca.

Mesmo assim, a vitória do Flamengo contra o Bangu foi apertada. E já no primeiro gol da equipe na competição houve uma irregularidade. Fato que vai suscitar reclamação dos adversários.

O Palmeiras não ganha um título estadual desde 2008. Neste período o clube ganhou duas copas do Brasil e dois Brasileiros. É a prova que times de maior investimento estão cada vez mais tratando o estadual como uma Flórida Cup da vida. Eu discordo, o estadual é um campeonato relevante. Claro que é o de menos relevância, mas nem por isso desconfortante.

Então o Flamengo que quer priorizar outras competições não pode desvalorizar o torneio caseiro. Futebol é encaixe, 11 contra 11 e imprevisível. Mas o Flamengo entra com a obrigação de ser campeão. Se vai cumprir a obrigação é outra história.

Dos outros três grandes, o Vasco parece ter o melhor esboço de time. Tem o eficiente Máxi Lopez e Bruno César, que se jogar o que sabe,, vai ser um ótimo reforço para o Vasco. Esses dois jogadores colocam o Time de São Januário acima de Botafogo e Fluminense.

Zé Ricardo vai ter que fazer urgentemente uma lição de casa. Arrumar a defesa do Botafogo para deixar o time competitivo mesmo depois de perder muitos jogadores do elenco do ano passado. A Cabofriense passou com sobras na estreia do campeonato. O time escapou com alguma folga do rebaixamento, mas as saídas de peças importantes faz com que a torcida fique desconfiada, e com razão, das possibilidades alvinegras no ano.

A forma física do capitão Airton assustou quem viu o pavoroso jogo entre Fluminense e Volta Redonda no Maracanã. O volante está com uma barriga que um atleta profissional não pode ostentar. Titular e capitão, Airton não pode estar naquela forma. O que leva a crer que o volante só está no time dada a pobreza franciscana do elenco do Fluminense. O  empate ficou de bom tamanho para o Tricolor. O Tine do Vale do Aço desperdiçou um pênalti, teve um jogador expulso e o gol de empate tricolor nasceu numa lambança da zaga adversária. Não quero fazer julgamentos precipitados, mas estou curioso para saber até quando vai durar a paciência com o Dinizbol.

O Flamengo está pressionado. Se vencer o Carioca dirão que nada mais fez do que a obrigação. Se perder será massacrado em zoações por  não confirmar em campo o que o vil metal produziu. A disparidade de investimentos pode ser prejudicial ao próprio Flamengo. Mas essa tese, eu detalho na semana que vem.

Abs

Por Creso Soares